RAÍZES
Há rumores
de mil cores enfeitando o espaço
de gorjeios infantis
de gorjeios infantis
transportando
aquele abraço de anãs juvenis
árias que
perduram na mensagem
da nossa
voz e da nossa imagem.
São rumores
de tambores
repercutindo
a esperança de olhares inquietos
toada de
lembranças
liturgia de afectos.
liturgia de afectos.
São rumores
maternais
presos à terra que nos diz
que só o maior dos vendavais
arranca da árvore a raiz.
presos à terra que nos diz
que só o maior dos vendavais
arranca da árvore a raiz.
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É vê-los nesta quadra festiva em grupos, saltitantes e alegres. Os acompanhantes dificilmente conseguem controlá-los, e ouve-se: Ó João senta-te, Ó Catarina agarra-te ao corrimão... Ontem no metro foi assim, quase que me saltavam para o colo, os pezinhos a dar a dar nas minhas canelas e depois um ar de pedido de desculpas: oooh! e nada nada arrependidos. As pirraças uns aos outros, os risinhos sobre um certo cheiro que terá partido de um deles, o apertar do nariz por causa disso, mais uma brincadeirinha, a curiosidade perante o que é novo... É a vida na sua plenitude.
:)
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Poema: do site de António Miranda
Imagem daqui