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segunda-feira, 24 de março de 2025

Primavera



Cheguei com ela, a Primavera, a estação da renovação da natureza. E tudo nos encanta neste tempo que se quer florido e perfumado.  Os campos enchem-se de plantas silvestres. Papoilas e malmequeres são um espectáculo para os olhos. Os chilreios fazem-se ouvir nessa sinfonia tão própria e todos os sentidos são convocados para fazerem parte desta maravilha.



Tudo isto é para nós. Tudo nos é oferecido sem que nos seja exigido um gesto sequer. Apenas que conservemos e preservemos esta dádiva, para o nosso bem.

***


Do poeta Luís Rodrigues trago estas lindas palavras:

A Primavera

é um rio a correr para um lugar longínquo onde já é 

Outono


***





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Imagem: pixabay

Sobre o projeto Crianceiras

aqui

quinta-feira, 10 de outubro de 2024

Primavera lá e Outono cá

 


Flor do Campo


Que linda é a Primavera,
Flores de todas as Cores
embelezam a nossa vida
e tornam-nos venturosos.

❤Olinda❤

Assim, uma quadra simplezinha, faltou-me referir o Regador que devia levar cheiinho de amor e carinho mas subentende-se, não é? Já andava meio perturbada com problemas de saúde...

A nossa amiga Rosélia Bezerra festejou a chegada da Primavera em grande estilo, convidando os seus leitores a contribuírem com uma quadra relacionada com essa linda estação do ano. O Regador era figura fundamental nessa comemoração, transformando em jardineiros aplicados os leitores dos seus blogues.

Como é hábito, houve lugar às Ressonâncias com um belo texto no Espiritual-Idade, no qual foram incluídas na perfeição palavras das referidas quadras. E que lindas quadras tive a oportunidade de ler. Carregadas de flores, cores, luz, boa vontade, transportes de alma, coração na mão.

  



E nós por cá temos o Outono com as suas cores douradas, árvores que vão atapetando o chão, flores que tomam tonalidades que nos aquecem o coração. E quando chove há um lavar de almas, o vento que afaga os cabelos que são logo protegidos com um capuz de lã quentinha.

E temos as castanhas assadas e nos dias de nevoeiro sentimos o seu cheiro no ar e o aguçar do apetite para no Verão de são Martinho, lá para 11 de Novembro, degustá-las com jeropiga nos magustos que ocorrem por vários lados.


Carlos do Carmo
 O homem das castanhas


Quem quer quentes e boas, quentinhas
A estalarem cinzentas, na brasa
Quem quer quentes e boas, quentinhas
Quem compra leva mais calor para casa





Depois, quando o tempo vai ficando mais frio, o quentinho do lar, à lareira ou com os aparelhos que agora pululam por aí para nos ajudar a passar o tempo invernoso. 

E, claro, sem esquecer aqueles que se encontram em campos de concentração, em campos de guerra que sofrem na pele toda a espécie de intempéries e desgraças.

Numa nota outonal, transcrevo, com muito agrado meu, esta homenagem do nosso Poeta-Pintor, Luís Rodrigues:



Visto-me de Outono
na mais completa nudez
Corro descalço pelo areal
Como se já fosse Primavera


***




E mais:

O dia 12 de Outubro é o Dia do Lançamento do livro de Manuel Veiga, "A Carta que nunca te escreverei". Como devem estar lembrados seguimos os episódios um a um, na escrita empolgante do nosso amigo Poeta/Escritor. (Ver Relógio de Pêndulo)

Não poderei lá estar, mas espero que tenha muito sucesso.


***


De volta, amigos. Ainda um pouco periclitante.
Tenham um bom Outono.
Abraços
Olinda


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imagens : net
O regador trouxe-o do blog da Rosélia, obra da querida amiga Fê.



quarta-feira, 27 de setembro de 2023

Um cor-de-rosa outonal

 



 Contra todas as expectativas, temos à nossa disposição um colorido fora do comum nesta estação que acaba de entrar. O rosa da Paineira, árvore exótica, proveniente do Brasil. Assim, podemos festejar as duas estações Primavera e Outono com toda a alegria. A história desta árvore encontrei-a num artigo publicado na internet, de que dou conta mais abaixo.

 Acima, uma imagem da dita. Bela como tudo.

  E, para saudar o nosso Outono, que já cá está e com as suas cores -amarelos e castanhos, laranja, vermelho e roxo - há-de inundar os nossos espaços, insiro abaixo um poema de Ricardo Reis, com a sua Lídia:






Quando, Lídia, vier o nosso Outono
Com o Inverno que há nele, reservemos
Um pensamento, não para a futura
Primavera, que é de outrem,
Nem para o Estio, de quem somos mortos,
Senão para o que fica do que passa —
O amarelo actual que as folhas vivem
E as torna diferentes.

Odes de Ricardo Reis – 
Fernando Pessoa.



Festa da Primavera da amiga Rosélia


Leiam este artigo, de Leonardo Rodrigues:

Paineira: que árvore exótica é esta que

inunda de rosa intenso o outono de

Lisboa?


Continuação de boa semana, amigos.

Abraços.

Olinda


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Poema daqui
13-6-1930

Odes de Ricardo Reis . Fernando Pessoa. (Notas de João Gaspar Simões e Luiz de Montalvor.) Lisboa: Ática, 1946 (imp.1994). 

 - 120.

1ª publ. in Presença , nº 31/32. Coimbra: Mar./Jun. 1931.



Imagens: da net

segunda-feira, 5 de outubro de 2020

Sinto o Amor florir




Visto-me floridamente...
Serei outra flor? Hein?
Ponho melhor perfume,
Ou absorvo o odor delas?

Visto-me com veste colorida...
Serei mais animada! Ah!
Ponho rosas no cabelo,
Ou sintonizo com a cor delas?

Visto-me brilhantemente...
Serei revestida de luz! Oh!
Ponho brilho no olhar,
Ou assimilo a claridade delas?

Roselia Bezerra



Poema airoso e belo. 
Sente-se no ar o perfume das flores e a luminosidade da Primavera.
 
Serei outra flor? 
Serei revestida de luz?
Ponho brilho no olhar,
Ou assimilo a claridade

Tudo isso, sim, amiga Rosélia e muito mais. De louvar a inspiração ao produzir este poema harmonioso, e o conjunto da publicação onde se encontra inserido, pleno de luz, com apelo ao amor em todos os quadrantes da vida, nos tempos difíceis que vivemos. 




MORNAS DO B.LÉZA - COMPOSITOR

-Bela Rapsódia-



-Pôr-do-Sol da Rosélia-


Boa semana a todos.


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Rosélia Bezerra 

quinta-feira, 21 de março de 2019

A Primavera, o bom tempo por cá e...o mundo lá fora

O dia acordou glorioso. Bom sol, brisa leve a beijar o rosto e as porções de pele que já ousamos desembaraçar de roupas pesadas. Música para os ouvidos: o chilreio de pequenos pássaros. Tudo bom e harmonioso. Aliás, o Inverno não nos castigou; não tivemos precisão de andar sempre de guarda-chuva a atrapalhar os nossos passos e o vento fez-se ausente, salvo raras excepções. Um quase paraíso este nosso pequeno rectângulo.

Contudo, não louvemos, demasiadamente despreocupados, este bom tempo. Temos de enfrentar e já o problema da falta de chuva e, consequentemente, a escassez de água que poderá vir a verificar-se de novo. Já se começou a falar disso nos noticiários. Parece-me bom sinal. E ocorre-me perguntar: o que terá já sido feito, desde o Verão passado, no sentido de nos acautelarmos quanto a essa eventualidade? Se a pouca ou nenhuma pluviosidade se deve a alterações climáticas é mister que sejam tomadas medidas de fundo. Não podemos estar à espera do pico do calor, com a terra toda gretada e a ter que recorrer a camiões para abastecer populações em desespero. Da nossa parte, consumidores, o que temos a fazer é poupar, e de modo contínuo, esse precioso líquido.

Mais a sul, dobrando o cabo e na parte em que o Atlântico se mistura com o Índico, subindo um pouco mais, no sudeste africano encontramos Moçambique envolto em grande sofrimento, atingido por ciclone devastador. A notícia de tantas mortes e as imagens que nos têm chegado confrangem-nos o coração. A cidade da Beira destruída. As pessoas não sabem o que fazer perante desgraça tão grande. À falta de bens de primeira necessidade alia-se a perda de lugares de memória, aquela rua, aquele café, aquela esquina, as próprias habitações, sítios que contavam histórias que se entrecruzam com as suas próprias vivências - disse-me uma amiga. Tudo devastado. 

Se as barragens forem abertas a catástrofe poderá ser maior: é a previsão de quem sabe destas matérias. Neste momento, é necessária toda a ajuda para suprimento de necessidades básicas e operações de resgate. Isso já está a ser feito, é certo, sendo importante que nos empenhemos todos nessa missão dentro das nossas possibilidades. E para o futuro - convém que não seja longínquo - será fundamental ajuda internacional destinada a medidas de cariz estrutural dado que o perigo de inundações frequentes, naquela região, é bem real. Que a solidariedade não seja palavra vã.


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quinta-feira, 8 de maio de 2014

Ah, Primavera! Tão bela, florida e perfumada e tão castigadora...

É como me sinto, dividida entre as muitas belezas e divinos odores desta estação e o outro lado menos atraente das alergias causadas precisamente pelos pólenes e por tudo o que lhes está associado. Não há anti-histamínico que me valha, os espirros não me dão descanso e os olhos e o nariz já ganharam vida própria numa choradeira sem fim.

Mas há que remar contra a maré e, com um olho aberto e outro fechado, aqui estou eu a traçar estas linhas. Para dizer o quê? Hoje em dia, com a profusão de canais comunicacionais existentes, milhões de pessoas estão a dizer ao mesmo tempo as mesmas coisas, debatendo assuntos de grande importância ou assinalando apenas outros de seu interesse. Parece quase redundante eu aparecer também a fazer o mesmo. Contudo, há aspectos da sociedade, tanto no nosso bairro como em latitudes mais afastadas, que devemos todos apontar e rebater, se for caso disso.

Surge-me, de pronto, o caso noticiado das meninas raptadas na Nigéria. Uma tragédia humanitária. E é tão grande e sinto-a tão minha que me é quase impossível encontrar palavras para se lhe referir. As autoridades internacionais têm responsabilidades, todos nós as temos, cada um no seu íntimo. Um espelho em que teremos de nos rever. E é obrigação nossa olhar em redor e verificar se não existem casos perto de nós, não com esta dimensão, como é óbvio, que necessitam de atenção. E oiço em eco este verso de Augusto Gil: Mas as crianças, senhor, porque lhes dais tanta dor

Num sentido totalmente diverso, lembro-me agora de uma notícia, num jornal regional, sobre o Avô Cantigas. Lembram-se dele? Um jovem de há 32 anos que resolveu vestir a pele de Avô para delícia das crianças. Agora já não precisa fingir que é avô, os cabelos brancos atestam-no. Um homem de visão. Um ideia interessante, um projecto que vai sendo realizado ao longo da vida. Vai comemorar estes anos de carreira, brevemente, em Évora, com um espectáculo, É Bom Sonhar. Pessoas que pugnam pela felicidade das crianças: De louvar.





E, por estes dias, uma outra notícia chamou-me a atenção, numa revista, embora a mesma já tivesse aparecido em Janeiro, em jornais, como verifiquei depois. Duas jovens portuguesas, no Reino Unido, projectaram um trabalho de promoção do nosso idioma, inserido no conceito de speed-dating, destinado a crianças. E esta, hein?! Trata-se da divulgação e aprendizagem da língua, envolvendo crianças bilingues, precisamente as nossas crianças no estrangeiro. São muitos os voluntários, cientistas portugueses, que estão a dar o seu contributo, pois nisso está também inserida a abordagem de outras matérias.

Por falar em língua, no passado dia 5 foi o dia da Língua Portuguesa e da Cultura da CPLP. Ouviram falar disso? Algum Organismo fez disso notícia? Houve acções em conjunto com o órgão que representa a Comunidade a dar-nos conta do que tem sido feito em prol de uma maior exposição da referida cultura? Vieram dizer-nos se têm sido levado a cabo providências no sentido de a língua portuguesa ser, efectivamente, considerada como língua de trabalho nas instituições internacionais?  Não sei. 

Mas como tenho estado mergulhado neste meu limbo de alergias é natural que me tenha escapado.

Desejo-vos uma excelente semana. Bem, o que dela resta ainda.


Notícia: speed-dating aplicado às línguas e à ciência
Imagem: Tatiana Correia e Joana Moscoso

quinta-feira, 20 de março de 2014

Eles não sabem que o sonho é tela, é cor, é pincel

A Primavera chega hoje às 16h57. É o que nos dizem aqui e, segundo parece, vai ser assim, no dia 20 de Março e não 21, até 2050. A tradição já não é o que era, está visto. Também a questão do equinócio da Primavera, com dias iguais às noites, não é bem assim. A ocasião em que isso se verificou foi há dois dias. E o especialista do Observatório Astronómico de Lisboa explica-nos porquê: No domingo, o Sol nasceu às 6h46 e pôs-se às 18h45, e a noite para segunda-feira terminou às 6h44. Contra estas circunstâncias nada há a fazer, mas o certo é que hoje o dia nasceu um tanto cinzento. Quem sabe se amanhã ela, a Primavera, não aparece esplendorosa, fazendo jus à cultura popular.


E como neste Xaile tudo é pretexto para mais um poema e também porque todo o tempo é Tempo de Poesia, leiamos, a propósito, António Gedeão:


Tempo de Poesia


Todo o tempo é de poesia

Desde a névoa da manhã
à névoa do outro dia.

Desde a quentura do ventre
à frigidez da agonia

Todo o tempo é de poesia

Entre bombas que deflagram.
Corolas que se desdobram.
Corpos que em sangue soçobram.
Vidas que amar se consagram.

Sob a cúpula sombria
das mãos que pedem vingança.
Sob o arco da aliança
da celeste alegoria.

Todo o tempo é de poesia.

Desde a arrumação ao caos
à confusão da harmonia.


António Gedeão
    (1906-1997)

Interessante este homem. De seu nome, Rómulo Vasco da Gama de Carvalho, cientista e pedagogo e, acima tudo, para nós, poeta. E da Pedra Filosofal, quem não se lembra?



Eles não sabem nem sonham

Que o sonho comanda a vida
E que sempre que o homem sonha
O mundo pula e avança
Como bola colorida
Entre as mãos duma criança

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E quem não sonha é um triste. Que o sonho faça, sempre, parte das nossas vidas. Hoje decorre a 5ª edição da Happy Conference. Uma visão utópica? Há quem diga que a utopia é que nos faz avançar.

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Tempo de poesia - retirado de aqui
Imgem: Internet