sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

el mundo continúa rodando, pero...



Voltarei em breve.
Entretanto, ouçamos os Poetas Andaluces




¿Qué cantan los poetas andaluces de ahora?
¿qué miran los poetas andaluces de ahora?
¿qué sienten los poetas andaluces de ahora?

Cantan con voz de hombre
pero, ¿dónde los hombres?
Con ojos de hombre miran
pero, ¿dónde los hombres?
Con pecho de hombre sienten
pero, ¿dónde los hombres?

Cantan, y cuando cantan parece que están solos
Miran, y cuando miran parece que están solos
Sienten, y cuando sienten parece que están solos

¿Qué cantan los poetas, poetas andaluces de ahora?
¿Qué miran los poetas, poetas andaluces de ahora?
¿Qué sienten los poetas, poetas andaluces de ahora?

Y cuando cantan, parece que están solos
Y cuando miran, parece que están solos
Y cuando sienten, parece que están solos

Y cuando cantan, parece que están solos
Y cuando miran, parece que están solos
Y cuando sienten, parece que están solos

Pero, ¿dónde los hombres?

¿Es que ya Andalucía se ha quedado sin nadie?
¿Es que acaso en los montes andaluces no hay nadie?
¿que en los campos y mares andaluces no hay nadie?

¿No habrá ya quien responda a la voz del poeta,
quien mire al corazón sin muro del poeta?
Tantas cosas han muerto, que no hay más que el poeta

Cantad alto, oireis que oyen otros oidos
Mirad alto, vereis que miran otros ojos
Latid alto, sabreis que palpita otra sangre

No es más hondo el poeta en su oscuro subsuelo encerrado
Su canto asciende a más profundo, cuando abierto en el aire
ya es de todos los hombres

Y ya tu canto es de todos los hombres
Y ya tu canto es de todos los hombres

Y ya tu canto es de todos los hombres
Y ya tu canto es de todos los hombres (bis)





====

Imagem: daqui
Video e letra : Youtube e Vaga lume

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Versos de amor, histórias de amor,


A folha da oliveira deitada no lume estala assim
é meu curação quando para ti não fala



Aqui tens meu curação 
E a chabe pró abrir
Num tenho mais que te dar
Nem tú mais que me pedir 



Dei um lenço ao meu amor
pra ele assoiar o pingo
gostou tánto tánto dêle
que só seaçoia ao domingo





Este não é tema novo. Todos nós conhecemos os lenços dos namorados. Mas, diz quem sabe que se trata de ritual de conquista no feminino, sendo que:

A tradição dos Lenços dos Namorados inspira-se nos lenços senhoris dos séc. XVII ou XVIII adaptados e tornados populares pelas mulheres do povo. Os motivos usados pertencem à simbologia tradicional da cultura minhota e integram elementos religiosos. As palavras e frases reproduzem a oralidade com características populares que os tornam ainda mais peculiares e interessantes.Actualmente o Lenço dos Namorados é classificado e certificado como uma peça de artesanato genuína da região minhota que integra Viana do Castelo, Vila Verde, Telões, Guimarães e Aboim da Nóbrega.*

E, continuando com as nossas tradições queria recordar uma das histórias/lendas de amor: a lenda da Princesa Fátima. 




Fátima, jovem e bela princesa moura, era filha única do emir, que a guardava dos olhos dos homens numa torre ricamente mobilada, tendo por companhia apenas as aias e, entre elas, a sua preferida e confidente Cadija.
Apesar de estar prometida a seu primo Abu, o destino quis que Fátima se apaixonasse pelo cristão que seu pai mais odiava, Gonçalo Hermingues, o “Traga-Mouros”, o cavaleiro poeta que nas suas cavalgadas pelos campos via a bela princesa à janela da torre. Rapidamente o coração do cavaleiro cristão se encheu daquela imagem e sabendo que a princesa iria participar no cortejo da Festa das Luzes, na noite que mais tarde seria a de S. João, preparou uma cilada de amor.
No impressionante cortejo de mouras e mouros, montando corcéis lindamente ajaezados, Fátima era vigiada de perto por Abu. De repente, os cristãos liderados pelo “Traga-Mouros” saíram ao caminho e Fátima viu-se raptada por Gonçalo. Mas Abu depressa se organizou e partiu com os seus homens em perseguição dos cristãos e a luta que se seguiu revelou-se fatal para o rico e poderoso Abu. Como recompensa pelos prisioneiros mouros, Gonçalo Hermingues pediu a D. Afonso Henriques licença para se casar com a princesa Fátima, a que o rei acedeu com a condição que esta se convertesse.

A região que primeiro acolheu os jovens viria a chamar-se Fátima, mas a princesa, já com o nome cristão de Oureana, deu também o seu nome ao lugar onde se instalaram definitivamente, a Vila de Ourém. **

E, assim, sem tirar nem pôr transcrevi-a para aqui.

Para terminar esta maratona recomendo a todos os namorados paz e harmonia. A violência no namoro deve e tem de ser erradicada.


HOJE

Como sou minhoto, conheço bem a tradição (em desuso) dos lenços dos namorados, apesar de nunca ter sido objecto de qualquer exemplar...
Já a lenda era totalmente desconhecida e achei-a interessante. Conheço outra parecida em que a princesa moura (Floripes) casa com o rei cristão e ue ainda hoje é levada à cena anualmente por ocasião das festas das Neves (perto de Viana do Castelo) sob a forma de "Auto da Floripes".
Da net: "Representação popular que recua aos séculos XVI-XVII, integrando-se na romaria da Senhora das Neves, realizada todos os anos, nos primeiros dias de Agosto. Os intérpretes são gente da localidade, e o espectáculo - misto de pantomima, recitativo e bailado - desenrola-se ao ar livre, no largo fronteiro igreja, envolvendo cristãos e mouros.
Numa primeira parte, procede-se apresentação de Neves, aldeia do distrito de Viana do Castelo.
Segue-se a libertação do cavaleiro Oliveiros por Floripes, irmã de Ferrabrás, o turco; fugidos para junto do acampamento de Carlos Magno, este combate os otomanos, e derrota-os...
"

Jaime Portela trouxe-me há pouco este contributo que fica aqui muito bem.
Muito obrigada, meu amigo. Bom fim de semana e um

Abraço.

=====
Quinzena do Amor

Post 25 - Penso em ti e dentro de mim estou completo, Post 24 - Desde sempre em mim, Post 23 - Sul, Post 22 - E, longe de ti, o tempo era tempo...,Post 21 - Victoria, Post 20 - Carta (Esboço), Post 19 - Morena, Post 18 - Diz o meu nome, Post 17 - Canção do africano, Post 16 - Os cinco sentidosPost 15 - Amor a amor nos convidaPost 14 - E Serei VeleiroPost 13 - Poema de Amor de António e CleópatraPost 12 - Que era é esta?Post 11  - A noite abre meus olhosPost 10 - sim.foi por um beijo em simples vendaval que morriPost 9 - Ó MãePost 8 - Alma minha gentil que te partistePost 7 - Do inquieto oceano da multidão,Post 6 - Amar teus olhosPosta 5 - Conheço esse sentimentoPost 4 - Éramos tu e euPost 3 - Saudades não as queroPost 2 -Não é por acasoPost 1 - É daqui a pouco

====
Lenços : aquiaquiaqui
* aqui
** daqui
imagem daqui

Penso em ti e dentro de mim estou completo



Pintuta de REMIGIO MEGÍAS

Vai alta no céu a lua da Primavera 
Penso em ti e dentro de mim estou completo. 

Corre pelos vagos campos até mim uma brisa ligeira. 
Penso em ti, murmuro o teu nome; e não sou eu: sou feliz. 

Amanhã virás, andarás comigo a colher flores pelo campo, 
E eu andarei contigo pelos campos ver-te colher flores. 
Eu já te vejo amanhã a colher flores comigo pelos campos, 
Pois quando vieres amanhã e andares comigo no campo a colher flores, 
Isso será uma alegria e uma verdade para mim. 


Alberto Caeiro
In: O Pastor Amoroso
Heterónimo de Fernando Pessoa



No calendário a  Primavera ainda vem longe mas o dia apresenta-se, hoje, glorioso. Do quintal do vizinho vêm-me trinados em despique, numa homenagem à Natureza. Na verdade, belos são os campos, belo é o Universo. 

Alberto Caeiro é visto pelo seu criador como o "Mestre". E ele considera-se o poeta das sensações e estas, para ele, são a única realidade. Mas vejamo-lo aqui descrito por Fernando Pessoa-ortónimo:






Alberto Caeiro nasceu em Lisboa, em 1889 e morreu em 1915, mas viveu quase toda a sua vida no campo, com uma tia-avó idosa, porque tinha ficado órfão de pais cedo. Era louro, de olhos azuis. Como educação, apenas tinha tirado a instrução primária e não tinha profissão.
Como surgiu este heterónimo? Conta o próprio Fernando Pessoa que “se lembrou um dia de fazer uma partida a Sá-Carneiro — de inventar um poeta bucólico, de espécie complicada, e apresentar-lho, já me não lembro como, em qualquer espécie de realidade. Levei uns dias a elaborar o poeta mas nada consegui. Num dia em que finalmente desistira — foi em 8 de Março de 1914 — acerquei-me de uma cómoda alta, e, tomando um papel, comecei a escrever, de pé, como escrevo sempre que posso. E escrevi trinta e tantos poemas a fio, numa espécie de êxtase cuja natureza não conseguirei definir. Foi o dia triunfal da minha vida, e nunca poderei ter outro assim. Abri com um título, O Guardador de Rebanhos. E o que se seguiu foi o aparecimento de alguém em mim, a quem dei desde logo o nome de Alberto Caeiro. Desculpe-me o absurdo da frase: aparecera em mim o meu mestre. Foi essa a sensação imediata que tive.”
Quando Fernando Pessoa escreve em nome de Caeiro, diz que o faz “por pura e inesperada inspiração, sem saber ou sequer calcular que iria escrever.”

Fonte: Carta de Fernando Pessoa a Adolfo Casais Monteiro, de 13 de Janeiro de 1935, in Correspondência 1923-1935, ed. Manuela Parreira da Silva, Lisboa, Assírio & Alvim, 1999.
In: Casa Fernando Pessoa

Nota: Trouxe para ilustrar o último post, aliás o último poema, desta Quinzena do Amor, uma pintura de Remigio Megías. Encontra-se em Arte en venta com outras pinturas, que também estão à venda, com o título "Campos en primavera". A biografia do autor: aqui. Seja-me relevada a ousadia.

====
Quinzena do Amor
Post 24 - Desde sempre em mim, Post 23 - Sul, Post 22 - E, longe de ti, o tempo era tempo...,Post 21 - Victoria, Post 20 - Carta (Esboço), Post 19 - Morena, Post 18 - Diz o meu nome, Post 17 - Canção do africano, Post 16 - Os cinco sentidosPost 15 - Amor a amor nos convidaPost 14 - E Serei VeleiroPost 13 - Poema de Amor de António e CleópatraPost 12 - Que era é esta?Post 11  - A noite abre meus olhosPost 10 - sim.foi por um beijo em simples vendaval que morriPost 9 - Ó MãePost 8 - Alma minha gentil que te partistePost 7 - Do inquieto oceano da multidão,Post 6 - Amar teus olhosPosta 5 - Conheço esse sentimentoPost 4 - Éramos tu e euPost 3 - Saudades não as queroPost 2 -Não é por acasoPost 1 - É daqui a pouco

=====  

Desde sempre em mim





Contente. Contente do instante 
Da ressurreição, das insônias heróicas 

Contente da assombrada canção 
Que no meu peito agora se entrelaça. 
Sabes? O fogo iluminou a casa. 
E sobre a claridade do capim 
Um expandir-se de asa, um trinado 

Uma garganta aguda, vitoriosa. 

Desde sempre em mim. Desde 
Sempre estiveste. Nas arcadas do Tempo 
Nas ermas biografias, neste adro solar 
No meu mudo momento 

Desde sempre, amor, redescoberto em mim.

Hilda Hilst 

(1930-2004)






Poetaficcionistacronista e dramaturga brasileira. É considerada pela crítica especializada como uma das maiores escritoras em língua portuguesa do século XX.

Sobre esta autora veja aqui, no Xaile de Seda.

=====
Quinzena do Amor
Post 23 - Sul, Post 22 - E, longe de ti, o tempo era tempo...,Post 21 - Victoria, Post 20 - Carta (Esboço), Post 19 - Morena, Post 18 - Diz o meu nome, Post 17 - Canção do africano, Post 16 - Os cinco sentidosPost 15 - Amor a amor nos convidaPost 14 - E Serei VeleiroPost 13 - Poema de Amor de António e CleópatraPost 12 - Que era é esta?Post 11  - A noite abre meus olhosPost 10 - sim.foi por um beijo em simples vendaval que morriPost 9 - Ó MãePost 8 - Alma minha gentil que te partistePost 7 - Do inquieto oceano da multidão,Post 6 - Amar teus olhosPosta 5 - Conheço esse sentimentoPost 4 - Éramos tu e euPost 3 - Saudades não as queroPost 2 -Não é por acasoPost 1 - É daqui a pouco
=====

Poema: Citador
in 'Preludios-Intensos para
 os Desmemoriados do Amor' 

Imagens:Net

SUL





Foi no Sul do meu olhar
que deste, aliviado
a palavra sémen
com que fizeste a fecundação
do nosso poema.

Vieste acordar-me o silêncio
com letras adormecidas
há tanto tempo
nas minhas entranhas
e, embevecido
mesclaste de branco
as minhas mãos
repletas de ternura.

Foi no Sul dos meus sentidos
que fizeste a luta solta
dos meus cabelos
e, ternamente, proferiste
a cantiga das palavras
qual novelo de emoções!

Chegaste, entusiasmado
aconchegando a tua boca
aos meus ouvidos
como se a Sul
a felicidade me rondasse
em jeito de borboleta
e me estimulasse a magia
do pólen presente nas rimas
do tempo já perdido.

Foi no Sul, no meu Sul
que abriste de par em par
a janela emoldurada
no limbo do nosso amor
onde mostraste a diferença
quando fizeste do meu colo
o ninho do nosso querer.

Blogue: Ausente do Céu


Inteligente, doce, tocante. Deixo-me embalar no canto das suas metáforas. Muito obrigada, querida Céu.




Para si, Júlio Eglésias & Dalida:





====


Quinzena do Amor
Post 22 - E, longe de ti, o tempo era tempo...,Post 21 - Victoria, Post 20 - Carta (Esboço), Post 19 - Morena, Post 18 - Diz o meu nome, Post 17 - Canção do africano, Post 16 - Os cinco sentidosPost 15 - Amor a amor nos convidaPost 14 - E Serei VeleiroPost 13 - Poema de Amor de António e CleópatraPost 12 - Que era é esta?Post 11  - A noite abre meus olhosPost 10 - sim.foi por um beijo em simples vendaval que morriPost 9 - Ó MãePost 8 - Alma minha gentil que te partistePost 7 - Do inquieto oceano da multidão,Post 6 - Amar teus olhosPosta 5 - Conheço esse sentimentoPost 4 - Éramos tu e euPost 3 - Saudades não as queroPost 2 -Não é por acasoPost 1 - É daqui a pouco

=====

Imagens: Pixabay 

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

E, longe de ti, o tempo era tempo,...





CISNE

Amei-te? Sim. Doidamente! 
Amei-te com esse amor 
Que traz vida e foi doente... 

À beira de ti, as horas 
Não eram horas: paravam. 
E, longe de ti, o tempo 
Era tempo, infelizmente... 

Ai! esse amor que traz vida, 
Cor, saúde... e foi doente! 

Porém, voltavas e, então, 
Os cardos davam camélias, 
Os alecrins, açucenas, 
As aves, brancos lilases, 
E as ruas, todas morenas, 
Eram tapetes de flores 
Onde havia musgo, apenas... 

E, enquanto subia a Lua, 
Nas asas do vento brando, 
O meu sangue ia passando 
Da minha mão para a tua! 

Por que te amei? 
                           — Ninguém sabe 
A causa daquele amor 
Que traz vida e foi doente. 

Talvez viesse da terra, 
Quando a terra lembra a carne. 
Talvez viesse da carne 
Quando a carne lembra a alma! 
Talvez viesse da noite 
Quando a noite lembra o dia. 

— Talvez viesse de mim. 
E da minha poesia...


Pedro Homem de Mello
In: Adeus



Sim, acontece não poucas vezes: Amor doente que poderá conduzir a situações de grande sofrimento. Um amor obsessivo que o autor, com o seu talento, tão bem descreve. 




Poeta lírico e autor de uma vasta obra, Pedro da Cunha Pimental Homem de Mello nasceu na cidade do Porto em 1904. Formou-se em Direito pela Universidade de Lisboa.Foi subdelegado do procurador da República, dedicou-se ao ensino, tendo sido director da Escola Comercial Mouzinho da Silveira.Pedro Homem de Mello foi também jornalis ta e estudioso das tradições populares e do folclore nacional, sobretudo do Norte, que durante anos divulgou num programa da RTP.Destaque também para a sua colaboração no movimento da revista literária “Presença”, fundada em Coimbra, em 1927.

Pedro Homem de Mello desenvolveu uma extensa obra poética, com a publicação de mais de 30 títulos e que vão desde a década de 30 até à década de 70. Ainda que seja um autor pouco divulgado, Pedro Homem de Mello assume o seu lugar no panorama cultural nacional.




Reveladores dessa dimensão são os prémios que recebeu: Prémio Antero de Quental (1939), Prémio Ocidente (1964), e o Prémio Nacional de Poesia em 1972.

Amália Rodrigues imortalizou algumas das suas palavras, particularmente os títulos “Povo que lavas no rio”, “O rapaz da camisola verde”, “Havemos de ir a Viana” e “Fria Claridade”, hoje temas incontornáveis no Fado.

Faleceu em 1984. Retirado de aqui


FRIA CLARIDADE




Quinzena do Amor
Post 21 - Victoria, Post 20 - Carta (Esboço), Post 19 - Morena, Post 18 - Diz o meu nome, Post 17 - Canção do africano, Post 16 - Os cinco sentidosPost 15 - Amor a amor nos convidaPost 14 - E Serei VeleiroPost 13 - Poema de Amor de António e CleópatraPost 12 - Que era é esta?Post 11  - A noite abre meus olhosPost 10 - sim.foi por um beijo em simples vendaval que morriPost 9 - Ó MãePost 8 - Alma minha gentil que te partistePost 7 - Do inquieto oceano da multidão,Post 6 - Amar teus olhosPosta 5 - Conheço esse sentimentoPost 4 - Éramos tu e euPost 3 - Saudades não as queroPost 2 -Não é por acasoPost 1 - É daqui a pouco 
====
Poema: Citador
1ª imagem: aqui
2ª imagem: