A tua cabeleira
é já grisalha ou mesmo branca?
Para mim é toda loira
e circundada de estrelas.
Sobre ela
o tempo não poisou
o inverno dos anos
que se escoam maldosos
insinuando rugas, fios brancos...
Ao teu corpo colou-se
o vestido de seda,
como segunda pele;
entre os seios pequenos
viceja perene
um raminho de cravos...
Pétalas esguias
emolduram-te os dedos...
E revoadas de aves
traçam ao teu redor
volutas de primavera.
Nunca envelhecerás na minha lembrança!...
SAÚL DIAS
é já grisalha ou mesmo branca?
Para mim é toda loira
e circundada de estrelas.
Sobre ela
o tempo não poisou
o inverno dos anos
que se escoam maldosos
insinuando rugas, fios brancos...
Ao teu corpo colou-se
o vestido de seda,
como segunda pele;
entre os seios pequenos
viceja perene
um raminho de cravos...
Pétalas esguias
emolduram-te os dedos...
E revoadas de aves
traçam ao teu redor
volutas de primavera.
Nunca envelhecerás na minha lembrança!...
SAÚL DIAS
Júlio Maria dos Reis Pereira, ou Julio como artista plástico e Saúl Dias como poeta (1902 -1983), foi um pintor, ilustrador e poeta português. Pertence à segunda geração de pintores modernistas portugueses e foi autor de uma obra multifacetada que se divide entre as artes plásticas e a escrita, tendo sido um dos mais importantes colaboradores da revista Presença. aqui
Era irmão de José Reis, o homem do "Cântico Negro", poema extraído da obra "Poemas de Deus e do Diabo".
Por intermédio de Reis, o cineasta Manoel de Oliveira interessou-se pela obra plástica de Júlio, produzindo um documentário intitulado "As Pinturas do meu irmão Júlio", lançado em 1965.
Boa quinta-feira, amigos.
Olinda
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Poema - Citador
Imagem - pixabay
Ver Saúl Dias aqui, no Xaile de Seda
Veja esta análise -PINTURA MOVENTE: AS PINTURAS DO MEU IRMÃO JÚLIO
Olá, querida amiga Olinda!
ResponderEliminarQuanta delicadeza amorosa você nos oferta
Da gosto imenso passar por aqui.
O vídeo é belo de se ouvir.
O poema é estupendo,, amei o momento de deslumbre por você preparado para nos enlevar.
O mundo anda carente de amor assim, delicado, puro, romântico.
Obrigada por tão belo momento de amor.
A música diz algo lindíssimo:
Pode passar mil anos, " nunca te olvidare"... impossível esquecer um grande amor.
Tenha dias abençoados!
Beijinhos fraternos
Portugal deu ao mundo grandes poetas, tens nos surpreendido aqui sempre com algo novo. , hoje nos entrega essa poesia linda de um autor que desconhecia., sensível e íntimo, celebrando uma lembrança inesquecível . E a veste com um vestido de seda aderente ao corpo numa suavidade sutil e encantadora. Muito lindo, Olinda. e fortemente poético .
ResponderEliminarObrigada por essa 'revoada de aves' .Estava precisando, amiga. rs
Um abraço
O meu pai não gosta de ser chamado de idoso e nem que diga que está na terceira idade. Ele sempre fala que está envelhecendo, e que isso não é novidade. Eu acho um trocadilho simpático. rsrsrsrs
ResponderEliminarNova tirinha publicada.😺
Abraços 🐾 Garfield Tirinhas.
Maravilhosa poesiaQ! Gostei muito de ler!
ResponderEliminarbeijos, ótimo dia, chica
Olá linda*
ResponderEliminarQue poema bonito, tão delicado.
Que sorte , nunca envelhecer na lembrança daqueles que amamos e nos amam.
Não conhecia o poema e adorei.
Grata por tão bela publicação.
Abraço e brisas doces ****
Publicação poética muito bonita. Deixo o meu aplauso e elogio
ResponderEliminar.
Deixo saudações poéticas
..
“” Se eu soubesse cantar ““
.
Um poema maravilhoso, envelhecer faz parte da vida, envelhecer ter cabelos brancos significa mais experiências, Olinda boa quinta-feira bjs.
ResponderEliminar
ResponderEliminarOlá, amiga Olinda,
Não conhecia este autor, confesso.
Mas gostei muito do poema. Diz na sua essência uma verdade inquestionável.
Mesmo quando envelhecemos fisicamente, mantemos a sabedoria e a juventude mental.
Excelente partilha. Gosto muito.
Beijinhos e uma ótima semana, com muita saúde e paz.
Mário Margaride
http://poesiaaquiesta.blogspot.com
https://soltaastuaspalavras.blogspot.com
Que belo poema!
ResponderEliminarEnvelhecer faz parte tanto da beleza quanto da finitude da vida. A lembrança, sim, esta pode nuca envelhecer.
abraços
Quase esquecido da Presença (1927-1940), de João Gaspar Simões, Branquinho da Fonseca e outros. Quase esquecido do Cântico Negro:
ResponderEliminar“Vem por aqui" — dizem-me alguns com os olhos doces / Estendendo-me os braços, e seguros / De que seria bom que eu os ouvisse / Quando me dizem: "vem por aqui!" // Eu olho-os com olhos lassos, (Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)”, tantas vezes ouvido da plateia com Maria Bethânia no palco, dirigida por Fauzi Arap e na sala de aula por Jerusa Pires Ferreira. E agora a arte de Júlio Maria dos Reis Pereira, ou Julio como artista plástico e Saúl Dias como poeta (1902 -1983).
Gostei do lirismo do poema Nunca envelhecerás. Gostei da poesia que emana de cada verso e da poética confissão.
Nunca mais esquecerei das “Pétalas esguias” que “emolduram os teus dedos...” tampouco das “revoadas de aves” que “traçam ao teu redor / volutas de primavera”.
Nada direi do "raminho de cravos" que viceja perene...", deixo-a vagar dentro de mim até fixá-la como uma realidade do ser.
Obrigado, Olinda pela partilha.
Como é bom o passeio pela tua casa.
Um bom final do dia,
beijinhos,
José Carlos
Não conhecia este autor, mas adorei a forma sensível que descreve o amor que apesar da passagem do tempo as lembranças continuam fieis à amada.
ResponderEliminarAmei a melodia e como gosto do sotaque deste cantor. Grata pela partilha.
Deixo o link da nova postagem na esperança que nossos laços não se perca... Bjsss
https://pensandoemfamilia.com.br/cronica/inverosimel/
Júlio, um artista inteiro e completo.
ResponderEliminarUm abraço.
Gostei do poema e de conhecer um pouco o seu autor.
ResponderEliminarAbraço
Olá, amiga Olinda.
ResponderEliminarPassando por aqui, para desejar um feliz fim de semana, com tudo de bom.
Beijinhos, com carinho e amizade.
Mário Margaride
Que poesia tão delicada! As imagens que crias são como carícias na memória, eternizando beleza e afeto nas palavras.
ResponderEliminarCom amor,
Daniela Silva 🩷🦋
alma-leveblog.blogspot.com — espero pela tua visita no blog
Sensacional, Olinda! Coisa boa poder conhecer a história por traz quem faz arte! Sempre descobrimos algo novo. O poema de Saul Dias é como uma pintura aos olhos de quem Lê. Lindo demais!
ResponderEliminarAbraço, minha querida!
Poema bonito. Bom fim de semana!
ResponderEliminarIsabel Sá
Brilhos da Moda
Desvendar o Autor já é obra de especialista e, desta forma, nos introduz nesta magnífica Poesia.
ResponderEliminarObrigado, Olinda, por mais este mimo delicioso pleno de sensibilidade.
Beijo,
SOL da Esteva
Boa noite Olinda,
ResponderEliminarNão conhecia este Autor e Artista, e foi um prazer ler este belíssimo poema.
Grata pela sublime partilha.
Beijinhos,
Emília