domingo, 31 de dezembro de 2023
Incógnita das incógnitas
sábado, 14 de outubro de 2023
Mas as Crianças, Senhor? Por que lhes dais tanta dor?
Augusto César Ferreira Gil será sempre lembrado, especialmente pelos versos que ele produziu tendo em conta o sofrimento das Crianças. Seres inocentes e sem defesa.
O dia da Criança difere em vários lugares deste nosso mundo. Por cá, comemora-se a 1 de Junho. No Brasil, comemorou-se no passado dia 12 de Outubro. Mas, por mais que se fale e se foque na Declaração dos Direitos da Criança falha-se sempre.
Tenho em preparação uma pequena publicação lembrando os fundamentos do Conflito Israelo-Palestiniano, mas talvez fique para outra data. Neste momento o que me preocupa acima de tudo é o ultimatum dado por Israel para o abandono da Faixa de Gaza.
Com todas as contingências, com todo o problema da movimentação de tanta gente, com crianças, idosos, haveres, numa área tão pequena, com acessos cortados, o que fazer?
Façamos um esforço e adaptemos a tragédia de hoje. Em vez de neve, vejamos ferro e fogo:
quarta-feira, 16 de março de 2022
Terras de bruma
Bruma seca, diz-se em Cabo Verde. O céu envolto numa espécie de névoa uniforme, um pó que, como diz o povo, vem do deserto do Saara. Também os ventos alísios são chamados, empiricamente, creio, para explicar esse fenómeno atmosférico. Dentro das casas um pó avermelhado toma posse do chão e dos móveis. Sempre de vassoura na mão, aspirador e panos de limpar pó... E quem sofre de problemas respiratórios está sempre com o credo na boca.
Os Açores chamados de Ilhas de Bruma no hino de Manuel Medeiros Ferreira em que ele nos dá conta da névoa que as envolve e, de forma poética, encontra-lhe beleza e magia: Hino não institucional dessas ilhas da macaronésia. E tanta coisa haveria ainda a dizer sobre elas...
Por cá, estamos submersos numa bruma persistente. O céu cinzento, por vezes avermelhado, traz-nos augúrios não muito sorridentes. Consta que também a culpa é do Saara que liberta o seu excesso de areias aqui para estas bandas, o que atesta a nossa proximidade com África.
A bem dizer, parece que o tempo nos lê o coração.
Por essa Europa fora a acção de pessoas inconsequentes lança-nos na maior das tristezas e horror pela falta de humanidade demonstrada nos últimos dias.
Igualmente, em outros lugares do mundo vive-se em bruma permanente, nomeadamente, no Iémen... que vive a maior crise humanitária do mundo. Desde que a guerra civil eclodiu em 2014, a fome aguda, as chuvas torrenciais, as inundações, a crise de combustível, a praga de gafanhotos, a cólera e a Covid-19 devastaram o país. O financiamento insuficiente do Programa Mundial de Alimentos dificulta a assistência a milhões de iemenitas.
A guerra esquecida...8 anos de conflito e 700 ataques aéreos em um mês.
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