"41 anos depois, o mirandês vai à escola com o seu primeiro manual".
Como sabemos, o Mirandês é uma das três línguas oficiais portuguesas: O Português, o Mirandês e a Língua Gestual.
A língua mirandesa foi oficialmente reconhecida em 1999 pela Assembleia da República; o ensino foi regulamentado no mesmo ano. O Ministério da Educação regulamentou o ensino através do Despacho Normativo n.º 35/99, que faculta a aprendizagem do mirandês nos ensinos básico e secundário do concelho de Miranda do Douro como oferta de enriquecimentocurricular.
Festeja-se a 17 de Setembro o dia da Língua Mirandesa.
Daqui envio os meus parabéns à Teresa Subtil pelo trabalho que tem desempenhado em prol do Mirandês.
A instrução era também objecto de cuidados e funcionavam escolas de instrução primária para o sexo masculino e outras para o sexo feminino, para além de ensino particular de francês, inglês e escrituração comercial, tendo mesmo os alunos da escola municipal formado uma "filarmónica de música marcial que, se não é boa, atenta a idade dos executantes, pode considerar-se bastante sofrível".
A 10 de Junho de 1880, dia do tricentenário da morte do épico Camões, inaugurou-se a escola do seu nome, destinada ao sexo feminino, e também a biblioteca pública, ainda que a mesma só viesse a realmente ser posta à disposição do público a partir de Outubro de 1887, porém com mais de mil volumes, todos adquiridos através de dádivas dos munícipes. Nessa data de 1880 foi também lançada a primeira pedra para a construção do hospital da ilha.
E finalmente em 1886, precisamente a 27 de Maio, chegava canalizada até à cidade as águas do Madeiral e do Madeiralzinho, a que se juntaria, quatro anos mais tarde, a chamada água do Norte, cuja exploração fora concedida a Augusto da Silva Pinto Ferro, John Visger Miller e John Hollway, cumprindo desse modo, no dizer do administrador Botelho da Costa o ditado popular, "não há falta que não dê em fartura" ...
Nas ilhas de Cabo Verde em geral, criou-se e vive-se no nostálgico mito de um passado de abundância e fartura que sonhamos sempre ver reproduzidos num qualquer tempo futuro, nosso ou dos nossos descendentes. Em S. Vicente esse mito foi eternizado através de uma das mais belas mornas do reportório nacional: "Tempo de Canequinha" da autoria do poeta Sérgio Frusoni, caboverdiano de nascimento e mindelense de cultura, ainda que filho de pais italianos vindos para S. Vicente nos primeiros tempos dessa cidade.(...)
GERMANO ALMEIDA - Viagem pela História de S. Vicente, pgs 25,26, 27
Frusoni escreveu muitos contos e poemas em crioulo de São Vicente (Criol d' Soncente). É muito conhecido no arquipélago de Cabo Verde, mas é praticamente desconhecido no estrangeiro. No final da sua vida, Sérgio Frusoni foi também pintor.