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segunda-feira, 8 de julho de 2024

ÁFRICA



Continente considerado sem História por alguns autores.

Cercados por florestas densas, savanas ricas em vida animal, litoral de um lado e montanhas e lagos de outro, os africanos viveram milénios isolados do resto do mundo. Isso não significa, porém, que não desenvolveram sociedades tão avançadas quanto a egípcia(nordeste de África) — no interior da África em 100 d.C., o ouro era fundido com um processo que só chegou à Europa no início da Idade Média.

O método consiste em aquecer uma mistura de ouro, areia e vidro e então fazer a separação do metal precioso das demais substâncias. "Esses reinos medievais, numa confluência de rotas comerciais no Saara, eram sofisticados no uso de materiais disponíveis. Sua técnica de filtrar matérias-primas através de vidro fundido não havia sido vista antes. É única no registo arqueológico", contou o membro da pesquisa Marc Walton, ao 

A região era dividida em reinos e impérios. 

Na África Ocidental, havia o Império de Gana ou Império do Uagadu (localizado entre o deserto do Saara e os rios Níger e Senegal) que dominou a África ocidental durante a Idade Média. Era baseado no comércio do ouro.Nos anos 900 atingiu o máximo da sua glória. Entrou em declínio em 1240; 
E o império do Mali, que durou do século XIII ao XVIII e tinha como força o comércio de sal, ouro, especiarias e couro.

Na África Oriental, Império Etíopetambém conhecido como Abissínia, foi um império que ocupou os actuais territórios da Etiópia e da Eritreia, existindo, aproximadamente de 1270 até 1974, quando a monarquia foi deposta por um golpe de estado. Foi na sua época o mais antigo estado do mundo, e o único a resistir com sucesso à Partilha de África pelas potências coloniais do século XIX.

No sul da África, o Reino do Congo compreendia o que hoje é Angola, Congo e Gabão. Foi independente até o século XVIII, quando se tornou vassalo de Portugal. 

Havia ainda o Sultanato de Kilwa, território na costa do sudoeste africano habitado por bantos que foram conquistados por muçulmanos, e os reinos zulu, onde hoje estão África do Sul, Lesoto, Suazilândia, Zimbábue e Moçambique. Os zulus foram os primeiros a perceber o perigo da colonização branca e tentaram resistir, mas foram derrotados.

Além dos reinos mais conhecidos, havia uma série de outros reinos e cidades-estado altamente organizados. Eles contavam com sistemas de conselhos de anciões (ou anciãos ou anciães) e de administração para controlar as tribos, que tinham áreas de influência e as disputavam.

É daí que vem o argumento de quem tenta defender os europeus do processo de escravatura: “os próprios africanos escravizavam uns aos outros, que eram os inimigos de outras tribos”, dizem. Embora isso de facto ocorresse entre as tribos que guerreavam, os inimigos capturados tinham direitos sociais e não sofriam a agressão observada durante a escravatura praticada pelos europeus.

A maioria dos grupos africanos acreditava em um deus único, criador, maior e distante do homem. Em cada etnia, esse deus recebia um nome diferente: os Ashanti o chamavam de Onyankopoa; os Ewe, de Mawu; e os Iorubá, de Olorum.

Havia também culto às forças da natureza, que ganhavam personalidades humanas (orixás), por exemplo Ogum (do ferro, guerra, fogo) e Iemanjá (mãe de muitos orixás, orixá feminino dos lagos, mares e fertilidade).



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Nota:

No passado dia 25 de Maio foi assinalado o Dia de África.
Durante este mês de Julho trarei alguns apontamentos
sobre este Continente.


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Bibliografia para esta matéria:

.Fage, J.D. - História da África
Edições 70, Lda - 1997
.Ki-Zerbo, Joseph - História da África Negra I e II
Publicações Europa-América, 2ª Ed. 1990
.Larkin Nascimento, Elisa - O tempo dos povos africanos

quinta-feira, 3 de março de 2022

Ucrânia - um pouco da sua história


KIEV

A Resistência de um Povo

A história política depende dos acontecimentos e das suas circunstâncias. O momento de guerra na Europa que vivemos deve ser visto a essa luz. Longe de se saber qual o desenlace, temos de compreender a essência da situação. Ao falarmos da Ucrânia estamos perante um caso especialmente difícil, longe do que quer a narrativa de Putin, porque a história envolve, como habitualmente, um conjunto vasto de razões. Kiev está na origem da civilização russa. Segundo a tradição, no século VI, aí se reuniram 13 tribos eslavas orientais voluntariosas e determinadas, que fizeram prosperar a região do Dniepre. 

Se o primeiro Estado russo nasceu em Novgorod, quando o príncipe Riurik, um normando, não eslavo, foi convidado a assumir o poder, foi o seu irmão Oleg que transferiu para Kiev a capital da Rus. Iniciaram-se então as relações com Bizâncio e geraram-se as raízes dos povos russo, ucraniano e bielorrusso. Kiev tornou-se o coração da Santa Rússia, herdeira da segunda Roma (Constantinopla). 

Contudo, no ocidente da Ucrânia, em Lviv, cidade fundada pelo grão-duque da Ruténia, em 1256, encontramos, de certo modo, uma outra história. A cidade passou sucessivamente da soberania polaca, em 1340, para a austríaca em 1772, integrando o Império Austro-Húngaro. Depois, a cidade foi polaca, em 1919, no fim da Grande Guerra, e tornou-se ucraniana em 1939. Em 1945, nas partilhas territoriais do fim da Segunda Guerra, a região foi integrada na República Soviética da Ucrânia, que viria a ser fundadora das Nações Unidas, ao lado da URSS e da Bielorrússia. A soberania de Direito da Ucrânia é assim inequívoca e antiga. A libertação de 1991 e tudo o que se seguiu merecem especial atenção, no âmbito da aplicação da Carta das Nações Unidas.

 A Ucrânia é um Estado soberano, com raízes históricas complexas e claras, a partir de influências que se completam - eslava e europeia central. Kiev é uma das cidades mais antigas da Europa e uma referência matricial da rica cultura eslava. Fundada no século V é um centro da economia e da cultura. E o cristianismo ortodoxo, de bases profundas, teve Kiev como matriz. A própria língua ucraniana tem raízes próprias, próximas da língua russa, do servo-croata e do polaco.

 A palavra ukraina significa zona fronteiriça, onde o domínio cossaco se distinguia dos principados eslavos do norte e oeste e das hordas turcas do sul. Em 1240, a cidade foi ocupada e destruída pelo Império Tártaro-Mongol, na conquista iniciada por Gengis Khan. Kiev perdeu influência, mas manteve autonomia, no âmbito do Canato da Horda do Ouro. Em 1321, a cidade seria conquistada pelo grão-duque da Lituânia, passando ao domínio polaco-lituano até ao final do século XVII, quando Kiev passou para a esfera do Império Russo, tornando-se o mais importante centro cristão ortodoxo, antes da transição para Moscovo. 

Nos séculos XVIII e XIX a vida da cidade foi dominada pelas autoridades militares e eclesiásticas, em 1834 foi criada a Universidade de S. Vladimir e em 1846 constituiu-se a proibida Irmandade de S. Cirilo e S. Metódio, defensora de uma federação eslava de povos livres, animada por Nikolay Kostomarov. Kiev foi a terceira cidade do império, importante centro de comércio, beneficiando do rio Dniepre. Deste modo, as lágrimas e a vontade de um povo resistente reforçam a história, a herança e a memória de um dos fundamentos da civilização europeia, que a cegueira bárbara de um ditador será incapaz de destruir.

Guilherme de Oliveira Martins

Administrador executivo da Fundação Calouste Gulbenkian

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Transcrevo este texto de 01/03, da autoria de Guilherme de Oliveira Martins, mais para informação minha do que para a vossa, pois deverão já conhecer a realidade histórica da Ucrânia. Nestes dias em que o centro de gravidade ali se situa, termos consciência disso parece-me importante.

Abraços
Olinda

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Texto: daqui
imagem: wiki

quarta-feira, 29 de julho de 2020

Rumores da História

Para que serve a História? Pergunta feita mais do que uma vez aqui neste espaço, acabando quase sempre por não encontrar uma resposta que se enquadre na espuma do tempo que temos vindo a atravessar. Diz-se que precisamos conhecer o passado para avaliarmos o presente e prepararmos o futuro. 

Mas, na realidade, não é o que constatamos. À História como disciplina e matéria de investigação não tem sido dada a importância devida. Depois admiramo-nos da ignorância que lavra não só em relação à nossa própria história como no que se refere à história mundial.




Sabemos que ela, a História, servia, essencialmente, para cantar os feitos individuais dos heróis, ou seja, centrada em personalidades, acabando por ser uma crónica de acontecimentos, une histoire événémentielle

A partir do movimento historiográfico de L'École des Annales, fundada por Lucien Febvre e Marc Bloch em 1929, verifica-se a tendência para se ir mais além, focando-se na substituição do tempo breve pelos processos de longa duração com o objectivo de tornar inteligíveis a civilização e as mentalidades. 

Fernand Braudel continua essa visão, preponderante nos anos 1960 e 1970, e Jacques Le Goff conduz a terceira geração dos Annales, que ficou conhecida como a Nova História, segundo a qual toda a actividade humana é considerada história, rompendo assim com a compartimentação das Ciências Sociais (História, Sociologia, Psicologia, Economia, Geografia humana e assim por diante) e privilegiando os métodos pluridisciplinares.

Nisso deveria centrar-se o estudo e a análise da pegada humana. E são tantos e tão variados os temas que compõem o percurso da humanidade. Um deles, que parece incluir todos os outros, é a tendência de dominação de uns povos em relação a outros. Dominação concretizada através de invasões, guerras, espoliações, tanto no plano económico como no do roubo da identidade e dignidade. E esta problemática conhece o seu maior alcance quando se fala da escravatura.  Se queremos entender essa questão deveremos ser estudiosos e interessados. Há que ir buscar a sua génese ao princípio de tudo, desde que o mundo é mundo. 

Muitas das obras monumentais que continuamos a admirar, fazendo turismo, é fruto de trabalho escravo. Lembram-se das pirâmides? E isto é apenas um dos muitos casos. Povos aculturados, dominados nas suas tradições, como por exemplo, homens cultos da antiga Grécia levados para servirem de preceptores a filhos dos grandes de Roma, ficando em situação de menoridade. E Reis africanos que, muito embora praticassem a escravatura entre rivais, foram depois levados a participar numa emboscada de proporções inimagináveis: a escravatura, em grande escala, de povos africanos conduzindo à sua dispersão por vários pontos do globo, muitos desconhecendo ainda o continente donde partiram os seus avós. 

De nada vale andarmos por aí a destruir estátuas e a eliminar este ou aquele filme, livro, pintura, de listas elaboradas em dado momento, cometendo em muitos casos erros de avaliação. Uma das maiores lições que deveremos ir buscar ao passado é a vontade de não repetir erros cometidos em contextos diferentes daquele em vivemos. 

Atentemos nisto: há muitas formas de escravatura que enfermam o presente. Continuamos a ser escravos de nós mesmos, dos nossos preconceitos e, muitos de nós, senhores daqueles a quem dizemos amar; a violência doméstica é sinal disso. Há também crimes de ódio recalcado, racismo latente e muitas vezes expressado de forma assustadora, como vimos há poucos dias neste Portugal de brandos costumes. 

Além do mais, existe: a prepotência das autoridades e regimes que dificultam o acesso à justiça; o tráfico de seres humanos de forma mais ou menos encapotada, para realização de trabalhos vários, com anulação da identidade, bem como para exploração sexual. 

Há tanto, tanto por que lutar e reclamar. Façamo-lo de forma séria e assertiva de modo a que nos entendam. Procuremos compreender e assinalar momentos do passado que tenham repercussão no presente. Para isso a História tem um papel relevante, devendo ser colocada no lugar que lhe é devido, para o nosso bem, na Educação, no quotidiano. 

E lembremo-nos de que há especialistas na matéria: os historiadores. Esses deveriam ser chamados sempre que a nossa sanidade é posta à prova. 

Boa quarta-feira, meus amigos.

Saúde.



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imagem: daqui
Ver, se interessar:
École des Annales
Escravatura

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Peregrinos da Eternidade

Os Cristãos rondam ao longo dos séculos as terras do califado de Córdova. Aguentam de quando em quando as expedições punitivas dos Muçulmanos, às quais ripostam sempre que podem. No começo, podem pouco. O Islão constitui por estes dias, na Hispânia como fora dela, uma civilização poderosa, refinada e culta, uma espécie de tesouro encerrado num escrutínio refulgente, que os resistentes contemplam como alcateias cobiçosas. Comparados com os inimigos, os Cristãos não passam, durante grande parte deste combate  multissecular, de seres bisonhos e grosseiros, quase todos iletrados, enfermos da sonolência intelectual que neles provoca a ignorância supersticiosa. Ao invés, no Al-Andaluz, em redor da estrela que é Córdova prosperam outras cidades magníficas, onde abundam as mesquitas e os palácios esplendorosos, onde se guarda e germina o saber em bibliotecas, universidades e salões literários, onde se edificam hospitais e banhos públicos, onde se rasgam passeios marginados de correntezas murmurantes e de verduras cheias de viço que estimulam o galope aventureiro das ideias e dos sentidos.



Não aconteceu sempre assim. Durante os avanços iniciais os Muçulmanos evidenciaram apenas uma cultura singela e prática - a dos seus desertos de origem. Mas à medida que progridem nas conquistas apropriam-se por toda a parte do que há de melhor e mais elaborado nos países que se lhes rendem. Descobrem saberes antigos - de egípcios, de sumérios, de fenícios, de hebreus. Apoderam-se de sapiências gregas, persas, indianas, chinesas, bizantinas. Saqueiam, pesquisam, compram, traduzem, estudam, difundem. Absorvem conhecimentos, transformam-nos e emprestam-lhes, como no Al-Andaluz, uma feição peculiar, inconfundível, que modelará para sempre o espaço e as pessoas. E o que passa a brilhar na Hispânia islâmica é uma civilização que se revê, orgulhosa, numa activíssima  multidão de filósofos e médicos, de matemáticos e físicos, de astrónomos e músicos, de historiadores e arquitectos, de geógrafos e químicos, de prosadores e, sobretudo, de talentosos poetas, que exaltam em palavras eternas a guerra santa, a natureza, a mulher, o amor, a vida.


Este é um excerto de 'Peregrinos da Eternidade', de José Bento Duarte, que aborda a História da Península Ibérica, na Idade Média, de uma forma quase romanceada mas, sem pecar em relação aos dados históricos. Nele ficamos a saber de muitos episódios que a História dita oficial não nos conta. Das intrigas entre as cortes dos reinos em presença, isto é, de Portugal, de Castela, de Aragão, e, concomitantemente, nas suas relações e alianças com a Inglaterra e França, bem como do seu envolvimento nas guerras da reconquista cristã. E, ainda, da própria maneira de ser dos monarcas, da sua ética ou falta dela.

Da presença dos árabes quase que não se ouve falar nos nossos dias. Nos dias do Califado de Córdova (929-1031), Al-Andaluz, ou seja, a Península Ibérica, beneficiou de momentos esplendorosos como, aliás, nos é referido acima. Com a entrada dos árabes na Ibéria em 711 e a sua permanência até 1492, ano em que se deu a queda do reino de Granada, compreendo até que ponto o enraízamento já se tinha instalado e vislumbro o sofrimento daqueles que se sentiam parte integrante da terra, situação que, como é natural, se arrastou no tempo. Em 'A Mão de Fátima', de Ildefonse Falcones, (li-o em tempos), que decorre já no Sec.XVI, vemos como o personagem principal se debate perante o dilema/conflito entre os cristãos e os muçulmanos. Que lado escolher se se traz nas veias e no íntimo a marca dos dois lados?

Cruzamento de culturas que faz de nós uns eternos peregrinos. 

  
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Em tempo:

Meus amigos

O meu agradecimento pela vossa presença e comentários sobre o tema, o que veio valorizar a intenção posta na feitura deste texto, com o valioso contributo dos autores acima citados.

De sublinhar, estas informações e impressões que a São nos trouxe:


Li o livro em castelhano e dediquei-lhe um post. Também gostei muito do primeiro livro dele, que foca a construção de Santa Maria del Mar, em Barcelona.

Parece impossível como se fala exclusivamente da expulsão dos judeus e se esquece que em três dias os mouros foram obrigados a deixar tudo para trás, embarcados para o Norte de África e lá abandonados.

Toda a Ibéria tem marcas árabes e Alhambra (em Granada) e a Mesquita de Córdoba são fascinantes e belíssimas.

Carlos V afirmou ser criminosa a intervenção cristã no templo e eu concordo plenamente.

A interioridade e a sobriedade da Mesquita são afrontadas pela sobrecarregada exuberância e exterioridade da igreja católica lá implantada.

No entanto, a delicadeza e a beleza dos palácios nazarís de Alhambra também têm que se confrontar com o pesado palácio , símbolo da sua soberba, que o mesmo imperador lá mandou construir com o imposto especial que lançou sobre os mouros. Felizmente teve o bom senso de não destruir nada.

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Abraços

Olinda

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Em caracteres pretos, excerto de:
Peregrinos da Eternidade (crónicas ibéricas medievais) - José Bento Duarte
Pgs 51 e 52
Ver considerações sobre 'A Mão de Fátima', em http://www.lendonasentrelinhas.com.br
Imagens:internet

sábado, 1 de junho de 2013

Luis Carlos de Bourbon

Encontrei este menino nas minhas andanças pela França do Século XVIII. Um menino como qualquer outro que só precisava de colo. Chamava-se Luís Carlos. Preso juntamente com os pais, Luis XVI e Maria Antonieta, ambos guilhotinados, permaneceria na Prisão do Templo onde viria a falecer com apenas 10 anos, vítima de maus tratos.


Louis Charles of France5.jpg


Após a morte do pai seria proclamado rei pelos monárquicos exilados e reconhecido como tal pelos governantes das potências europeias de então. Nas suas costas carregaria todos os pecados do seu mundo, pagaria de uma forma quase anónima por tudo aquilo que a Revolução Francesa de 1789 reclamava, maltratado física e psicologicamente pelo seu carcereiro, um homem chamado Antoine Simon.

A este respeito pode ler-se aqui:

En la prisión sufrió un intento de reeducación republicana por parte de Antoine Simon. Entre palizas y torturas, Simon lo forzaba a beber grandes cantidades de alcohol y lo obligó a cantar La Marsellesa portando un bonete de sans-culotte. Era amenazado repetidas veces con la guillotina, lo que le causaba desmayos. Le dijeron que sus padres aún vivían, pero que ya no le amaban. Después de la partida de Simon, fue aislado en una celda secreta durante seis meses sin contacto humano alguno y con unas nefastas condiciones higiénicas. Probablemente murió de peritonitis tuberculósica o de escrófula, el 8 de junio de 1795 en el Temple. Durante la autopsia se observó que su cuerpo estaba consumido por tumores y sarna y que había sufrido una total desnutrición, manifestada en una extrema delgadez. El cuerpo fue inhumado en una fosa del cementerio de Santa Margarita de París, sin indicativo alguno de que allí reposaba, salvo una gran "D" de Delfín pintada en el ataúd.




Luís Carlos de Bourbon - Luís XVII, Rei de França e de Navarra, co-príncipe de Andorra,Conde da Provença, Conde de Valentinois, Conde de Diois, Conde de Barcelona, Conde de Cerdagne, Conde de Rousillon, Conde de Forcalquier e das ilhas adjacentes e Delfim do Viennois,



Afinal, uma pobre criança abandonada à sua sorte e que só pedia um pouco de amor...



Imagens:Internet
títulos retirados de aqui