Já se percebeu uma coisa: é fundamental apostarmos na produção nacional. As deslocalizações no sentido de se conseguir pagar salários mais baixos poderá ser bom porque os produtos são mais baratos. Mas só se o nosso mundinho continuasse como queremos, isto é, sereno, do nosso jeito, sem ataques repentinos e incontroláveis, no caso presente, por um vírus que não escolhe as suas vítimas.
Fechados sobre nós próprios, com dificuldades em importar o que quer que seja, viu-se o perigo de se morrer à fome quando não da doença, sem se poder fazer face à necessidade de materiais de protecção, equipamentos, medicamentos.
Por isso, é importantíssimo pensarmos numa solução. E porque pertencemos a um bloco chamado europeu, há que chegar a solução de conjunto, elaborando projectos nesse sentido. E pô-los a funcionar. É urgente reactivar indústrias e o saber fazer. Há muito talento não aproveitado.
A economia global é uma visão muito bonita e facilitadora de uma certa preguiça mental. O abanão que estamos a receber é um recado que não podemos ignorar. Ficámos nus perante a nossa incompetência e tomámos conhecimento de situações que desconhecíamos. A nossa dependência de terceiros é atroz.
Saibamos aproveitar esta lição...
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