A folha da oliveira deitada no lume estala assim
é meu curação quando para ti não fala
Aqui tens meu curação
Dei um lenço ao meu amor
Este não é tema novo. Todos nós conhecemos os lenços dos namorados. Mas, diz quem sabe que se trata de ritual de conquista no feminino, sendo que:
A tradição dos Lenços dos Namorados inspira-se nos lenços senhoris dos séc. XVII ou XVIII adaptados e tornados populares pelas mulheres do povo. Os motivos usados pertencem à simbologia tradicional da cultura minhota e integram elementos religiosos. As palavras e frases reproduzem a oralidade com características populares que os tornam ainda mais peculiares e interessantes.Actualmente o Lenço dos Namorados é classificado e certificado como uma peça de artesanato genuína da região minhota que integra Viana do Castelo, Vila Verde, Telões, Guimarães e Aboim da Nóbrega.*
E, continuando com as nossas tradições queria recordar uma das histórias/lendas de amor: a lenda da Princesa Fátima.
Fátima, jovem e bela princesa moura, era filha única do emir, que a guardava dos olhos dos homens numa torre ricamente mobilada, tendo por companhia apenas as aias e, entre elas, a sua preferida e confidente Cadija.
Apesar de estar prometida a seu primo Abu, o destino quis que Fátima se apaixonasse pelo cristão que seu pai mais odiava, Gonçalo Hermingues, o “Traga-Mouros”, o cavaleiro poeta que nas suas cavalgadas pelos campos via a bela princesa à janela da torre. Rapidamente o coração do cavaleiro cristão se encheu daquela imagem e sabendo que a princesa iria participar no cortejo da Festa das Luzes, na noite que mais tarde seria a de S. João, preparou uma cilada de amor.
No impressionante cortejo de mouras e mouros, montando corcéis lindamente ajaezados, Fátima era vigiada de perto por Abu. De repente, os cristãos liderados pelo “Traga-Mouros” saíram ao caminho e Fátima viu-se raptada por Gonçalo. Mas Abu depressa se organizou e partiu com os seus homens em perseguição dos cristãos e a luta que se seguiu revelou-se fatal para o rico e poderoso Abu. Como recompensa pelos prisioneiros mouros, Gonçalo Hermingues pediu a D. Afonso Henriques licença para se casar com a princesa Fátima, a que o rei acedeu com a condição que esta se convertesse.
A região que primeiro acolheu os jovens viria a chamar-se Fátima, mas a princesa, já com o nome cristão de Oureana, deu também o seu nome ao lugar onde se instalaram definitivamente, a Vila de Ourém. **
E, assim, sem tirar nem pôr transcrevi-a para aqui.
Para terminar esta maratona recomendo a todos os namorados paz e harmonia. A violência no namoro deve e tem de ser erradicada.
HOJE
=====
é meu curação quando para ti não fala
Aqui tens meu curação
E a chabe pró abrir
Num tenho mais que te dar
Nem tú mais que me pedir
Dei um lenço ao meu amor
pra ele assoiar o pingo
gostou tánto tánto dêle
que só seaçoia ao domingo
Este não é tema novo. Todos nós conhecemos os lenços dos namorados. Mas, diz quem sabe que se trata de ritual de conquista no feminino, sendo que:
A tradição dos Lenços dos Namorados inspira-se nos lenços senhoris dos séc. XVII ou XVIII adaptados e tornados populares pelas mulheres do povo. Os motivos usados pertencem à simbologia tradicional da cultura minhota e integram elementos religiosos. As palavras e frases reproduzem a oralidade com características populares que os tornam ainda mais peculiares e interessantes.Actualmente o Lenço dos Namorados é classificado e certificado como uma peça de artesanato genuína da região minhota que integra Viana do Castelo, Vila Verde, Telões, Guimarães e Aboim da Nóbrega.*
E, continuando com as nossas tradições queria recordar uma das histórias/lendas de amor: a lenda da Princesa Fátima.
Fátima, jovem e bela princesa moura, era filha única do emir, que a guardava dos olhos dos homens numa torre ricamente mobilada, tendo por companhia apenas as aias e, entre elas, a sua preferida e confidente Cadija.
Apesar de estar prometida a seu primo Abu, o destino quis que Fátima se apaixonasse pelo cristão que seu pai mais odiava, Gonçalo Hermingues, o “Traga-Mouros”, o cavaleiro poeta que nas suas cavalgadas pelos campos via a bela princesa à janela da torre. Rapidamente o coração do cavaleiro cristão se encheu daquela imagem e sabendo que a princesa iria participar no cortejo da Festa das Luzes, na noite que mais tarde seria a de S. João, preparou uma cilada de amor.
No impressionante cortejo de mouras e mouros, montando corcéis lindamente ajaezados, Fátima era vigiada de perto por Abu. De repente, os cristãos liderados pelo “Traga-Mouros” saíram ao caminho e Fátima viu-se raptada por Gonçalo. Mas Abu depressa se organizou e partiu com os seus homens em perseguição dos cristãos e a luta que se seguiu revelou-se fatal para o rico e poderoso Abu. Como recompensa pelos prisioneiros mouros, Gonçalo Hermingues pediu a D. Afonso Henriques licença para se casar com a princesa Fátima, a que o rei acedeu com a condição que esta se convertesse.
A região que primeiro acolheu os jovens viria a chamar-se Fátima, mas a princesa, já com o nome cristão de Oureana, deu também o seu nome ao lugar onde se instalaram definitivamente, a Vila de Ourém. **
E, assim, sem tirar nem pôr transcrevi-a para aqui.
Para terminar esta maratona recomendo a todos os namorados paz e harmonia. A violência no namoro deve e tem de ser erradicada.
HOJE
Jaime Portela16/02/2018
Como sou minhoto, conheço bem a tradição (em desuso) dos lenços dos namorados, apesar de nunca ter sido objecto de qualquer exemplar...
Já a lenda era totalmente desconhecida e achei-a interessante. Conheço outra parecida em que a princesa moura (Floripes) casa com o rei cristão e ue ainda hoje é levada à cena anualmente por ocasião das festas das Neves (perto de Viana do Castelo) sob a forma de "Auto da Floripes".
Da net: "Representação popular que recua aos séculos XVI-XVII, integrando-se na romaria da Senhora das Neves, realizada todos os anos, nos primeiros dias de Agosto. Os intérpretes são gente da localidade, e o espectáculo - misto de pantomima, recitativo e bailado - desenrola-se ao ar livre, no largo fronteiro igreja, envolvendo cristãos e mouros.
Numa primeira parte, procede-se apresentação de Neves, aldeia do distrito de Viana do Castelo.
Segue-se a libertação do cavaleiro Oliveiros por Floripes, irmã de Ferrabrás, o turco; fugidos para junto do acampamento de Carlos Magno, este combate os otomanos, e derrota-os..."
Já a lenda era totalmente desconhecida e achei-a interessante. Conheço outra parecida em que a princesa moura (Floripes) casa com o rei cristão e ue ainda hoje é levada à cena anualmente por ocasião das festas das Neves (perto de Viana do Castelo) sob a forma de "Auto da Floripes".
Da net: "Representação popular que recua aos séculos XVI-XVII, integrando-se na romaria da Senhora das Neves, realizada todos os anos, nos primeiros dias de Agosto. Os intérpretes são gente da localidade, e o espectáculo - misto de pantomima, recitativo e bailado - desenrola-se ao ar livre, no largo fronteiro igreja, envolvendo cristãos e mouros.
Numa primeira parte, procede-se apresentação de Neves, aldeia do distrito de Viana do Castelo.
Segue-se a libertação do cavaleiro Oliveiros por Floripes, irmã de Ferrabrás, o turco; fugidos para junto do acampamento de Carlos Magno, este combate os otomanos, e derrota-os..."
Jaime Portela trouxe-me há pouco este contributo que fica aqui muito bem.
Muito obrigada, meu amigo. Bom fim de semana e um
Abraço.
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Quinzena do Amor
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