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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Um esquecimento...imperdoável?

Bem, nem tanto. Mas um pouco estranho, quand même. Talvez seja porque lá no íntimo sinta que não tenho estado a fazer o suficiente. Como é que me lembrei agora do que devia ter-me lembrado há quase 30 dias? O nosso cérebro, às vezes, tem um jeito muito peculiar para se fazer presente. Esta madrugada senti um baque. O caso não era para tanto, mas foi mesmo assim. Eu não conseguia dormir e sei o motivo. Ao jantar fui tentada a beber café, e fi-lo, a acompanhar uma fatia do bolo que eu tinha feito e a que me tinha esquecido de juntar manteiga. Para me penitenciar disso perante os outros que, com risinhos, diziam: está bom, mas...? Apeteceu-me apenas e o facto de não ter posto manteiga até poderia ser uma coisa boa por causa do colesterol e coisas do género.




Estava assim acordada, a dar voltas e mais voltas e a pensar cá para mim que devia levantar-me quando ouvi um chilreio. Primeiro não muito audível, mas pouco depois aumentou, mesmo ali na minha varanda. Apercebi-me de que se tratava de um passarinho, um rouxinol, um pintassilgo (?). E comecei a pensar se ele não teria saído da gaiola inadvertidamente. Daquilo que ouvia era quase certo que ele se encontrava perdido e queria voltar para casa. Isto de liberdade é uma coisa complicada. À força de se estar preso, nos primeiros tempos é preciso habituarmo-nos à ideia.

Tinham soado grandes trovões e estava a chover muito. Levantei um pouco o estore e vi água a correr como num ribeiro. O meu passarinho continuava o lamento, tive muita pena dele. Pouco a pouco, ouvi-o a afastar-se, longe, mais longe, às tantas já só ouvia um sonzinho de nada que ia e vinha. Mantinha o ouvido alerta. Foi quando me surgiu o pensamento de chofre, aquele baque de que falei acima. E foi assim:


"Ah! Mas, não me lembrei do aniversário do Xaile de Seda, nos idos do mês de Janeiro!" Uma voz segredou-me: não é nos idos, foi no dia 22. Imaginem, esquecer-me assim completamente do meu Xaile. Reconheço que não lhe tenho prestado a atenção devida. Foi um ano de muito pouca produção, teci poucas ou nenhumas considerações sobre o que se passa à minha volta. Não cerzi nem remendei o suficiente e, claro, as fissuras começam a notar-se.




Façam de contas que a imagem só tem 6 queques e, consequentemente 6 velas, pois é esse o número de anos do Xaile de Seda: 6 anos. (Faz-me lembrar o Manel, meu irmão, que no dia seguinte ao do seu aniversário começa logo a dizer que tem mais um ano). 

Esperemos que no decurso deste ano possamos encontrar-nos aqui mais vezes, sinal de que também eu estive mais presente.

Um abraço.

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Imagens: Pixabay