quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Uma espécie de 25ª hora

De quatro em quatro anos somos premiados com este bónus: mais um dia de vida. Quem nasce em 29 de Fevereiro faz anos de quatro em quatro anos o que quer dizer que terá um tempo mais longo de vida se a morte, entretanto, não sobreviesse para estragar tudo. Assim, o tempo que nos preocupa tanto, a passagem do tempo pelas quatro fases da vida, parece não ter assim tanta importância. É mais uma questão manipulável, ao sabor de momentos, de decisões, de calendários. 
Em 1582 foi decidido substituir-se o Calendário Juliano pelo Calendário Gregoriano, para a regência do tempo europeu. Posteriormente veio a verificar-se que sobravam dias, não coincidindo o movimento de translação da Terra com as contas cá em baixo. Posto que tudo é matemática, fórmulas daqui, fórmulas dacolá, foi resolvida a situação da forma como sabemos.
Tomou-se o nascimento de Cristo como baliza, começando o nosso tempo no Ano I. Esquecemo-nos do Ano 0. Se refizermos as contas nem estamos no ano 2012. Mas isto também não tem tanta importância assim. Andamos atrasados em milhares de anos, se compararmos o nosso calendário com o de outras regiões do globo. Talvez por isso ainda nos falte algum savoir faire para nos cumprirmos verdadeiramente.
Pelo sim pelo não, aceitemos este dia como uma 25ª hora, para reflexão, assestando o nosso astrolabium na persecução de destinos dignos de nós.  




Imagem:Google
     

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Vila Flor

Casas comunitárias. Pois, talvez esteja aqui uma solução para a solidão e o abandono dos idosos. A Câmara Municipal de Vila Flor terminou este projecto há 13 anos, ficaram cinco casas a cargo das Misericórdias e das Juntas de Freguesia. Uma notícia na imprensa que me passou despercebida. Hoje foi apresentada num canal televisivo. 
Esperemos que esta seja uma acção a retomar e a reproduzir-se, a multiplicar-se como flores de um grande jardim... 

Casas comunitárias atenuam pobreza e solidão dos idosos


Imagem: DN 

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Iberofonias

Correntes d'Escritas começa hoje e Póvoa de Varzim, durante três dias, é o ponto de encontro de poetas, ficcionistas, contistas, críticos e agentes literários, professores, editores, jornalistas ou tão simplestemente de leitores.


Esta é a 13ª edição deste encontro e, neste âmbito, será atribuído o Prémio Literário Casino da Póvoa, segundo esta lista de finalistas, extraída do Cadeirão Voltaire:


A Cidade de Ulisses, Teolinda Gersão, Sextante
As Luzes de Leonor, Maria Teresa Horta, Dom Quixote
Adoecer, Hélia Correia, Relógio D’Água
Bufo e Spallanzan, Rubem Fonseca, Sextante
Do Longe e do Perto – Quase Diário, Yvette Centeno, Sextante
Dublinesca, Enrique Vila-Matas, Teorema
O Homem que Gostava de Cães, Leonardo Padura, Porto Editora
Os Íntimos, Inês Pedrosa, Dom Quixote
Tiago Veiga – Uma Biografia, Mário Cláudio, Dom Quixote


Última Hora:


Do Bibliotecário de Babel:
O romance Bufo & Spallanzani (Sextante), de Rubem Fonseca, acaba de ser anunciado como o vencedor da edição deste ano do Prémio Casino da Póvoa. O escritor brasileiro encontra-se na Póvoa de Varzim para participar na edição deste ano das Correntes d’Escritas, que começa hoje. Logo à tarde, a partir das 17h00, Fonseca estará na primeira mesa redonda, com a frase “A Escrita é um risco total” como mote. Neste debate participam ainda Almeida Faria, Ana Paula Tavares, Eduardo Lourenço e Hélia Correia, com moderação de José Carlos de Vasconcelos.


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