Mas, debalde. Temos tido tantos maus exemplos por cá e por esse mundo fora, no dia-a-dia e também nessas guerras que parecem não ter fim. A fome, os maus tratos, vítimas de explosões, pedofilia e tanta desgraça meu Deus! E isso desde o princípio dos tempos. Tanto tempo passado e não se aprendeu nada. Já devíamos estar num estádio de desenvolvimento tal que não fosse necessário insistir nesse aspecto tão fundamental.
segunda-feira, 1 de junho de 2026
Menino, Menina
domingo, 1 de junho de 2025
O Direito das Crianças
Toda criança no mundo
Deve ser bem protegida
O que dizer neste Dia da Criança de 2025? Todos os anos cá estamos nós batendo nesta tecla e continuaremos a fazê-lo apesar da surdez de que padece a Humanidade. Salvo honrosas excepções, continuamos a ver este grande Jardim de muitas e belas flores a ser maltratado. O que se verifica presentemente, e de há uns tempos a esta parte, é doloroso e cruel, especialmente na guerra que decorre na Faixa de Gaza.
Bombardeadas, no meio de escombros, vemos crianças estendendo recipientes, dos mais variados, na esperança de alcançar um pouco de comida. E se isso não fosse gravíssimo, ainda temos o facto de ficarem estropiadas ou de morrerem ou de ficarem à mercê da crueldade humana.
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Declaração Universal dos Direitos da Criança -1959
Convenção sobre os Direitos da Criança, em vigor desde 1990
sábado, 1 de junho de 2024
A Criança
Tem sido muito difícil a vida das crianças. Desde sempre. E quando há guerras, contendas, cataclismos, são os seres humanos que mais sofrem. E isso porque não pediram para nascer e não têm ainda capacidade para se defenderem.
Nos últimos tempos, com as guerras na Ucrânia e na Faixa de Gaza, as notícias que nos chegam sobre crianças mortas pelo poder das armas e à fome levam-nos a descrer na humanidade. E as guerras surdas que se desenvolvem por todo o mundo, nomeadamente, em África, também nos trazem um atroz sentimento de impotência.
Cecília Meireles, aqui, num poema sobre o menino triste, que poderá abarcar a situação da Criança no mundo inteiro:
Cabecinha boa de menino triste,
de menino triste que sofre sozinho,
que sozinho sofre, — e resiste,
Cabecinha boa de menino ausente,
que de sofrer tanto se fez pensativo,
e não sabe mais o que sente...
Cabecinha boa de menino mudo
que não teve nada, que não pediu nada,
pelo medo de perder tudo.
Cabecinha boa de menino santo
que do alto se inclina sobre a água do mundo
para mirar seu desencanto.
Para ver passar numa onda lenta e fria
a estrela perdida da felicidade
que soube que não possuiria.
Cecília Meireles,
quinta-feira, 1 de junho de 2023
Os meninos da pandemia
terça-feira, 1 de junho de 2021
"Cousa nossa"
Onde se inscrevem os milagres e todos
Os feitos. E as insígnias do sangue e
Do leite materno
E a memória dos dias faustos
E de todos aqueles que são e aqueles outros
Que hão-de vir
Nasceu uma estrela
E a acolheste em teu regaço e a ungiste
E a embalas em teus braços
E quiseste que eu a visse e amasse
Como se fosse “cousa” nossa
Em palavras néscias
A que acrescento
Minha bênção
Como se fora estrela minha.
Manuel Veiga
segunda-feira, 1 de junho de 2020
E a vida se renova
A cada instante soa um vagido debaixo da mulemba e nas narinas o cheiro a terra a marcar o compasso do tempo... ou num berço de oiro com lençóis de cambraia e ambiente perfumado... ou num hospital onde mãos experientes fazem o milagre, ouvindo-se então um berreiro fenomenal como que protestando contra a sua entrada intempestiva neste mundo...
E com Zeca Afonso fazemos, aqui no Xaile, a festa e falamos do outro lado que tantas vezes preferimos ignorar.
Abraços.
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Referências às duas primeiras frases: Yaka de Pepetela
Pequena pesquisa no Xaile
Legislação:
Declaração Universal dos Direitos da Criança
Convenção sobre os Direitos da Criança
sábado, 1 de junho de 2019
as meninas
leva nos braços bóias pequeninas,
a outra dá um salto e põe à prova
o corpo esguio, as longas pernas finas:
entre risadas como serpentinas,
vai como a formosinha numa trova,
salta a pés juntos, dedos nas narinas,
e emerge ao sol que o seu cabelo escova.
a água tem a pele azul-turquesa
e brilhos e salpicos, e mergulham
feitas pura alegria incandescente.
e ficam, de ternura e de surpresa,
nas toalhas de cor em que se embrulham,
ninfinhas sobre a relva, de repente.
Vasco Graça Moura,
sexta-feira, 1 de junho de 2018
Do direito ao amor e à compreensão*
Menino
a criança vai e vem
vem e vai
balança.
Nos olhos do pai
nos olhos da mãe
vem e vai
vai e vem
a esperança.
Ao sonhado
De seio a seio




