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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2025

COLHI-TE

As rosas cor de rosa enchiam de cor as velhas roseiras,
 durante quase todo o ano.
Frequentemente vinhas do quintal e trazias uma rosa 
que me oferecias com um sorriso e 
tanto carinho no olhar e na voz.



Colhi-te

no berço da madrugada

e banhei-te

com as cores do sol nascente

Arredondei os braços nus e longos

e abracei-te

num sorriso seguro e terno

agora no calor do sol poente.

E apertei-te

no calor sereno do meu peito!

Sentei

a ternura no meu colo,

e desfez-se o teu cansaço

no silêncio do nosso abraço

E colhi

todas as flores do sol

para enfeitar o nosso amor.

Deitei-te

no horizonte

e repousei

o meu silêncio com as cores do fim do dia

Acordei para uma nova aurora que nascia

Sonhei-te em campos de cetim

Em sonhos de lua cheia

Tecidos com as flores que nasciam em mim

Manuela Barroso



Hoje Dia dos Namorados, este poema suave, romântico, 

vem mesmo a propósito para nos lembrar como o Amor é lindo. 

Colhendo uma flor, cantando, amando...



HMB ft. Carminho
O Amor é assim


Os blogues: manuela barroso


Quinzena do Amor

Post 1-Só o amor; Post 2-Alastrar Paz e Amor; Post 3-Ouça as vozesPost 4-Estética da Vida; Post 5-Quando o Amor chora de sede; Post 6-Um gosto antigo de alfazema; Post 7-Como nos Prodígios; Post 8-Flora; Post 9-Passei na nossa rua; Post 10-O Amor na sua Plenitude; Post 11-Se eu tivesse coragem; Post 12-Poesia é Amor;Post 13-Sobram as mãos/Sóbran las manos



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In: Inquietudes, de Manuela Barroso

pg.63

Imagem: pixabay

domingo, 11 de abril de 2021

SOLIDÃO

Perdi-me de mim e dormi.
Senti o sabor da solidão que florescia na sombra
corri os montes das flores que me falavam do vale
no bulir das marés.
Acariciei as flores plantadas na água que regava a marcela
e afaguei os meus pés.
Corri com saltões
saboreei o trigal
deitei-me na erva
pousei o meu corpo no chão húmido da esperança
senti o arrepio das cigarras
a fome das alturas
e a sede de ser de novo criança!

Os olhos...
ah! os olhos eram a água atrevida
inundando a consciência com fome de vida.
Eram as flores teimosas
escorrendo amarelas
na face das mimosas
invasão no sorriso ardente
no espelho líquido da nascente
cansaço mole na mistura tão difusa do poente.

Quero perder o tempo que se infiltra na terra
e me prende às cheias de fogo que morrem nas minhas cinzas;
fugir na cantilena da água que se perde nos outeiros
tremendo veloz pelas fragas em repuxos aéreos de ventos.

Quero regar de alma as raízes das fontes e dos fetos
que semeiam a frescura dos montes
sentar-me na sombra dos lírios, namorando as violetas
que ardem na chama roxa dos aromas, nos círios dos poetas.

Manuela Barroso 
“Laços-Dueto”- 
Editora Versbrava


Perdi-me de mim e dormi.
Senti o sabor da solidão que florescia na sombra
corri os montes das flores que me falavam do vale
no bulir das marés.

Perdemo-nos e encontramo-nos na bela escrita de Manuela Barroso, 
feita de emoções. 
Saboreia a vida e o que de belo ela contém.

Leia aqui, em Divulga Escritor, entrevista...

 

Jon Batiste, num tema mais ritmado e que lembra tempos idos.


Bom domingo, meus amigos

Abraços.


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Poema - daqui