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domingo, 22 de dezembro de 2013

Do direito ao amor e à compreensão





Todos os dias são dias da criança e hoje ocorre-me trazer este tema, na certeza de que é um assunto de cariz universal, cabendo-nos ter presente a nossa obrigação para com seres que carecem de protecção e amor. E crianças são todas as crianças, sem distinção... crianças felizes, crianças maltratadas e sujeitas a abusos, crianças abandonadas. Qualquer que seja o ponto do mundo onde se encontrem. Elas deverão ser o nosso reflexo, aquele quê incomensurável para atingirmos a perfeição, a nossa elevação de espírito, a nossa redenção.





Na Declaração dos Direitos da Criança, de 20 de Novembro de 1959, proclamada pela Onu, lê-se:

Princípio VI - Direito ao amor e à compreensão por parte dos pais e da sociedade.
  • A criança necessita de amor e compreensão, para o desenvolvimento pleno e harmonioso de sua personalidade; sempre que possível, deverá crescer com o amparo e sob a responsabilidade de seus pais, mas, em qualquer caso, em um ambiente de afecto e segurança moral e material; salvo circunstâncias excepcionais, não se deverá separar a criança de tenra idade de sua mãe. A sociedade e as autoridades públicas terão a obrigação de cuidar especialmente do menor abandonado ou daqueles que careçam de meios adequados de subsistência.(...)

Princípio IX - Direito a ser protegido contra o abandono e a exploração no trabalho.
  • A criança deve ser protegida contra toda forma de abandono, crueldade e exploração. Não será objecto de nenhum tipo de tráfico.
  • Não se deverá permitir que a criança trabalhe antes de uma idade mínima adequada; em caso algum será permitido que a criança se dedique, ou a ela se imponha, qualquer ocupação ou emprego que possa prejudicar sua saúde ou sua educação, ou impedir seu desenvolvimento físico, mental ou moral.

Acredito que existe em todos nós uma chama benfazeja, capaz de dar grandes passos e de coisas maravilhosas. Deixemos que ela brilhe. Façamos nossas as palavras constantes do documento acima referido, e de tantos outros, demonstrando-o através de obras e atitudes.

Deixemos que o espírito natalício seja uma constante nas nossas vidas.

A todos um Bom Natal.






Abraço

Olinda


Excertos retirados de aqui
Pintura de Gustav Plimt

sexta-feira, 1 de junho de 2018

Do direito ao amor e à compreensão*


Menino

No colo da mãe 
a criança vai e vem 
vem e vai 
balança. 
Nos olhos do pai 
nos olhos da mãe 
vem e vai 
vai e vem 
a esperança.



Ao sonhado 
futuro 
sorri a mãe 
sorri o pai. 
Maravilhado 
o rosto puro 
da criança 
vai e vem 
vem e vai 
balança.

De seio a seio 
a criança 
em seu vogar 
ao meio 
do colo-berço 
balança. 
Balança 
como o rimar 
de um verso 
de esperança. 

Depois quando 
com o tempo 
a criança 
vem crescendo 
vai a esperança 
minguando. 
E ao acabar-se de vez 
fica a exacta medida 
da vida 
de um português. 


Criança 
portuguesa 
da esperança 
na vida 
faz certeza 
conseguida. 
Só nossa vontade 
alcança 
da esperança 
humana realidade. 

in "Poemas para Adriano"

*Título de um post que fiz em tempos sobre a Criança e que apareceu hoje em pesquisa no blog: AQUI
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Poema : do Citador
Imagens: daqui