sexta-feira, 26 de junho de 2026

Quake - Museu do Terramoto de Lisboa

 Sentada diante das fundações do edifício onde se preparam para dar vida a muitas das ideias do professor Luís, experimento uma emoção difícil de explicar - se me permitem uma confissão mais íntima. Como é possível que os sonhos de vários humanos se tenham combinado nos seus variados interesses e experiências de vida para construir uma casa de sabedoria chamada Quake - Museu do Terramoto de Lisboa? 

E, no entanto, aí está esse lugar de encontro, entre experiências de empatia e de comoção, mas também de compreensão do raciocínio lógico e de beleza de engenharia e da técnica, um lugar onde o divertimento é colocado ao serviço da memória, e o respeito pelas vítimas e a memória do sofrimento humano se transformam em serviço aos lisboetas futuros (e a toda a Humanidade), para que, diante de uma mais que possível catástrofe, possam minimizar o impacto das forças desumanas - e tantas vezes cruéis - da Natureza.

Recordar 1755, pg 105, André Canhoto Costa 


Museu Quake: 
história do terramoto de Lisboa


 Passagem do Livro acima mencionado em que o autor se serve de alguém, de nome Mariana, para falar de Lisboa dos tempos faustosos e da grande desgraça que se abateu sobre ela - o Terramoto de 1755, no dia primeiro de Novembro.

O Quake – Museu do Terramoto de Lisboa é uma experiência imersiva dedicada ao grande terramoto de 1755, um dos acontecimentos mais marcantes da história de Lisboa. Através de cenários realistas, efeitos especiais, tecnologia multimédia e momentos interativos, o museu recria o impacto do terramoto, do tsunami e dos incêndios que se seguiram, permitindo aos visitantes compreender o contexto histórico, científico e social deste evento. Trata-se de uma visita educativa que combina história, ciência e inovação numa experiência envolvente.

Castigo de Deus, segundo alguns. Abalou intelectuais dessa Europa fora, tendo Voltaire produzido um extenso poema intitulado "Poema sobre o desastre de Lisboa".


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A Venezuela está a atravessar momentos devastadores, desde quarta-feira à noite, na sequência de dois sismos que, na escala de Richter, registaram 7.2 e 7.5 de magnitude. Muitas mortes e desaparecidos abalam esse país da América do sul. 

 Que Deus os ajude!


Abraços
Olinda


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Noticia TV e Net

sábado, 20 de junho de 2026

NÓS






II

Que de fruta! E que fresca e temporã,
Nas duas boas quintas bem muradas,
E que o sol, nos talhões e nas latadas,
Bate de chapa, logo de manhã!

O laranjal de folhas negrejantes,
(Porque os terrenos são resvaladiços)
Desce em socalcos todos os maciços,
Como uma escadaria de gigantes.

Das courelas, que criam cereais,
De que os donos - ainda! - pagam foros,
Dividem-no fechados pitosporos,
Abrigos de raízes verticais.

Ao meio, a casaria branca assenta
À beira da calçada, que divide
Os escuros tomates de pevide,
Da vinha, numa encosta soalhenta!

Entretanto não há maior prazer
Do que, na placidez das duas horas,
Ouvir e ver, entre o chiar das noras,
No largo tanque as bicas a correr!
...




José Joaquim Cesário Verde (1855-1886) foi um poeta português, sendo considerado um dos pioneiros, precursores da poesia que seria feita em Portugal no século XX.

Morto prematuramente, aos 31 anos de tuberculose, foi curta a obra que nos deixou. No entanto, o carácter ousado de uma realismo lírico e prosaico confere à sua poesia importância determinante no contexto da segunda metade do XIX e perspectivando já algumas vertentes da modernidade do XX.
Ver aqui*

No ano seguinte ao da sua morte, Silva Pinto organiza O Livro de Cesário Verde, compilação das suas poesias publicada em 1901.
(tenho um exemplar)


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Bom fim-de-semana, amigos.
Abraços.
Olinda





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Do poema "NÓS" 1884 - extenso.(refere-se à história da família, inclusivamente no que diz respeito à tuberculose que ceifou a vida a uma irmã e a um irmão)
* 9. Pequeno Livro - Brevíssima portuguesa



quarta-feira, 10 de junho de 2026

"Dia da Raça"

 


Vós, Portugueses, poucos quanto fortes,

Que o fraco poder vosso não pesais;

Vós, que, à custa de vossas próprias mortes,

A Lei da vida eterna dilatais:

Assi do Céu deitadas são as sortes

Que vós, por muito poucos que sejais,

Muito façais na santa Cristandade,

Que tanto, ó Cristo, exaltais a humildade!

Luís Vaz de Camões

"Os Lusíadas", Canto sétimo, Canto 3


Luís Vaz de Camões (Lisboa?, c.1524 – Lisboa, 10 de junho de 1579 ou 1580) foi um poeta e soldado português, considerado o poeta nacional de Portugal, o maior representante do renascimento português, o escritor mais importante da língua portuguesa e um dos grandes expoentes da literatura ocidental, famoso por sua epopeia Os Lusíadas (1572) e por seus sonetos (editados, postumamente, com outros poemas líricos do autor nas Rimas, em 1595). 

aqui

Na prisão Goa, 
por anónimo em 1556


Baptizado como o Dia da Raça pelo Estado Novo, por motivos óbvios. Não há certezas sobre a vida de Camões, andou por montes e vales, enfrentou diversas adversidades, queixando-se de à sua obra não ser dada a devida importância.

Neste ano as Comemorações do dia de Portugal, de Camões e das Comunidades fazem-se nos Açores, Ilha Terceira, enquanto o mundo se encontra mergulhado, na actualidade, em grande confusão.

Bom feriado, amigos.

Abraços.

Olinda 

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aqui - A biografia de Camões...