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terça-feira, 10 de junho de 2025

10 de Junho

 



Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas. Também dia do Anjo Custódio de Portugal. Dia cheio de efemérides.

Neste ano há uma coisa nova: 14 personagens desempenham numa peça de teatro, tendo como pano de fundo "Os Lusíadas", a obra do imortal Luís Vaz de Camões, várias perspectivas sobre a actualidade do país. Vai acontecer no Porto, no Teatro Carlos Alberto, no Porto.  

A peça de teatro intitula-se "Babel". São 14 histórias contadas ao telemóvel, de imigração, de racismo, de empresários machistas... Enfim, vejam aqui. Lembrei-me de Gil Vicente que, com as suas farsas, criticava os vários tipos da sociedade portuguesa.

Diz o Expresso:
Cinco séculos após o seu nascimento, Camões volta ao centro do debate. Quem foi o autor de Os Lusíadas - génio literário, aventureiro ou mito?
Neste podcast especial, gravado na Biblioteca Nacional de Portugal, damos a ouvir um ciclo de debates que explora a vida, a obra e os mistérios que ainda envolvem o autor de Os Lusíadas. Uma viagem sonora pela história e lenda de uma das figuras mais fascinantes da lusofonia.




O culto ao Anjo Custódio de Portugal vem desde D. Manuel I. A sua devoção quase desapareceu depois do Sec.XVII, tendo sido restaurada em 1952 e a sua comemoração foi incluída no calendário litúrgico de 10 de Junho. Terá surgido a D. Afonso Henriques na Batalha de Ourique.

Bom feriado, meus amigos.
Abraços 
Olinda



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Nota: As Comemorações do "10 de Junho" decorrem em Lagos, lugar onde  se verificou o desembarque dos primeiros escravos negros, em 1444.

.As Comemorações dos 500 anos do nascimento de Camões vão até 2026.

.Dia para, também, homenagear as Forças Armadas

imagens: net

terça-feira, 11 de junho de 2013

Mensagem - Fernando Pessoa


Prece

Senhor, a noite veio e a alma é vil.
Tanta foi a tormenta e a vontade!
Restam-nos hoje, no silêncio hostil,
O mar universal e a saudade.

Mas a chama, que a vida em nós criou,
Se ainda há vida ainda não é finda.
O frio morto em cinzas a ocultou:
A mão do vento pode erguê-la ainda.

Dá o sopro, a aragem - ou desgraça ou ânsia -,
Com a chama do esforço se remoça,
E outra vez conquistemos a Distância -
Do mar ou outra, mas que seja nossa!








Fernando Pessoa

in: Mensagem-Colecção Poesia-Edições Ática - pg 75



Continuando a folhear o livro chego à última página e encontro este lindo poema, o último, na página 106, tão cheio de significado e que parece viajar no tempo, depondo perante os nossos olhos as ânsias que nos consomem:


Nevoeiro

Nem rei nem lei, nem paz nem guerra,
Define com perfil e ser
Este fulgor baço da terra
Que é Portugal a entristecer -
Brilho sem luz e sem arder,
Como o que o fogo-fátuo encerra.

Ninguém sabe que coisa quer,
Ninguém conhece que alma tem,
Nem o que é mal nem o que é bem.
(Que ânsia distante perto chora?)
Tudo é incerto e derradeiro.
Tudo é disperso, nada é inteiro.
Ó Portugal, hoje és nevoeiro...

É a hora!


»»»»


A imagem que considero magnífica retirei-a da internet. Os meus agradecimentos a quem ela pertence.