Marvão, a vila medieval que tem no seu horizonte a candidatura a Património Mundial da UNESCO, pela sua paisagem natural, história e identidade cultural, também tem, aliada a este desideratum, a vontade de realizar e conquistar o título de: 'Maior Magusto do Mundo'.
Para isso, a sua 30ª Feira da Castanha, que se realizará nos próximos dias 9 e 10, vai ser assinalada em grande, com muitíssimas castanhas e também bastante vinho. Poderia ser também com jeropiga e agua-pé, mas parece que isso já foi proibido por lei, não?
Mas passando adiante, para compor ainda mais a festa também vai haver provas de vinhos e licores, degustações da mais diversa doçaria com castanhas, produtos regionais, mostra e venda de artesanato local, exposição de fotografia, bailes populares, teatro de rua, concertos e iniciativas de animação circense.
Em lá estando, poderemos passear pela vila, pelas suas ruas, apreciar as casas, subir ao Castelo, este que se inscreve no Parque Natural da Serra de São Mamede e em posição dominante sobre a vila e estratégica sobre a linha da raia, controlando, no passado, a passagem do rio Sever, afluente do rio Tejo.
Localização da Mui Nobre e Sempre Leal Vila de Marvão |
De Marvão chegam-nos notícias desde, pelo menos, o período romano. Já no nosso tempo histórico, a localidade foi conquistada aos muçulmanos por D. Afonso Henriques durante as campanhas de 1160/1166, tendo sido novamente tomada pelos mouros na contra-ofensiva de Almansor, em 1190. Em 1226, D. Sancho II dá foral à população e manda ampliar o castelo. D. Dinis disputa-o e apodera-se do castelo, que foi incluído no plano das suas reedificações militares.
É para lá que eu vou, esperando que São Martinho nos traga a graça do seu belo Verão. Estes últimos dias não me têm parecido muito auspiciosos, mas dando uma vista de olhos à previsão meteorológica afigura-se-me que o tempo estará de feição, muito embora me tenham aparecido algumas nuvens por alturas de Portalegre. Acredito que o caridoso bispo não nos deixará na mão, fazendo jus à sua lendária bondade.
Entretanto, vou apreciando estas belas imagens, com os meus agradecimentos a quem as produziu:
E o Outono não é Outono sem aquele cheirinho e gostinho inconfundíveis da castanha assada embrulhada em folhas de listas telefónicas*...isto, lá para os lados do Cais do Sodré** e da Praça do Comércio**, com a neblina vinda do rio misturada com o fumo saído dos assadores de castanhas.
Mas, alteraram-se as rotas, anda-se por outros caminhos, talvez mais fáceis de caminhar, em termos de acesso, no entanto, estranhamente, perdura aquela saudade.
Imagens:Internet
*Prática proibida, tendo sido imposta aos vendendores a aquisição de saquinhos de papel, para o efeito.
**Lisboa
*Prática proibida, tendo sido imposta aos vendendores a aquisição de saquinhos de papel, para o efeito.
**Lisboa