Mostrar mensagens com a etiqueta Vida Nacional. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Vida Nacional. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Ideias que fundamentam a nossa filosofia de vida. São ideias que funcionam na realidade?

Por estes dias tenho lido um pouco sobre o Iluminismo, movimento intelectual posicionado em termos temporais no Sec. XVIII, mas parece que não, começa a partir de 1680 segundo alguns e segundo outros enraíza-se mesmo no Sec. XVI. Afinal que sabemos nós disto, quando é que o nosso pensamento inicia um processo capaz de espoletar uma onda de ideias que irá condicionar ou influenciar gerações futuras? Diz-se que este movimento terá terminado aquando das guerras napoleónicas, mas sabemos que não é assim. A prová-lo temos as suas reverberações veículadas pela Revolução Francesa (1789) e que ainda hoje inspiram países e pessoas, desejosos de uma vida de liberdade, que redigem as suas leis fundamentais nessa base, não se esquecendo dos dois outros itens: fraternidade e igualdade. 

São fascinantes estes pensadores. Procuram fundamentar as suas ideias no sentido de condicionar o governante num mundo criado por ele em que se considera detentor de um poder divino. De entre eles, destaco o nosso tão conhecido, Monsieur le Baron de Montesquieu. Ele é o homem que nos diz no seu L'Esprit des lois que para haver equilíbrio de poderes, uma limitação do poder, o mesmo tem de ser tripartido: poder legislativo, poder executivo, poder judicial. Independentes entre si mas que interagem no sentido de levar a bom porto o sentido de Estado. Nós sabemos que esta cláusula consta das Constituições dos países que se dizem livres e democráticos, assim como na nossa Constituição, a nossa Lei Fundamental, o nosso contrato social, se levarmos em linha de conta o pensamento de Jean-Jacques Rousseau (1762) e de outros antes dele como Thomas Hobbes e John Locke, que lançaram as suas sementes a germinar neste sentido. 

Mas paira no ar uma onda céptica: será que é mesmo assim? São ideias que funcionam mesmo? Na vida real existe uma teia de relações que enche o nosso íntimo de descrença. E não precisamos ir muito longe à procura de exemplos para fundamentar isso. É corrente pensar-se ou dizer-se que esta ou aquela decisão é uma decisão política, logo, dissociando-a da vida real, sabendo nós que é a própria política que condiciona a nossa vida. Todos os nossos passos como cidadãos são passos políticos. Se hoje estamos dominados pela hegemonia financeira, vendo a banca presente, praticamente, em todos os aspectos da economia, arruinando-nos em alguns casos, é nas decisões políticas que deveremos procurar a solução.  

Bom seria, realmente, que a Filosofia retornasse às nossas vidas, que a arte de pensar nos envolvesse, devolvendo às emoções o seu devido lugar. É o que falta antes de mais a esta Europa sem rumo...

Desejo um bom dia aos que por aqui passarem.

   

sábado, 20 de julho de 2013

estado de confusão

ex-ministros ex-deputados ex-primeiros-ministros ex-presidentes e mais gente que andava sumida e que apareceu de repente caras conhecidas e outras nem por isso têm desfilado nas tvs tudo tribunos de primeira água comentando dando opinião e muitos sem opinião alguma dizendo ah eu agora já não sei nada já não se pode prever nada isto está completamente imprevisível dizendo coisas que o zé povinho diz no café sem cobrar coisíssima nenhuma e mais os nossos negociadores com passinhos curtos de corridinho com pastinhas debaixo do braço tudo em carreirinha com ar circunspecto a saírem dos carros e a entrarem por uma porta no largo de não sei quantas e a saírem da mesma e a entrarem de novo nos carros em joguinhos de faz de conta e o nosso maior exilado voluntariamente a enviar mensagens e recados a esta espécie de ex-país ou protectorado palavra dita e redita na casa dos ex-representantes do povo gente a gastar o nosso tempo que vale ouro que vale euro muuuitos muuitíssimos só comparáveis à imensidade dos erros que têm sido cometidos que postos numa balança anulam-se o que leva à circunstância de ex-dívida oh gratia tanta e ainda por cima a acrescentar a esta bonança ainda temos alguma coisa nossa temos as selvagens este gostinho exótico que vem apimentar esta salganhada aliás estivemos e pernoitámos por lá em missão de soberania mais uns quilómetros da costa africana a aumentar a nossa plaaataforma e agora vêm dizer-nos que não há acordo uma novidade já sabida de todos uma novidade a saber a ranço não é preciso ser-se expert para se saber de antemão que antes de ser já o era chamem por favor os da stand up comedy para esta risota nacional mas não dá para rir tudo isto é triste tudo isto é fado ai povo que lavas no rio





video:Youtube