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sexta-feira, 20 de dezembro de 2019

"X Interação Fraterna de Natal - Tema: Minha Noite de Natal"

Festejar o Natal com familiares e amigos é muito bom. Mormente com amigos que ganhamos porque são generosos e desejam dar as mãos e comemorar a vida e o prazer de estarmos juntos. Assim, não interessa se estamos aqui ou no outro lado do Atlântico. Hoje em dia as distâncias são curtas e depressa chegamos uns aos outros, com palavras de amizade e de estímulo.



Assim fez a Amiga Rosélia trazendo-me o convite para participar na "X Interação Fraterna de Natal - Tema: Minha Noite de Natal", o que muito me sensibilizou e, claro, aceitei-o reconhecida.

Na minha Noite de Natal estarei acompanhada por familiares, ainda não sei bem se será cá em casa ou se na de outro familiar, mas o importante é estarmos todos juntos e em harmonia.

Fiz em tempos um post sobre a Consoada - Natal à Portuguesa e, essencialmente, em termos de iguarias, a minha Noite de Natal não diferirá muito do que escrevi nessa altura. Este ano a pedido dos vários comensais que, para minha alegria, integram a minha mesa, vou fazer bacalhau de alguidar. É um prato que se pode pesquisar na net. Fatalmente aparecerão as tais fatias douradas ou rabanadas e o arroz doce aldrabado, como refiro na publicação. 

E mais uns docinhos, miminhos de Natal, frutos secos, alguns presentes debaixo da árvore de Natal e uma pequena imagem de José, Maria e o Menino, que comprei há dias na Feira de Natal do Rossio, em Lisboa, relembrando um pouco o tempo em que o Presépio era o centro da casa.





Ali visitei algumas das tendas da Feira e achei engraçada a do Pai Natal, com uma janelinha amorosa, cuja foto vos deixo aqui. Lá dentro havia de tudo quanto é bonecos alusivos à quadra festiva, postais, saquinhos, meias, enfim uma parafernália imensa, aquelas inutilidades que, no entanto, nos fazem sentir imbuídos do espírito natalício.

Tempo ainda para registar a visão de Vinicius de Moraes, sobre o que, para ele, seria o Natal:

POEMA DE NATAL


Para isso fomos feitos:

Para lembrar e ser lembrados
Para chorar e fazer chorar
Para enterrar os nossos mortos —
Por isso temos braços longos para os adeuses
Mãos para colher o que foi dado
Dedos para cavar a terra.

Assim será nossa vida:

Uma tarde sempre a esquecer
Uma estrela a se apagar na treva
Um caminho entre dois túmulos —
Por isso precisamos velar
Falar baixo, pisar leve, ver
A noite dormir em silêncio.

Não há muito o que dizer:

Uma canção sobre um berço
Um verso, talvez de amor
Uma prece por quem se vai —
Mas que essa hora não esqueça
E por ela os nossos corações
Se deixem, graves e simples.

Pois para isso fomos feitos:

Para a esperança no milagre
Para a participação da poesia
Para ver a face da morte —
De repente nunca mais esperaremos…
Hoje a noite é jovem; da morte, apenas
Nascemos, imensamente.



Aproveito esta oportunidade para, desde já, desejar a todos: 


UM NATAL MUITO FELIZ


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A primeira imagem:
Selo enviado pela Rosélia