As palavras ao longo dos tempos vão tomando novas significações. Nada que nos admire. Mas mesmo assim há algumas que me fazem pensar ao tomar conhecimento da sua contextualização. É o que acontece com influenciador/influenciadora.
No avanço tecnológico em que estamos a viver é já uma profissão. Logo, melhor será dizer Influenciador/Influenciadora digital ou formadores de opiniões digitais.
Não há muito tempo, três meses se tanto, tinha a televisão sintonizada em determinado canal onde decorria uma entrevista a dois rapazes, talvez adolescentes ou na casa dos vinte. Aí ouvi pela primeira vez a palavra com esse significado. Então, um deles respondendo à pergunta de como é que a coisa funcionava respondia que postavam fotos no Instagram e outras redes sociais envergando roupas e acessórios de que gostavam. Também iam às escolas e passeavam por ali, ou seja, desfilavam à vista dos colegas. Depois, com as visualizações ganhavam uma boa maquia, mercê de alguns contratos com as marcas.
Sabemos, lendo e ouvindo por aí, que figuras como alguns bloggers, youtubers etc. ganham a vida, ou quase, fazendo publicidade a produtos diversos ou gerando os seus próprios conteúdos, uma comercialização muito interessante que fala bem dos tempos que vivemos. O tradicional sistema de trocas está longe do que era ou talvez não. O que se faz agora não será mais do que trocas com suportes diferentes, cada dia mais versáteis e sofisticados.
Vimos há poucos dias uma rapariga de 16 anos ganhar um globo de ouro pela sua actividade na internet, na área da música. É uma visibilidade outra, não há dúvida. Andar pela vida a singrar passo a passo já era. Os meios agora são outros. Também reconheço que é preciso talento e saber fazer.
Influenciada, talvez, com a informação que já levava sobre os influenciadores vi logo naqueles dias um livro, na Fnac, com um título que me chamou a atenção: Os Facilitadores. Pareceu-me quase a mesma coisa. Aproximando-me mais, dei conta de que era um nome (ou substantivo) proveniente de facilitar. De vez em quando, cá em casa, dizem-me a rir que sou uma facilitadora, mesmo antes de saber que essa palavra existia no contexto actual. Muitas vezes até concordo. Será uma qualidade ou um defeito? Dependerá da natureza daquilo que facilitamos, não é?
Voltando ao livro vi-lhe o autor, a capa e a contra-capa e fotografei-os com a minha falta de jeito proverbial, com um resultado muito pouco legível/visível. Sempre tenho dito que quando eu for grande quero ser como a UJM, blogger que eu sigo, ou como a minha filha. São autênticas artistas da fotografia. Mas, apesar da má qualidade das fotos, consigo distinguir que o autor se chama GUSTAVO SAMPAIO e que o tema versa sobre um grupo profissional que, com a sua acção, facilita a vida a Empresas privadas e também ao Estado nos mais variados serviços tais como:
Ajustes directos, contratos swap, PPP (nos sectores da saúde, educação, águas, resíduos, vias rodoviárias e ferroviárias, etc.), privatizações de empresas públicas, concessões e subconcessões, contratos de exploração a meio século, auto-estradas com portagens virtuais, rendas excessivas no sector energético, mais-valias decorrentes da venda de gás natural não partilhadas com os consumidores, aumentos das taxas nos aeroportos nacionais, direitos adquiridos sobre pontes e aeroportos que ainda não foram construídos, indemnizações devidas por causa de projectos adiados, ou mudanças de sede fiscal para ... aqui
Uma investigação e tanto, como tudo na vida, passível de contraditório se for caso disso.
Mas, quis saber mais sobre o assunto, isto é, acerca dos Facilitadores. Descobri que é uma realidade que só eu desconhecia, pelos vistos, ou então terei já lidado com isso, mas através de uma outra designação ou com outro alcance. Segundo o que li, aqui, são pessoas geradoras de ideias inovadoras e de soluções criativas de problemas. Muitas são as competências dos Facilitadores. Até há formação específica para esse desempenho.
Como dizia a minha avó: Vivendo e aprendendo.
E agora sim, despeço-me. Até daqui a oito dias.
====
1ªimagem: daqui
2ª imagem: daqui
Vimos há poucos dias uma rapariga de 16 anos ganhar um globo de ouro pela sua actividade na internet, na área da música. É uma visibilidade outra, não há dúvida. Andar pela vida a singrar passo a passo já era. Os meios agora são outros. Também reconheço que é preciso talento e saber fazer.
Influenciada, talvez, com a informação que já levava sobre os influenciadores vi logo naqueles dias um livro, na Fnac, com um título que me chamou a atenção: Os Facilitadores. Pareceu-me quase a mesma coisa. Aproximando-me mais, dei conta de que era um nome (ou substantivo) proveniente de facilitar. De vez em quando, cá em casa, dizem-me a rir que sou uma facilitadora, mesmo antes de saber que essa palavra existia no contexto actual. Muitas vezes até concordo. Será uma qualidade ou um defeito? Dependerá da natureza daquilo que facilitamos, não é?
Voltando ao livro vi-lhe o autor, a capa e a contra-capa e fotografei-os com a minha falta de jeito proverbial, com um resultado muito pouco legível/visível. Sempre tenho dito que quando eu for grande quero ser como a UJM, blogger que eu sigo, ou como a minha filha. São autênticas artistas da fotografia. Mas, apesar da má qualidade das fotos, consigo distinguir que o autor se chama GUSTAVO SAMPAIO e que o tema versa sobre um grupo profissional que, com a sua acção, facilita a vida a Empresas privadas e também ao Estado nos mais variados serviços tais como:
Ajustes directos, contratos swap, PPP (nos sectores da saúde, educação, águas, resíduos, vias rodoviárias e ferroviárias, etc.), privatizações de empresas públicas, concessões e subconcessões, contratos de exploração a meio século, auto-estradas com portagens virtuais, rendas excessivas no sector energético, mais-valias decorrentes da venda de gás natural não partilhadas com os consumidores, aumentos das taxas nos aeroportos nacionais, direitos adquiridos sobre pontes e aeroportos que ainda não foram construídos, indemnizações devidas por causa de projectos adiados, ou mudanças de sede fiscal para ... aqui
Uma investigação e tanto, como tudo na vida, passível de contraditório se for caso disso.
Mas, quis saber mais sobre o assunto, isto é, acerca dos Facilitadores. Descobri que é uma realidade que só eu desconhecia, pelos vistos, ou então terei já lidado com isso, mas através de uma outra designação ou com outro alcance. Segundo o que li, aqui, são pessoas geradoras de ideias inovadoras e de soluções criativas de problemas. Muitas são as competências dos Facilitadores. Até há formação específica para esse desempenho.
Como dizia a minha avó: Vivendo e aprendendo.
E agora sim, despeço-me. Até daqui a oito dias.
====
1ªimagem: daqui
2ª imagem: daqui














