Continente considerado sem História por alguns autores.
Cercados por florestas densas, savanas ricas em vida animal, litoral de um lado e montanhas e lagos de outro, os africanos viveram milénios isolados do resto do mundo. Isso não significa, porém, que não desenvolveram sociedades tão avançadas quanto a egípcia(nordeste de África) — no interior da África em 100 d.C., o ouro era fundido com um processo que só chegou à Europa no início da Idade Média.
O método consiste em aquecer uma mistura de ouro, areia e vidro e então fazer a separação do metal precioso das demais substâncias. "Esses reinos medievais, numa confluência de rotas comerciais no Saara, eram sofisticados no uso de materiais disponíveis. Sua técnica de filtrar matérias-primas através de vidro fundido não havia sido vista antes. É única no registo arqueológico", contou o membro da pesquisa Marc Walton, ao
NorthWestern Now. https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/noticia/2019/05/tecnica-medieval-africana-para-purificar-ouro-tem-eficacia-comprovada.html
A região era dividida em reinos e impérios.
Na África Ocidental, havia o Império de Gana ou Império do Uagadu (localizado entre o deserto do Saara e os rios Níger e Senegal) que dominou a África ocidental durante a Idade Média. Era baseado no comércio do ouro.Nos anos 900 atingiu o máximo da sua glória. Entrou em declínio em 1240;
E o império do Mali, que durou do século XIII ao XVIII e tinha como força o comércio de sal, ouro, especiarias e couro.
Na África Oriental, O Império Etíope, também conhecido como Abissínia, foi um império que ocupou os actuais territórios da Etiópia e da Eritreia, existindo, aproximadamente de 1270 até 1974, quando a monarquia foi deposta por um golpe de estado. Foi na sua época o mais antigo estado do mundo, e o único a resistir com sucesso à Partilha de África pelas potências coloniais do século XIX.
No sul da África, o Reino do Congo compreendia o que hoje é Angola, Congo e Gabão. Foi independente até o século XVIII, quando se tornou vassalo de Portugal.
Havia ainda o Sultanato de Kilwa, território na costa do sudoeste africano habitado por bantos que foram conquistados por muçulmanos, e os reinos zulu, onde hoje estão África do Sul, Lesoto, Suazilândia, Zimbábue e Moçambique. Os zulus foram os primeiros a perceber o perigo da colonização branca e tentaram resistir, mas foram derrotados.
Além dos reinos mais conhecidos, havia uma série de outros reinos e cidades-estado altamente organizados. Eles contavam com sistemas de conselhos de anciões (ou anciãos ou anciães) e de administração para controlar as tribos, que tinham áreas de influência e as disputavam.
É daí que vem o argumento de quem tenta defender os europeus do processo de escravatura: “os próprios africanos escravizavam uns aos outros, que eram os inimigos de outras tribos”, dizem. Embora isso de facto ocorresse entre as tribos que guerreavam, os inimigos capturados tinham direitos sociais e não sofriam a agressão observada durante a escravatura praticada pelos europeus.
A maioria dos grupos africanos acreditava em um deus único, criador, maior e distante do homem. Em cada etnia, esse deus recebia um nome diferente: os Ashanti o chamavam de Onyankopoa; os Ewe, de Mawu; e os Iorubá, de Olorum.
Havia também culto às forças da natureza, que ganhavam personalidades humanas (orixás), por exemplo Ogum (do ferro, guerra, fogo) e Iemanjá (mãe de muitos orixás, orixá feminino dos lagos, mares e fertilidade).
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Nota:
No passado dia 25 de Maio foi assinalado o Dia de África.
Durante este mês de Julho trarei alguns apontamentos
sobre este Continente.
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Bibliografia para esta matéria:
.Fage, J.D. - História da África
Edições 70, Lda - 1997
.Ki-Zerbo, Joseph - História da África Negra I e II
Publicações Europa-América, 2ª Ed. 1990
.Larkin Nascimento, Elisa - O tempo dos povos africanos
Parece impossível como se fala exclusivamente da expulsão dos judeus e se esquece que em três dias os mouros foram obrigados a deixar tudo para trás, embarcados para o Norte de África e lá abandonados.
Toda a Ibéria tem marcas árabes e Alhambra (em Granada) e a Mesquita de Córdoba são fascinantes e belíssimas.
Carlos V afirmou ser criminosa a intervenção cristã no templo e eu concordo plenamente.
A interioridade e a sobriedade da Mesquita são afrontadas pela sobrecarregada exuberância e exterioridade da igreja católica lá implantada.
No entanto, a delicadeza e a beleza dos palácios nazarís de Alhambra também têm que se confrontar com o pesado palácio , símbolo da sua soberba, que o mesmo imperador lá mandou construir com o imposto especial que lançou sobre os mouros. Felizmente teve o bom senso de não destruir nada.