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quarta-feira, 8 de março de 2023

O AMOR ANDA NO AR

 


Da minha casa avisto, na rua, um candeeiro de iluminação pública.
Abro a janela de par em par para entrar o ar fresco deste lindo dia de Primavera. Apenas algumas nuvens escuras ensombram o céu.
Avisto dois pombos pousados no candeeiro.

De frente um para o outro, formavam uma imagem enternecedora.
À distância eu não podia ver, mas podia adivinhar que se olhavam com paixão.
Sem aviso prévio, num repente, amaram-se!
Foi tudo muito rápido, questão de segundos, e já estavam novamente lado a lado, satisfeitos e felizes.

Olhavam em todas as direcções, perscrutando os arredores.
Com um ar entre desconfiado e interrogativo, pareciam dizer: será que alguém testemunhou o nosso amor?
As almas gorjeavam, com sua leveza a tocar o alto, e o vento dissipava como poeira póstuma os restos do amor que no éter havia sepultado.

Por entre o arco-íris desenhado no céu cinzento chumbo rompeu um raio de sol.


Uma imagem com relva, exterior, pássaro, pombo

Descrição gerada automaticamente
Maria Caiano Azevedo
                                    (Mariazita)
                                                                                                              (16/02/2021)


Os aromas da Primavera já aí estão.
Tempo mais quente, chuvinha persistente
e temos direito a algum arco-íris.

Abraços
Olinda



Maria Domingas - Anda o Campo Cheio
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Minha Mãe costumava cantar esta música.
Andei à procura dela. :)



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Participação referida aqui
1ª imagem : Net
2ª imagem: enviada pela Autora

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

O cheiro de África

O meu olhar vagueia pela lonjura da planície.
Rodo, olhando em volta. Descrevo um ângulo de 360 graus. Até onde a vista alcança, apenas mato se vislumbra. Giro de novo. A paisagem mantém-se inalterável. Numa extensão de quilómetros estou rodeada de mato, salpicado, aqui e ali, por árvores de pequeno porte. (...)
Encosto-me ao varandim e aspiro o ar fresco da manhã.
Que paz. Que tranquilidade!
E que cheiro! Sobretudo o cheiro...
Em nenhum lugar do mundo se pode sentir o cheiro de África. É o que melhor retenho na memória. Por muitos e muitos anos ainda conseguirei senti-lo.
Quem já cheirou África nunca mais esquece.(...)





Assim escreve Maria Caiano Azevedo, de uma forma que nos toca a alma. 
O seu livro, "SAUDOSA ÁFRICA DISTANTE", é escrito no presente histórico o que nos envolve e nos leva a acompanhá-la numa viagem ao seu quotidiano. Porque é disso que se trata. Regista as suas impressões, as suas vivências com uma simplicidade tal como se fosse um diário. 

O livro é composto de três partes, versando sobre os lugares onde a Maria Caiano Azevedo viveu em determinado período da sua vida, ao lado do seu marido aquando da guerra do ultramar, e cada uma é dividida em pequenos capítulos. Dividida é uma forma de expressão, pois o que se sente é uma grande unidade, representada pela sua personalidade e pela sua forma de escrever. 

O lançamento realizou-se no dia 12 do passado mês de Dezembro, pela Editora Alfarroba e a Mariazita, a nossa querida autora, também publicou imagens desse dia, no seu blog. Vá até lá. Envolva-se na leitura deste livro. Ao virarmos a última página temos a sensação de que a história não acaba ali. Só a palavra "Fim" nos convence de que realmente chegou ao fim. 

Renitentes, fechamo-lo. 
                     
                      Relê-lo é o melhor remédio.

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Desejo-te muito sucesso, querida Mariazita.

Beijo

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Imagem do blog.