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quarta-feira, 8 de janeiro de 2025

Rapsódia de Mornas


Hoje o dia está cinzento, molhado, chorando saudades. E resolvi seguir essa via e, para me ajudar, o choradinho do HUMBERTONA vem mesmo a calhar. Ele leva-nos por ruas, recantos e vários espaços a que não faltam rochas, areia e acima de tudo mar e céu. 



 Neste embalo, um poema de Eugénio de Andrade, um "Até amanhã", sinal de que a despedida não é definitiva: 

Até amanhã

Sei agora como nasceu a alegria,
como nasce o vento entre barcos de papel,
como nasce a água ou o amor
quando a juventude não é uma lágrima.

É primeiro só um rumor de espuma
à roda do corpo que desperta,
sílaba espessa, beijo acumulado,
amanhecer de pássaros no sangue.

É subitamente um grito,
um grito apertado nos dentes,
galope de cavalos num horizonte
onde o mar é diurno e sem palavras.

Falei de tudo quanto amei.
De coisas que te dou
para que tu as ames comigo:
a juventude, o vento e as areias.






***


Boa quarta-feira, meu amigos.
Abraços
Olinda


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Poema: daqui
Video, aqui, no Xaile de Seda