Cheguei com ela, a Primavera, a estação da renovação da natureza. E tudo nos encanta neste tempo que se quer florido e perfumado. Os campos enchem-se de plantas silvestres. Papoilas e malmequeres são um espectáculo para os olhos. Os chilreios fazem-se ouvir nessa sinfonia tão própria e todos os sentidos são convocados para fazerem parte desta maravilha.
segunda-feira, 24 de março de 2025
Primavera
quinta-feira, 10 de outubro de 2024
Primavera lá e Outono cá
Assim, uma quadra simplezinha, faltou-me referir o Regador que devia levar cheiinho de amor e carinho mas subentende-se, não é? Já andava meio perturbada com problemas de saúde...
A nossa amiga Rosélia Bezerra festejou a chegada da Primavera em grande estilo, convidando os seus leitores a contribuírem com uma quadra relacionada com essa linda estação do ano. O Regador era figura fundamental nessa comemoração, transformando em jardineiros aplicados os leitores dos seus blogues.
Como é hábito, houve lugar às Ressonâncias com um belo texto no Espiritual-Idade, no qual foram incluídas na perfeição palavras das referidas quadras. E que lindas quadras tive a oportunidade de ler. Carregadas de flores, cores, luz, boa vontade, transportes de alma, coração na mão.
quarta-feira, 27 de setembro de 2023
Um cor-de-rosa outonal
Acima, uma imagem da dita. Bela como tudo.
E, para saudar o nosso Outono, que já cá está e com as suas cores -amarelos e castanhos, laranja, vermelho e roxo - há-de inundar os nossos espaços, insiro abaixo um poema de Ricardo Reis, com a sua Lídia:
Leiam este artigo, de Leonardo Rodrigues:
Paineira: que árvore exótica é esta que
inunda de rosa intenso o outono de
Continuação de boa semana, amigos.
Abraços.
Olinda
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Odes de Ricardo Reis . Fernando Pessoa. (Notas de João Gaspar Simões e Luiz de Montalvor.) Lisboa: Ática, 1946 (imp.1994).
- 120.1ª publ. in Presença , nº 31/32. Coimbra: Mar./Jun. 1931.
Imagens: da net
segunda-feira, 5 de outubro de 2020
Sinto o Amor florir
quinta-feira, 21 de março de 2019
A Primavera, o bom tempo por cá e...o mundo lá fora
Se as barragens forem abertas a catástrofe poderá ser maior: é a previsão de quem sabe destas matérias. Neste momento, é necessária toda a ajuda para suprimento de necessidades básicas e operações de resgate. Isso já está a ser feito, é certo, sendo importante que nos empenhemos todos nessa missão dentro das nossas possibilidades. E para o futuro - convém que não seja longínquo - será fundamental ajuda internacional destinada a medidas de cariz estrutural dado que o perigo de inundações frequentes, naquela região, é bem real. Que a solidariedade não seja palavra vã.
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quinta-feira, 8 de maio de 2014
Ah, Primavera! Tão bela, florida e perfumada e tão castigadora...
Surge-me, de pronto, o caso noticiado das meninas raptadas na Nigéria. Uma tragédia humanitária. E é tão grande e sinto-a tão minha que me é quase impossível encontrar palavras para se lhe referir. As autoridades internacionais têm responsabilidades, todos nós as temos, cada um no seu íntimo. Um espelho em que teremos de nos rever. E é obrigação nossa olhar em redor e verificar se não existem casos perto de nós, não com esta dimensão, como é óbvio, que necessitam de atenção. E oiço em eco este verso de Augusto Gil: Mas as crianças, senhor, porque lhes dais tanta dor?
Num sentido totalmente diverso, lembro-me agora de uma notícia, num jornal regional, sobre o Avô Cantigas. Lembram-se dele? Um jovem de há 32 anos que resolveu vestir a pele de Avô para delícia das crianças. Agora já não precisa fingir que é avô, os cabelos brancos atestam-no. Um homem de visão. Um ideia interessante, um projecto que vai sendo realizado ao longo da vida. Vai comemorar estes anos de carreira, brevemente, em Évora, com um espectáculo, É Bom Sonhar. Pessoas que pugnam pela felicidade das crianças: De louvar.
Mas como tenho estado mergulhado neste meu limbo de alergias é natural que me tenha escapado.
quinta-feira, 20 de março de 2014
Eles não sabem que o sonho é tela, é cor, é pincel

Todo o tempo é de poesia
Desde a névoa da manhã
à névoa do outro dia.
Desde a quentura do ventre
à frigidez da agonia
Todo o tempo é de poesia
Entre bombas que deflagram.
Corolas que se desdobram.
Corpos que em sangue soçobram.
Vidas que amar se consagram.
Sob a cúpula sombria
das mãos que pedem vingança.
Sob o arco da aliança
da celeste alegoria.
Todo o tempo é de poesia.
Desde a arrumação ao caos
à confusão da harmonia.
António Gedeão
(1906-1997)