Livro de Marguerite Yourcenar que retrata a vida do Imperador romano Adriano, (76-138 d.C), o governante ideal, autobiografia romanceada e baseada em minuciosa pesquisa que durou cerca de trinta anos, uma das obras de referência da literatura contemporânea. Foi lançada em 1951 e tornou internacionalmente conhecida a sua autora.
Tem a forma de uma longa carta dirigida por Adriano, Pontifex maximus dos territórios romanos entre 117 a 138 d.C., já minado pela doença, ao jovem Marco Aurélio, que deve suceder-lhe no trono de Roma (século II d. C.). Nessa carta promete contar-lhe toda a verdade, sem as reservas próprias da história oficial. Pouco a pouco, através desta serena confissão, suscitada pelo pressentimento de que a morte se aproxima, ficamos a conhecer os episódios decisivos da vida deste homem notável, que soube pacificar o império, tornar a sociedade romana um pouco mais justa, melhorar a sorte das mulheres e dos escravos.
Consta que Adriano teria deixado realmente uma autobiografia que, entretanto, não chegou aos nossos dias.
Memórias de Adriano é prefaciado por Isabel Alçada, e poderemos ouvi-la, neste video, numa interessante reflexão sobre a obra.
A autora, Marguerite Yourcenar, de seu nome Marguerite Cleenewerck de Crayencour (Yourcenar - anagrama de Crayencour), -1903-1987- belga, foi uma escritora francesa e a primeira mulher eleita à Academia Francesa de Letras, ocupando a cadeira nº 3, 1980.
Marguerite Yourcenar refere no posfácio, "Carnet de note", à edição inicial, que havia escolhido Adriano como tema para o seu romance em parte porque este tinha vivido numa época intercalar, em que já não se acreditava nos deuses romanos mas em que o Cristianismo ainda não se tinha firmado, o que lhe despertou curiosidade porque ela própria viveu uma época semelhante na Europa do pós-guerra. aqui
Por cá, Memórias de Adriano é recomendado pelo Plano Nacional de Leitura, programa que abrange os anos de 2017 a 2027.
Bom domingo, meus amigos.
Abraços
Olinda
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Imagens: Net