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sábado, 2 de agosto de 2025

QUIZ

 

Meus caros amigos

Estamos na época estival aqui no hemisfério norte e com um frio de rachar no hemisfério sul. Enquanto estamos na praia a gozar a aragem marítima ou a tomar um chá quentinho embrulhados num bom agasalho, retornemos às origens numa viagem imaginária, mais ou menos volvidos 60 a 100 mil anos ou um pouco mais.

Pois bem, aqui estamos para responder a algumas perguntas, testando o nosso conhecimento sobre esse imenso continente-berço, maciço, que conserva ainda muitos mistérios para nós.

Este quiz, extraído da revista Femme Actuelle*, é composto de 15 perguntas. Desta vez apresento apenas 8. A segunda parte virá depois, donde constará um país sobre o qual farei, a seguir, uma pequena publicação.

Aderem ao convite?




L' AFRIQUE


1. Quel est le plus grand pays d'Afrique en superficie?

- Egypte

- Algérie

- République démocratique du Congo


2. Quel est le plus long fleuve d'Afrique?

- Nil

- Congo

- Niger


3. Quel pays africain est connu pour ses pyramides antiques?

- Maroc

- Ethiopie

- Egypte


4. Quelle île africaine este située dans l'océan Indien, à l'est du continent?

- Madagascar

- Cap-Vert

- Seychelles


5. Quelle est la capitale du Nigeria?

- Lagos

- Abuja

- Kano


6. Quelle est la monnaie utilisée en Afrique du Sud?

- Franc CFA

- Shilling

- Rand


7 - Dans quel pays se trouve le Kilimandjaro?

- Kenia

- Tanzanie

- Ouganda


8. Quel est le pays le plus peuplé d'Afrique

- Egypte

- Nigeria

- Afrique du Sud


Abraços.

OLINDA


Continua...


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*Femme Actuelle nº 2131, du 26 juillet au août 2025, pg 60

terça-feira, 14 de janeiro de 2025

Pensadores Africanos Contemporâneos (2)


Grandes perigos nos espreitam. Recordamos o tempo de guerras passadas, de ambição por territórios que dantes a outros pertenciam. Para não irmos muito longe, lembremos, por exemplo, as invasões napoleónicas, a partilha de África, a primeira  e a segunda guerras mundiais, situações que trouxeram para os vencedores direitos sobre outros povos e terras. Os ciclos repetem-se, tudo tem vindo a acontecer de novo...

Neste princípio de ano, trago mais um excerto sobre Pensadores Africanos Contemporâneos, com uma introdução idêntica à do post anterior, por ser retirado do mesmo site.

Estes Pensadores saídos da escravização, do colonialismo, da supressão da sua cultura, dos seus costumes, sujeitos a uma aculturação e formatação mentais de séculos, procuram proceder a um sincretismo, fundindo ideias e recuperando alguma da sua forma de vida.


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A filosofia e cultura africanas recebem menos atenção do que merecem, mas têm grande influência no pensamento ocidental. Ao longo da história, pensadores de diferentes regiões de África contribuíram de maneira decisiva para a filosofia grega, principalmente por meio do egípcio Plotino, um dos maiores responsáveis por perpetuar a tradição académica de Platão. Na filosofia cristã, o argelino Augustine de Hippo (St. Agostinho) estabeleceu a noção do pecado original.

Segundo o nigeriano K.C. Anyanwu, a filosofia africana é “aquela que se preocupa com a forma como o povo africano do passado e do presente compreende o seu próprio destino e o do mundo no qual vive”. Conheça alguns dos principais pensadores da modernidade:


1)Léopold Sédar Senghor 
    -Senegal-

Nascido em 1906, Senghor estudou na Sorbonne, de Paris, e foi a primeira pessoa do continente a completar uma licenciatura na universidade parisiense. Foi um dos responsáveis por desenvolver o conceito de negritude e um movimento literário que exaltava a identidade negra, lamentando o impacto que a cultura europeia teve nas tradições do continente. 

Em 1960, o Senegal foi proclamado independente muito graças ao apelo que Senghor dirigiu ao então presidente francês, Charles de Gaulle. Ele foi então eleito presidente da nova república, cargo que ocupou até 1980. Senghor morreu em 20 de dezembro de 2001, aos 95 anos, na França.




2) Henry Odera Oruka 
     -Quénia-

Oruka viveu entre 1944 e 1995 no Quénia e foi o principal responsável por distinguir a filosofia africana em quatro grupos principais. A etnofilosofia, a abordagem que trata a filosofia africana como um conjunto de crenças, valores e pressupostos implícitos na linguagem, práticas e crenças da cultura africana.

sagacidade filosófica, espécie de visão individualista da etnofilosofia, consiste no registro das crenças dos sábios das comunidades africanas. A filosofia ideológica nacionalista, uma forma de filosofia política. E a filosofia profissional, que seria uma forma mais europeia de pensar, refletir e raciocinar. Ele era do grupo que defendia a sagacidade filosófica, e nos anos 1970 iniciou um projeto para preservar o conhecimento dos sábios de comunidades africanas tradicionais.




3) Cheikh Anta Diop
     -Senegal-

O antropólogo e historiador senegalês que estudou as origens dos humanos e a cultura da África pré-colonial é tido como um dos maiores pensadores africanos do século 20. Foi um dos responsáveis por contestar a ideia de que a cultura africana é baseada mais na emoção do que na lógica, mostrando que o Antigo Egito estava inserido na cultura africana e deu grandes contribuições para a ciência, arquitetura e filosofia. Ele viveu entre 1923 e 1986.



4) Ebiegberi Alagoa 
     -Nigéria-

Entre as teorias do professor da Universidade de Port Harcourt, nascido em 1933, é a de que existe toda uma filosofia baseada em provérbios tradicionais do Delta do Níger. O provérbio “o que um velho vê sentado, o jovem não vê em pé”, por exemplo, serviria para mostrar como na filosofia e cultura africana a idade é um fator crucial para a sabedoria.




5) Wole Soyinka 
     -Nigéria-

Vencedor do Nobel de Literatura de 1986, foi considerado um dos dramaturgos contemporâneos mais refinados, com textos classificados como cheios de vida e sentido de urgência. Suas obras costumam retratar a Nigéria contemporânea. Soyinka nasceu em 1934 em uma tradicional cidade iorubá, uma das maiores etnias do país.

Embora a sua família se tenha se convertido ao cristianismo, ele manteve-se fiel à visão de mundo iorubá. Soyinka é um forte crítico de governos autoritários, que incluíram o regime de Robert Mugabe no Zimbábue e, mais recentemente, e eleição de Donald Trump nos Estados Unidos (ele possuía um visto permanente norte-americano, mas rejeitou-o após a eleição de Trump e voltou para a Nigéria). Ele chegou a ser preso em 1967 durante a guerra civil nigeriana e ficou em confinamento solitário por dois anos.


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Fonte:


sábado, 20 de julho de 2024

O Tempo dos Povos Africanos




 Elisa Larkin Nascimento, norte-americana, nesta obra denominada Suplemento didáctico, O Tempo dos Povos Africanos, realiza um trabalho gigantesco, reconstruindo a história autêntica de África, dos africanos e dos seus descendentes em todos os continentes numa linha do tempo que começa no próprio berço e vai até ao século XXI, com ramificações em todas as direcções para onde emigraram os primeiros africanos.

Com o método de divisão do tempo, tendo como base os 500 anos do achamento do Brasil, vai recuando de 500 em 500 anos até aos 5000 anos, para demonstrar a acção em todas as áreas dos povos africanos.

Considera falaciosa a divisão de ÁFRICA em África Negra e África Branca, e demonstra-o, como se Saara fosse um elemento intransponível, mormente num tempo em que esse espaço era verde:

(...) o fluxo de viajantes, migrantes e comerciantes atravessando o Saara criou um intercâmbio ativo e constante entre os povos ao norte e ao sul do deserto. Além disso, as populações negras da África subsaarana criaram civilizações e avanços científico-tecnológicos; grandes centros urbanos caracterizados pela erudição; e Estados e Impérios com sofisticada organização política como Mali, Songai, Gana, Quíloa, Zimbábue e tantos outros.

Sobre o facto de se dizer que África não tem História, referindo que não havia escrita, trata-se de  um preconceito que ajudou a reforçar essa tese equivocada: a própria definição de escrita. 

Os europeus usam o sistema fonológico alfabético, onde cada letra representa um som. O alfabeto árabe, que prevaleceu durante séculos na Europa, é fonológico silábico, cada letra representando uma sílaba. Mas há outros tipos de escrita, como o pictográfico e o ideográfico,(...) Na África, os pictogramas constituem uma rica e variada forma de expressão, registrando saudações, histórias, e advertências. O simbolismo religioso bwiti do Gabão, as paredes de casas pintadas na região ocidental dos Camarões, ou as seqüências de desenhos utilizados pelos sin’anga (médicos) de Malawi são alguns exemplos dessa forma de escrita que se encontra em toda a África.

Defendendo, como outros autores, como Basil Davidson*, que África é o Berço da Humanidade pelas pesquisas realizadas e descobertas até agora confirmadas, não deixa de referir um aspecto muito importante que é o DNA Mitocondrial, que nos coloca a todos na mesma senda matrilinear:

Baseando-se na análise desse DNA, pesquisadores da Universidade de Califórnia construíram uma árvore genealógica para o gênero humano. Identificaram a chamada Eva Mitocondrial, avó de todos nós: uma mulher que viveu na África há uns 200 mil anos. Não que ela fosse a única mulher então existente, mas sua linhagem sobreviveu e se multiplicou até os últimos tempos.

Fico por aqui em relação a este relato. Indico abaixo o link que dá acesso a esse Suplemento.


Mali


Fatoomata Diawara



Série África:


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O Tempo dos Povos Africanos - Elisa Larkin Nascimento

* Mãe Negra - Basil Davidson

segunda-feira, 8 de julho de 2024

ÁFRICA



Continente considerado sem História por alguns autores.

Cercados por florestas densas, savanas ricas em vida animal, litoral de um lado e montanhas e lagos de outro, os africanos viveram milénios isolados do resto do mundo. Isso não significa, porém, que não desenvolveram sociedades tão avançadas quanto a egípcia(nordeste de África) — no interior da África em 100 d.C., o ouro era fundido com um processo que só chegou à Europa no início da Idade Média.

O método consiste em aquecer uma mistura de ouro, areia e vidro e então fazer a separação do metal precioso das demais substâncias. "Esses reinos medievais, numa confluência de rotas comerciais no Saara, eram sofisticados no uso de materiais disponíveis. Sua técnica de filtrar matérias-primas através de vidro fundido não havia sido vista antes. É única no registo arqueológico", contou o membro da pesquisa Marc Walton, ao 

A região era dividida em reinos e impérios. 

Na África Ocidental, havia o Império de Gana ou Império do Uagadu (localizado entre o deserto do Saara e os rios Níger e Senegal) que dominou a África ocidental durante a Idade Média. Era baseado no comércio do ouro.Nos anos 900 atingiu o máximo da sua glória. Entrou em declínio em 1240; 
E o império do Mali, que durou do século XIII ao XVIII e tinha como força o comércio de sal, ouro, especiarias e couro.

Na África Oriental, Império Etíopetambém conhecido como Abissínia, foi um império que ocupou os actuais territórios da Etiópia e da Eritreia, existindo, aproximadamente de 1270 até 1974, quando a monarquia foi deposta por um golpe de estado. Foi na sua época o mais antigo estado do mundo, e o único a resistir com sucesso à Partilha de África pelas potências coloniais do século XIX.

No sul da África, o Reino do Congo compreendia o que hoje é Angola, Congo e Gabão. Foi independente até o século XVIII, quando se tornou vassalo de Portugal. 

Havia ainda o Sultanato de Kilwa, território na costa do sudoeste africano habitado por bantos que foram conquistados por muçulmanos, e os reinos zulu, onde hoje estão África do Sul, Lesoto, Suazilândia, Zimbábue e Moçambique. Os zulus foram os primeiros a perceber o perigo da colonização branca e tentaram resistir, mas foram derrotados.

Além dos reinos mais conhecidos, havia uma série de outros reinos e cidades-estado altamente organizados. Eles contavam com sistemas de conselhos de anciões (ou anciãos ou anciães) e de administração para controlar as tribos, que tinham áreas de influência e as disputavam.

É daí que vem o argumento de quem tenta defender os europeus do processo de escravatura: “os próprios africanos escravizavam uns aos outros, que eram os inimigos de outras tribos”, dizem. Embora isso de facto ocorresse entre as tribos que guerreavam, os inimigos capturados tinham direitos sociais e não sofriam a agressão observada durante a escravatura praticada pelos europeus.

A maioria dos grupos africanos acreditava em um deus único, criador, maior e distante do homem. Em cada etnia, esse deus recebia um nome diferente: os Ashanti o chamavam de Onyankopoa; os Ewe, de Mawu; e os Iorubá, de Olorum.

Havia também culto às forças da natureza, que ganhavam personalidades humanas (orixás), por exemplo Ogum (do ferro, guerra, fogo) e Iemanjá (mãe de muitos orixás, orixá feminino dos lagos, mares e fertilidade).



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Nota:

No passado dia 25 de Maio foi assinalado o Dia de África.
Durante este mês de Julho trarei alguns apontamentos
sobre este Continente.


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Bibliografia para esta matéria:

.Fage, J.D. - História da África
Edições 70, Lda - 1997
.Ki-Zerbo, Joseph - História da África Negra I e II
Publicações Europa-América, 2ª Ed. 1990
.Larkin Nascimento, Elisa - O tempo dos povos africanos