quinta-feira, 28 de maio de 2026

Maio, maduro Maio

 


Já praticamente no fim de Maio, apraz-me trazer esta cantiga de Zeca Afonso que, com o seu jeito interventivo, fala de luta e de quem desencantou o mês de Maio.

Sabemos que este mês é chamado de Mês do Coração, iniciativa da Fundação Portuguesa de Cardiologiana tentativa de alertar a população para a problemática das doenças cardiovasculares, mas, inexplicavelmente, não tenho ouvido muito falar desse órgão tão importante do corpo humano que com presteza conduz, estando saudável, através das suas válvulas, o sangue que nos dá vida.

Talvez tenha sido falha minha, talvez ande um tanto aérea. Mas pesquisei agora e encontrei esta campanha que inclui muitas sugestões que ajudam a identificar os principais sinais de alarme. "Agir a tempo" são as palavras-chave para intervir com sucesso nas patologias cardíacas.*



Além do mais, Maio é o mês de Maria

Os peregrinos fizeram a sua parte, (e outros fiéis que se deslocaram em transportes públicos ou próprios) caminhando durante várias dias para cumprir promessas de modo a chegar a Fátima a tempo e horas para tomar parte nas Celebrações da Aparição de Nossa Senhora aos três pastorinhos, Lúcia, Francisco e Jacinta. Estes últimos já foram canonizados.

 

Embora desavinda no tempo, pois o mês de Maio já está no fim, como disse acima, aqui deixo estes apontamentos relativos a este mês.

Abraços, amigos.

Olinda


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*ver aqui

Aparições de Fátima - aqui

imagem - net

domingo, 24 de maio de 2026

O Pirilampo Mágico

 


Quando a minha filhota começou a frequentar o Preparatório, nas férias levava-a todos os dias para a Colónia de Férias da OSMOP. Ali encontrou muitos miúdos da sua idade e um pouco mais velhos, onde fez muitas amizades. 

Aprendeu a jogar matraquilhos tornando-se, praticamente, uma especialista. Além disso tinham muitas actividades, idas à praia, cinema, visitas a museus, enfim um sem-número de coisas de que ela gostava muito. 

Gostou muito desse tempo que também incluía idas a Évora, cidade-museu, cujo centro histórico foi declarado Património Mundial em 1986, pela UNESCO (Também há lá instalações da OSMOP para colónia de férias). 

Então subíamos a Avenida Pedro Álvares Cabral*, ao Rato, de onde o autocarro nos deixava e antes de dobrarmos a esquina havia ou há um café onde, ao balcão, eu bebia um café e ela comia um croquete. Deixava-a no destino e ao descer a avenida, uma vez ou outra, ouvia vozes de miúdos da Cerci que iam nos seus passeios, acompanhados de adultos.

A  CERCI é uma instituição de solidariedade social voltada para a deficiência intelectual e multideficiência, sem fins lucrativos, fundada a 16 de julho de 1975 e reconhecida como Pessoa Coletiva de Utilidade Pública.


Todos os anos a Cerci promove a Campanha do Pirilampo Mágico. Todos os anos esse pirilampo tem uma cor. Antigamente era macio com uma fita ou antena, agora é feito de material mais resistente, penso. E também traz mais algumas peças, como se vê na imagem.

Lembro-me de comprar um pirilampo todos os anos, no tempo em que ia trabalhar em Lisboa. Agora passados estes anos fui acordada, quando na RTP1 se falava disso. E também recordei o tempo em que subia e descia de manhã e à tarde, no verão, a Avenida Pedro Álvares Cabral, durante um mês.

De 08 de Maio a 01 de Junho decorre esta campanha e ainda vamos a tempo de contribuir para essa obra meritória.


Bom fim-de-semana, meus amigos.

Abraços

Olinda


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*Puxo pela memória a fim de me recordar se é mesmo o nome da Avenida ou rua...
Federação Nacional de Cooperatirvas de Solidariedade Social - aqui

sábado, 16 de maio de 2026

A Herança

 



A herança
Sei que buscas ainda
o secreto fulgor dos dias
anunciados.

Nada do que te recusam
devora em ti
a memória dos passos calcinados.
É tua casa este exílio
este assombro esta ira.

Tuas as horas dissipadas
o hostil presságio
a herança saqueada.
Quase nada.

Mas quando direito e lúgubre
marchas ao longo da Baía
um clamor antigo
um rumor de promessa
atormenta a Cidade.

A mesma praia te aguarda
com seu ventre de fruta e de carícia
seu silêncio de espanto e de carência.
Começarás de novo, insone
com mãos de húmus e basalto
como quem reescreve uma longa profecia

CONCEIÇÃO LIMA


Sua obra tem como uma das temáticas principais o resgate do passado tanto ao revisitar suas origens quanto ao reconstruir poeticamente a história de um país marcado pela ação colonialista e pela escravidão.
Uma das mais reputadas jornalistas são-tomenses, tem pela poesia uma enorme paixão. Formada em Lisboa e no King's College de Londres, começou por publicar poemas dispersos em jornais e revistas e integra diversas antologias poéticas internacionais
Veja aqui



Faleceu ontem aos 64 anos.
Notícia aqui.

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Poema daqui

Conceição Lima - aqui, no Xaile de Seda