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domingo, 1 de junho de 2025

O Direito das Crianças



Toda criança no mundo

Deve ser bem protegida

Contra os rigores do tempo
Contra os rigores da vida.
Criança tem que ter nome

Criança tem que ter lar
Ter saúde e não ter fome
Ter segurança e estudar.

Não é questão de querer
Nem questão de concordar
Os direitos das crianças
Todos têm de respeitar.

Tem direito à atenção
Direito de não ter medos
Direito a livros e a pão
Direito de ter brinquedos.

Mas criança também tem
O direito de sorrir.
Correr na beira do mar,
Ter lápis de colorir…

Ver uma estrela cadente,
Filme que tenha robô,
Ganhar um lindo presente,
Ouvir histórias do avô.

Descer do escorregador,
Fazer bolha de sabão,
Sorvete, se faz calor,
Brincar de adivinhação.

Morango com chantilly,
Ver mágico de cartola,
O canto do bem-te-vi,
Bola, bola, bola, bola!

Lamber fundo da panela
Ser tratada com afeição
Ser alegre e tagarela
Poder também dizer não!

Carrinho, jogos, bonecas,
Montar um jogo de armar,
Amarelinha, petecas,
E uma corda de pular.

 Ruth Rocha



Ruth Machado Lousada Rocha (1931) é uma escritora brasileira de livros infantis. É membro da Academia Paulista de Letras desde 25 de outubro de 2007, ocupando a cadeira 38. Formou-se em Ciências Políticas e Sociais na Escola de Sociologia e Política de São Paulo e depois de graduada começou a trabalhar como orientadora educacional no Colégio Rio Branco.

Defensora dos direitos das crianças, Ruth Rocha escreveu em parceria com Otávio Roth, a “Declaração Universal dos Direitos Humanos Para Crianças” (1988), lançado na sede da Organização das Nações Unidas em Nova Iorque. ver aqui



O que dizer neste Dia da Criança de 2025? Todos os anos cá estamos nós batendo nesta tecla e continuaremos a fazê-lo apesar da surdez de que padece a Humanidade. Salvo honrosas excepções, continuamos a ver este grande Jardim de muitas e belas flores a ser maltratado. O que se verifica presentemente, e de há uns tempos a esta parte, é doloroso e cruel, especialmente na guerra que decorre na Faixa de Gaza.

Bombardeadas, no meio de escombros, vemos crianças estendendo recipientes, dos mais variados, na esperança de alcançar um pouco de comida. E se isso não fosse gravíssimo, ainda temos o facto de ficarem estropiadas ou de morrerem ou de ficarem à mercê da crueldade humana.


SAÚDO-VOS,

Meninos do Mundo Inteiro!
Desejo-vos, a todos, Dias Felizes.


Abraços.
Olinda


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Declaração Universal dos Direitos da Criança -1959
Convenção sobre os Direitos da Criança, em vigor desde 1990

Poema e imagem: daqui
Pesquisa no Xaile de Seda, em que aparecem alguns textos sobre a Criança - aqui

sábado, 1 de junho de 2024

A Criança

 Tem sido muito difícil a vida das crianças. Desde sempre. E quando há guerras,  contendas, cataclismos, são os seres humanos que mais sofrem. E isso porque não pediram para nascer e não têm ainda capacidade para se defenderem.

Nos últimos tempos, com as guerras na Ucrânia e na Faixa de Gaza, as notícias que nos chegam sobre crianças mortas pelo poder das armas e à fome levam-nos a descrer na humanidade. E as guerras surdas que se desenvolvem por todo o mundo, nomeadamente, em África, também nos trazem um atroz sentimento de impotência. 

Cecília Meireles, aqui, num poema sobre o menino triste, que poderá abarcar a situação da Criança no mundo inteiro:





CRIANÇA

Cabecinha boa de menino triste,
de menino triste que sofre sozinho,
que sozinho sofre, — e resiste,

Cabecinha boa de menino ausente,
que de sofrer tanto se fez pensativo,
e não sabe mais o que sente...

Cabecinha boa de menino mudo
que não teve nada, que não pediu nada,
pelo medo de perder tudo.

Cabecinha boa de menino santo
que do alto se inclina sobre a água do mundo
para mirar seu desencanto.

Para ver passar numa onda lenta e fria
a estrela perdida da felicidade
que soube que não possuiria.

Cecília Meireles, 
in 'Viagem'


Quem se lembrará ainda da Declaração dos Direitos da Criança, proclamada pela Resolução da Assembleia Geral das Nações Unidas n.º 1386 (XIV), de 20 de Novembro de 1959.

Uma leitura de vez em quando se impõe, para não nos esquecermos do essencial.


Desejo


FELIZ DIA PARA TODAS AS CRIANÇAS


Abraços
Olinda



Obs: Estou de férias


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Poema - citador
Imagem: Wiki





quinta-feira, 1 de junho de 2023

Os meninos da pandemia

Todos nós vivemos os dias tormentosos da pandemia em que apenas os animais saíam à rua, conquistando-a definitivamente. Dias em que os passarinhos chilreavam nas cidades, livres do barulho que dantes reinava. Em contrapartida, os meninos em idade escolar foram confinados entre quatro paredes, tendo-lhes sido retirado o direito de correr, saltar e brincar em espaços abertos. Jardins e parques definhavam, privados dos seus risos e gritos de alegria de viver. Sem falar nas escolas e recreios que ficaram no mais triste abandono.

A acrescer a estes, temos os outros, cuja gestação terminaria nesse ano de 2020 e nos seguintes, enquanto durou a pandemia. Presos em casa, no ventre das suas mães, veriam a luz do dia em hospitais sobre-lotados, médicos e enfermeiros com aspecto de extraterrestres, e restrições sem fim. Os pais no maior stress, de máscara, durante três anos, a calcorrear centros de saúde e hospitais para o controlo pós-nascimento e sempre que surgisse algum problema com os pequenos infantes.

O que me preocupa, entre outras coisas, é a forma e a vontade de avaliar o que se passou pela cabeça destes meninos em idade pré-escolar e escolar. E também a visão do mundo destes bebés que passaram os seus primeiros tempos isolados. Assim, ocorre-me esta questão:

Em que medida o medo e a insegurança que pairavam no ar, e que tolhiam tudo e todos, os terão afectado em termos de comportamentos futuros?

Sendo a Pandemia um problema de saúde global, também é de toda a conveniência que este assunto seja encarado globalmente.

Por cá, façamos o que deve ser feito.





QUE TODAS AS CRIANÇAS TENHAM UMA 
VIDA FELIZ!

E tenhamos em conta, 
hoje e sempre, a




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Imagem: Pixabay

terça-feira, 1 de junho de 2021

"Cousa nossa"

No Grande Livro do Tempo
Onde se inscrevem os milagres e todos
Os feitos. E as insígnias do sangue e
Do leite materno

E a memória dos dias faustos
E de todos aqueles que são e aqueles outros
Que hão-de vir

Nasceu uma estrela
E a acolheste em teu regaço e a ungiste
E a embalas em teus braços
E quiseste que eu a visse e amasse
Como se fosse “cousa” nossa

Que devolvo agora embrulhada
Em palavras néscias
A que acrescento
Minha bênção

Como se fora estrela minha.

Manuel Veiga




Hoje, Dia Mundial da Criança
trago este Poema ternurento 
de Manuel Veiga
que contém uma mensagem de amor.
A todas as crianças devemos este olhar carinhoso
de devoção e bem-querença.
Tantas e tantas que passam pela vida sem conhecer
um mínimo de conforto seja em situação de guerras,
catástrofes, pobreza, ou tão-somente por maus-tratos.
Olhemos para elas e por elas e demos-lhes o nosso
apoio e carinho como se todas fossem
"Cousa nossa".

 


Princípio VI
A criança necessita de amor e compreensão, para o desenvolvimento pleno e harmonioso de sua personalidade; sempre que possível, deverá crescer com o amparo e sob a responsabilidade de seus pais, mas, em qualquer caso, em um ambiente de afeto e segurança moral e material; salvo circunstâncias excepcionais, não se deverá separar a criança de tenra idade de sua mãe. A sociedade e as autoridades públicas terão a obrigação de cuidar especialmente do menor abandonado ou daqueles que careçam de meios adequados de subsistência. Convém que se concedam subsídios governamentais, ou de outra espécie, para a manutenção dos filhos de famílias numerosas.




Meninas-prodígio que nos acompanham nesta homenagem.


Veja aqui a biografia e bibliografia do Autor.


Abraços.



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Vide:


Alguns posts sobre a Criança, no Xaile

Imagem:Pixabay

segunda-feira, 1 de junho de 2020

E a vida se renova






A cada instante soa um vagido debaixo da mulemba e nas narinas o cheiro a terra a marcar o compasso do tempo... ou num berço de oiro com lençóis de cambraia e ambiente perfumado... ou num hospital onde mãos experientes fazem o milagre, ouvindo-se então um berreiro fenomenal como que protestando contra a sua entrada intempestiva neste mundo... 

Assim nascem as nossas crianças, quando de forma natural, seres em que nos revemos e sabemos que continuarão a espécie e, quiçá, os nossos sonhos. 

É a vida que se renova e floresce.

Mimá-las e fazê-las sentir-se amadas. Defendê-las de situações que possam magoá-las. Facultar-lhes o que estiver ao nosso alcance e mostrar-lhes o caminho que pensamos ser o melhor. Ensiná-las a ser independentes de modo a serem capazes de tomar as suas decisões. 

E também ensiná-las a amar. 

É a nossa missão.




Hoje, pretendo apenas assinalar este Dia dedicado à Criança, mas aproveitando para referir, abaixo, alguns dos muitos posts que tenho dedicado a este tema. 




E com Zeca Afonso fazemos, aqui no Xaile, a festa e falamos do outro lado que tantas vezes preferimos ignorar.

Abraços.



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Referências às duas primeiras frases: Yaka de Pepetela

Pequena pesquisa no Xaile 

Legislação:

Declaração Universal dos Direitos da Criança
Convenção sobre os Direitos da Criança

sábado, 1 de junho de 2019

as meninas






as minhas filhas nadam. a mais nova
leva nos braços bóias pequeninas,
a outra dá um salto e põe à prova
o corpo esguio, as longas pernas finas:

entre risadas como serpentinas,
vai como a formosinha numa trova,
salta a pés juntos, dedos nas narinas,
e emerge ao sol que o seu cabelo escova.

a água tem a pele azul-turquesa
e brilhos e salpicos, e mergulham
feitas pura alegria incandescente.

e ficam, de ternura e de surpresa,
nas toalhas de cor em que se embrulham,
ninfinhas sobre a relva, de repente.

Vasco Graça Moura,
   (1942-2014)


Um poema ternurento, de Vasco Graça Moura, que tomo para mim, neste Dia da Criança.

Bom fim-de-semana a todos.

Abraço.

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Poema: in "Antologia dos Sessenta Anos"
Citador
Imagem: pixabay

sexta-feira, 1 de junho de 2018

Do direito ao amor e à compreensão*


Menino

No colo da mãe 
a criança vai e vem 
vem e vai 
balança. 
Nos olhos do pai 
nos olhos da mãe 
vem e vai 
vai e vem 
a esperança.



Ao sonhado 
futuro 
sorri a mãe 
sorri o pai. 
Maravilhado 
o rosto puro 
da criança 
vai e vem 
vem e vai 
balança.

De seio a seio 
a criança 
em seu vogar 
ao meio 
do colo-berço 
balança. 
Balança 
como o rimar 
de um verso 
de esperança. 

Depois quando 
com o tempo 
a criança 
vem crescendo 
vai a esperança 
minguando. 
E ao acabar-se de vez 
fica a exacta medida 
da vida 
de um português. 


Criança 
portuguesa 
da esperança 
na vida 
faz certeza 
conseguida. 
Só nossa vontade 
alcança 
da esperança 
humana realidade. 

in "Poemas para Adriano"

*Título de um post que fiz em tempos sobre a Criança e que apareceu hoje em pesquisa no blog: AQUI
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Poema : do Citador
Imagens: daqui