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terça-feira, 31 de dezembro de 2024

BOAS FESTAS!



Daqui a umas horas damos o salto para o lado de lá, talvez nem todos nós, infelizmente. Um salto virtual produto de um calendário feito por nós e que ao longo dos tempos nos dá a sensação de que realmente controlamos alguma coisa. 

Se pensarmos que em outras geografias a contagem é diferente, que poderemos recuar milhares de anos para outras civilizações, que a população global era de 8 bilhões em finais de 2022 e em cada dia que passa damos mostras de não saber a quantas andamos, então veremos quão frágeis são as certezas em que laboramos.

Mas continuemos assim, a fazer projectos, a querer realizar coisas, a meter o nariz em tudo, pois a nossa curiosidade como humanos no-lo exige. O pior é que exageramos e muitas vezes visualizamo-nos como deuses que podem tudo. A ambição controla-nos, a sede de poder leva-nos a pisar os mais fracos. E a proliferação de armamento sofisticado ameaça dar cabo da espécie se antes não inventarmos outra forma mais lesta de o fazer.

Contudo, enquanto pudermos, festejemos a Passagem de um Ano para o Outro, tendo sempre a noção de que tudo é perecível, de que estamos por cá de passagem realmente.

E cantemos as glórias da velhice, como o faz Eugénio Tavares, na bela voz de Gardénia Benrós, de braço dado com a juventude que faz parecer mais leves as agruras da vida.



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Quando partires
se partires
terei saudades
e quando ficares
se ficares
terei saudades

Terei
sempre saudades
e gosto assim

in 'Caderno'
(1960-2024)

***

BOAS FESTAS, MEUS AMIGOS.
Abraços
Olinda



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imagem: pixabay
Poema: citador
"Maria e Chamilly"