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quarta-feira, 13 de novembro de 2019

Delito de Opinião

Delito de Opinião tem um rubrica chamada Blogue da Semana em que homenageia alguns blogues. Para surpresa minha descobri ontem que, na semana de 20/10/2019, o Xaile de Seda foi ali referenciado. 


Um delito de opinião que muito me apraz, para mais pelas palavras de apreço de Cristina Torrão, escritora que nos faz conhecer a História da Idade Média Portuguesa de forma agradável e, ao mesmo tempo, rigorosa, cultivando o género romance histórico.
Sobre a linguagem utilizada no romance histórico dá a sua opinião aqui no Andanças Medievais: 

Quando se fala sobre a linguagem do romance histórico, muita gente apelida de "anacronismo" o facto de pôr pessoas da Idade Média a falarem como nos nossos dias.
Eu discordo!
Porquê? Porque o romance histórico é sempre uma "tradução"!
(...)

Desconhecemos o diálogo praticado quotidianamente no século XVI, em Istambul. Como desconhecemos o diálogo praticado quotidianamente nos séculos XII e XIII, em Portugal. Desconhecemos e é impossível virmos, algum dia, a conhecer. Como disse Yourcenar, citada por Orhan Pamuk, essa linguagem não foi gravada. Somos forçados a "traduzir" aquilo que julgamos que as pessoas sentiram e disseram. E, ao fazer uma tradução, o melhor é usar uma linguagem que toda a gente entenda!
Claro que devemos, tanto quanto for possível, tentar transmitir um pouco da atmosfera da época (ou, pelo menos, aquilo que julgamos que o tivesse sido). Mas passar para os diálogos expressões que se leem em textos e crónicas antigas é um método muito discutível. Além de dificilmente dar um retrato fiel, dificulta muito a compreensão do texto. (Continue a ler aqui)





Obrigada, Cristina.
Obrigada, Delito de Opinião.

A todos os amigos que por aqui passarem, desejo uma boa quarta-feira.

Abraço

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1ª imagem:Festa de Xailes
2ª imagem daqui

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Era uma vez um Pinhal...

Ao 
ARGOS



Tem o nome de Pinhal de Leiria. Tantos e tantos anos ali, quase tantos como os da nossa independência e a assumpção da nossa identidade como povo. Diz esse mesmo povo e livros de História da instrução primária e não só que o dito Pinhal foi mandado plantar pelo rei D. Dinis e por via disso ficou conhecido na História de Portugal com o cognome de "O Lavrador". 

Mas aconteceram duas coisas que vêm desestabilizar a história do dito Pinhal: 1º. - consta que afinal não foi D. Dinis quem mandara plantá-lo, antes poderá ter mandado substituir os pinheiros mansos por pinheiros bravos; 2º. O Pinhal de Leiria ardeu em 80% da sua área nos incêndios de 15 de Outubro de 2017. 

Mas há esperanças na sua revitalização. A área vai receber 70 mil pinheiros e junta 20 mil pessoas a 17 de Março próximo, para o efeito, diz o jornal Região de Leiria.

Assim seja!

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veja aqui:
Notícia aqui
Opiniões de Cristina Torrão aqui e aqui
O seu livro: "D. Dinis - A quem chamaram
O Lavrador"