Mais um passeio pela amada cidade para admirá-la e às suas colinas, aos seus recantos, aos seus mistérios. Saímos na estação do Rossio. Não levávamos assente o que queríamos revisitar. Íamos numa espécie de aventura na qual todos nós tínhamos voz.
Logo em frente a Feirinha de Natal.
Logo em frente a Feirinha de Natal.
Parámos por ali, percorrendo cada uma das suas tendas. Ao passar, foi-nos estendida uma enorme colher com amêndoas caramelizadas e outros frutos secos para provar e mais outra com fruta variada envolta em chocolate.
Comprei uns quantos gramas de cada especialidade e não pudemos passar ao largo à vista das famosas bombocas que nos trazem algumas doces recordações. Chegaríamos a casa com muito pouca quantidade do que nos foi metido no saco.
A Rua Augusta logo ali com as suas estátuas humanas, os seus músicos, as suas pastelarias e esplanadas, as suas vitrinas apelando à nossa atenção, com decorações natalícias e oferta de artigos para oferendas afins. Decidimos respirar um pouco dessa magia. Sentámo-nos perto de um daqueles focos de calor que há nas esplanadas. Pedimos meias-de-leite quentinhas e pães de Deus com manteiga. Parece que o ar frio que vinha do rio nos abria desmesuradamente o apetite.
Comprei uns quantos gramas de cada especialidade e não pudemos passar ao largo à vista das famosas bombocas que nos trazem algumas doces recordações. Chegaríamos a casa com muito pouca quantidade do que nos foi metido no saco.
Chegámos à Rua da Conceição. Apanhamos o eléctrico 28? Sim, pode ser. E a paragem? Mais acima. Até lá chegarmos, arrancou. Mas já andámos um bom bocado, o melhor é continuarmos a pé e a Sé é logo ali - acudiu o atleta da família. Erro de cálculo. A minha filha sacou do telemóvel, acedendo ao google maps. Desnecessário, disse eu. Ainda tivemos de subir bastante e a duras penas. Olha o 12. Esse é que devíamos ter apanhado na Praça da Figueira e levava-nos até lá acima - disse o mais pequeno. Mas ninguém me tira o prazer de ir espreitando aqui e ali e penso sempre que vale a pena o sacrifício.
Chegados à Sé Patriarcal, entrámos. Acreditam que nunca tinha ali entrado apesar de ter passado pelo local variadíssimas vezes? Pois, chegou o dia de o fazer. Percorremos as naves admirando os seus estilos: românico, gótico, barroco, desenvolvidos ao longo do tempo.
À saída, verificámos que já eram quase 14 horas e que era melhor almoçar antes de fazermos o resto da subida. Mesmo ao lado, um restaurante de bairro com empregados curiosos e prestativos, procurando descobrir quem era turista e quem não era mas também mostrando fotografias da própria família (um brasileiro) e outro, típico português, com chalaças para dispor bem quem vier por bem.
A seguir, continuámos a nossa subida rumo ao Miradouro de Santa Luzia, ostentando o seu muro de azulejos com assentos embutidos onde se podia sentar e estar, descontraídamente. Vi uma rapariga a filmar-se, com a máquina ali pousada. Alongando um pouco a vista, o casario ali em baixo. E o rio Tejo mais além.
A seguir, continuámos a nossa subida rumo ao Miradouro de Santa Luzia, ostentando o seu muro de azulejos com assentos embutidos onde se podia sentar e estar, descontraídamente. Vi uma rapariga a filmar-se, com a máquina ali pousada. Alongando um pouco a vista, o casario ali em baixo. E o rio Tejo mais além.
Subimos ao castelo? Não, fica para outra vez - concordámos unanimemente. Parece que era hora de descer e aí todos os santos ajudam. Mesmo assim entrámos no 28 pois um de nós já tinha saudades de andar de eléctrico e saímos na rua da Conceição. Atravessámos a rua e dirigimo-nos à Praça do Comércio.
Sabem uma coisa?-isto, num aparte. Não gosto nada de ver aquelas esplanadas no lado esquerdo de quem avança para o rio, encostadas às arcadas e os dísticos pendurados, ainda que anunciando coisas de interesse. Tudo isso tapa o edifício, não nos permitindo admirá-lo e enquadrá-lo na traça do complexo que embeleza a Praça.
E claro está, quem vai ao Terreiro do Paço e não se desloca ao cais das colunas é falha de lesa-majestade. Um de nós lembrou-se de D. Carlos, o diplomata, o mártir, o oceanógrafo, assassinado mesmo ali ao pé depois de desembarcar nesse mesmo cais.
Nisto, começou a soar aos nossos ouvidos o leve marulhar das águas do Tejo, vimos duas gaivotas em pose no cimo das colunas e um grupo de músicos cabo-verdianos com vocalista (rapariga de bela voz) que pontuava com o seu ritmo o vaivém de quem por ali andava, se sentava nos bancos de pedra e nas escadinhas e se deixava ficar. Como nós.
UM BOM E SANTO NATAL VOS DESEJO,
MEUS AMIGOS.
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Fotos nossas.
Imagem presépio: Wiki