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sexta-feira, 15 de novembro de 2019

Hoje, às 11.15 - "Baixar, "Proteger", "Aguardar"

Façamos isso e tomemos parte no exercício público promovido pela Autoridade Nacional de Protecção Civil, "A Terra Treme", realizado anualmente e que já vai na sua sétima edição. Hoje, milhares de alunos, no território nacional, farão estes três gestos. O evento principal decorrerá na Escola Secundária Sebastião e Silva, em Oeiras, com os seus mil e seiscentos alunos.






Bem conhecemos os sérios riscos que corremos em Portugal quanto a tremores de Terra. A nossa referência maior é o Terramoto de 1755, que perfez 264 anos no passado dia 01 de Novembro, sobre o qual são estimadas magnitudes entre 8,7 e 9 na escala de Richter. Vivemos no terror de que se repita esse desastre que abalou o mundo. Mas, o que teremos feito de concreto para nos precavermos e não sermos apanhados desprevenidos?

Em relação a Lisboa: Estamos sobre um barril de pólvora, dizem os entendidos na matéria. E verifica-se que vários têm sido os abalos sísmicos ocorridos no país, continente e ilhas, ao longo dos anos e, nomeadamente, neste ano de 2019. 

Tudo muito real.

Tenham um bom dia, meus amigos, e ... façamos o exercício. 

MENTALIZEMO-NOS! 

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Veja Mapa do passado sísmico em Portugal

Veja o Xaile aqui  e Le Poème sur le désastre de Lisbonne - Voltaire
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Magníficos tons de Outono, em Oslo, hoje




Belíssimas!


Haverá por cá?




segunda-feira, 1 de junho de 2015

As entranhas da Terra



Quando a Terra resolve sacudir-nos, semeando a destruição, tomamos consciência da nossa fragilidade. Tudo o que já foi descoberto e estudado no sentido de nos ajudar a compreender esses fenómenos não se mostra ainda suficiente. Com efeito, a nós, leigos, espanta-nos e horroriza-nos, sempre, a força com que a Terra se manifesta. Cataclismos destroem civilizações. Temos bem presente os sismos ocorridos no Nepal, recentemente, massacrando as suas gentes, ao mesmo tempo que desapareciam testemunhos valiosos do seu património. 

Encaixado entre Índia e a China, o Nepal não faz parte do temível Círculo do Fogo do Pacífico, mas está lá perto. Ainda não há muito tempo vimos a devastação causada no Haiti (2010) e um pouco mais para trás (2004) o tsunami na referida zona, área de grande movimentação de placas tectónicas, associada a uma série quase contínua de trincheiras oceânicas, arcos, couraças e cinturões vulcânicos. Em 2011, o sismo que abalou o Japão trouxe um perigo acrescido: a explosão ocorrida na Central Nuclear de Fukushima. Anteontem, o Japão voltou a tremer. Tudo isso coloca-nos questões preocupantes.


Um dia destes o Google homenageou a geodesista e sismóloga dinamarquesa, Inge Lehmann. Através da análise de dados sísmicos, esta cientista concluiu que o centro da Terra não era constituído apenas de material fundido como se acreditava até então: para além da parte externa, material fundido, o núcleo* era também constituído por uma parte interna com características diferentes, isto é, com material sólido. Uma pequena pesquisa informar-nos-á da evolução das suas hipóteses, confirmadas em 1970.

Igualmente meritório o trabalho de outros sismólogos que tantas descobertas têm levado a cabo em prol do conhecimento sobre esta matéria. Mas,uma circunstância que continua a perturbar-nos é a falta de resposta em relação à previsão da ocorrência dos sismos. Não são reconhecidas variações de parâmetros simples ou conjuntos de parâmetros que permitam, por si só, estabelecer com certeza uma previsão quando, onde e com que magnitude vão ocorrer sismos, diz-nos o Instituto Português do Mar e da Atmosfera, aqui.

Eis uma brecha colossal, quase impossível de colmatar. Conhecemos as terríveis consequências desse desconhecimento. Provavelmente, haverá já estudos na procura de soluções. Talvez a prevenção no que diz respeito à edificação e à formação das pessoas fossem desejáveis o mais possível, aliás, ideias já aventadas como medidas de prevenção. Estarão a ser praticadas entre nós?  

Por cá, assombra-nos ainda o terramoto do 1º de Novembro de 1755, em Lisboa. Um castigo divino segundo a mentalidade da época. O certo é que vivemos no grande medo da sua repetição, dada a constância dos abalos sísmicos que se têm feito sentir um pouco por toda a parte. Não havendo possibilidades de se fazerem previsões bom seria se nos precavêssemos dentro daquilo que é possível fazer-se. Para isso, instituições competentes, sociedade civil, isto é, todos nós somos chamados para uma sensibilização efectiva nesta matéria. Esquecer o assunto não é solução.

Desejo-vos uma boa semana, meus amigos.

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* Núcleo terrestre
Imagens - Net