quarta-feira, 15 de maio de 2019

Parlamento Europeu

O Parlamento Europeu é composto por deputados eleitos, por sufrágio directo, pelos cidadãos dos países que integram a União Europeia, para uma legislatura de cinco anos. O número de parlamentares  é proporcional ao número de habitantes de cada estado-membro. Desse cômputo cabe a Portugal 21 lugares, os quais serão preenchidos de conformidade com os resultados das eleições que decorrerão a 26 de Maio.

Principais funções

- Criar e modificar as leis da União Europeia.

- Em conjunto com a Comissão Europeia e o Conselho Europeu, possui a função de definir e aprovar o orçamento anual da União Europeia.

- Desenvolvimento de políticas comunitárias.

- No aspecto político, possui as funções de controlar e fiscalizar o funcionamento de outros órgãos da União Europeia.

Comissões

Os deputados do Europarlamento estão divididos em 20 comissões permanentes. Estas comissões tratam de assuntos específicos como, por exemplo, comércio internacional, assuntos externos, desenvolvimento, orçamento, emprego, assuntos ambientais, transporte, indústria, agricultura, direitos humanos entre outros. Cabe a estas comissões criar leis, fiscalizar a legislação sobre os temas, além de fazer estudos e discussões para melhorar estes aspectos dentro da União Europeia. aqui

Como sabemos, a campanha eleitoral para o próximo mandato, no que diz respeito aos candidatos nacionais, começou na segunda-feira. Para além dos seis partidos já com assento no Parlamento apresentaram-se a concurso mais onze, totalizando 17.* 

O nosso papel nesse processo é fundamental. Nos dias que ainda faltam, procuremos coligir Informação e tentar vislumbrar para onde queremos direccionar as nossas escolhas no dia das eleições europeias. E votar.

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*Novos Partidos - aqui.
Bem-vindo ao Parlamento Europeu - aqui
O Parlamento Europeu: organização e funcionamento - aqui

terça-feira, 14 de maio de 2019

Passes sociais vs. Transportes públicos ? ou vice-versa...

A baixa dos preços dos passes sociais é uma coisa boa? Claro que é. Se pelo meu passe de 120€ passei a pagar apenas 40€, o que é que eu quero mais? Além disso, com a benesse de poder andar em todos os transportes públicos de todos os concelhos da minha região. É certo que de algum lado o dinheiro para esta festa terá de sair e se l'État sommes nous, para bom entendedor meia palavra basta. A corrida aos cartões tem sido quase que uma corrida ao ouro, neste caso pela sua barateza, e com muita razão.



Mas, será que a concessão de títulos mais baratos que viria implicar, naturalmente, maior número de utilizadores também implicou a disponibilização atempada de mais autocarros, de mais carruagens para o metro, de mais carruagens para o comboio? O que eu sei dizer é que chegam a passar à minha frente três autocarros de longo curso cheios (carreiras diárias) que nem param. Os motoristas, divertidos, têm a amabilidade de fazer um sinal negativo com a mão e lá ficamos a ver navios. Então dá-se uma coisa caricata: vamos a correr para a paragem anterior na esperança de haver menos gente e de se poder entrar no autocarro seguinte e a situação repete-se. Tal e qual. Do mesmo modo, comboios cheiíssimos, metro cheiíssimo. 

E quanto ao trânsito? Isso é que eu não percebo mesmo: à entrada de Lisboa continuam as filas de sempre, os autocarros avançam quase a passo ou pior. Nas minhas deslocações de táxi*, (que é transporte público ou privado?) nada mudou, tudo emperrado, um grande marasmo, salvo quando somos sacudidos por apitadelas furiosas e palavras que não primam pelo bom tom.




Como dizia a minha avó: estando no mar teremos de nadar ... e, já agora, pelos nossos próprios meios, pois com esses navegantes não temos a vida facilitada. Contudo, não faria mal nenhum se quem de direito parasse um bocadinho para pensar e chegasse à conclusão de que as medidas tomadas precisam de ser complementadas. Tantas figuras gradas que, na altura, requereram a paternidade da ideia, poderiam esforçar-se um pouco mais para ficarem bem na fotografia. Tempos de avaliação de desempenho se avizinham.

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domingo, 12 de maio de 2019

O Dia das Mães no Brasil

"O segundo domingo de maio é consagrado às mães, em comemoração aos sentimentos e virtudes que o amor materno concorre para despertar e desenvolver no coração humano, contribuindo para seu aperfeiçoamento no sentido da bondade e da solidariedade humana."
Assim declara o decreto de número 21.366, assinado pelo então presidente Getúlio Vargas (1882-1954) e publicado em 5 de maio de 1932.
O documento ainda tece três considerações para justificar a lei: "que vários dias do ano já foram oficialmente consagrados à lembrança e à comemoração de fatos e sentimentos profundamente gravados no coração humano"; "que um dos sentimentos que mais distinguem e dignificam a espécie humana é o de ternura, respeito e veneração, que evoca o amor materno"; e "que o Estado não pode ignorar as legítimas imposições da consciência coletiva, e, embora não intervindo na sua expressão, e do seu dever reconhecê-las e prestar o seu apoio moral a toda obra que tenha por fim cultuar e cultivar os sentimentos que lhes imprimem, força afetiva de cultura e de aperfeiçoamento humano". daqui


Palavras para a minha Mãe

mãe, tenho pena. esperei sempre que entendesses
as palavras que nunca disse e os gestos que nunca fiz.
sei hoje que apenas esperei, mãe, e esperar não é suficiente.

pelas palavras que nunca disse, pelos gestos que me pediste
tanto e eu nunca fui capaz de fazer, quero pedir-te
desculpa, mãe, e sei que pedir desculpa não é suficiente.

às vezes, quero dizer-te tantas coisas que não consigo,
a fotografia em que estou ao teu colo é a fotografia
mais bonita que tenho, gosto de quando estás feliz.

lê isto: mãe, amo-te.

eu sei e tu sabes que poderei sempre fingir que não
escrevi estas palavras, sim, mãe, hei-de fingir que
não escrevi estas palavras, e tu hás-de fingir que não
as leste, somos assim, mãe, mas eu sei e tu sabes.

In: A Casa, a Escuridão

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Poema: Citador
Imagem: daqui

sexta-feira, 10 de maio de 2019

CriaPOESIA - Encontro juvenil do Atlântico

Lembram-se dos arquipélagos da Macaronésia de que falámos em tempos, das suas características comuns e que, cientes disso, procuram cooperar e desenvolver actividades em vários sectores da sociedade? Pois bem, eles são: Açores, Madeira, Canárias, Cabo Verde (neste conjunto há um pequeno enclave no continente africano que, para o caso presente, não interessa). Vem isto a propósito de um Concurso de Poesia e Poesia Visual para jovens estudantes, dessa Região, como abaixo se refere:




A CRIAMAR – Associação de Solidariedade Social para o Desenvolvimento e Apoio a Crianças e Jovens, sediada no Funchal, promove a 5ª Edição do Encontro Juvenil do Atlântico, cujas inscrições terminaram a 09.01.2019, que pretende ser uma forma de dar voz aos jovens poetas-artistas que residem no território da Macaronésia. É um Concurso de Poesia e Poesia Visual destinado a alunos, até aos 23 anos de idade, que frequentem desde o 7.º até ao 12.º ano de escolaridade, nos arquipélagos referidos.

A entrega dos prémios ocorrerá amanhã, 11 de Maio.

Veja mais aqui sobre CriaPOESIA.

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Imagem - daqui 

segunda-feira, 6 de maio de 2019

Quase acreditámos na luz rodopiando as sombras



Quase acreditámos na luz rodopiando as sombras
para tornar transparente a maciez do húmus
preso à torrente das chuvas.
Pressentíamos que qualquer coisa de comovente
se alojava no brilho da folhagem atravessada
pelo perfil das aves migratórias.
Sempre soubemos que há rosas
que se desfolham antes de alguém as ver
derramando um leve aroma sobre o delírio da cor
para deslumbramento das borboletas.
Nunca se repete, sempre soubemos,
a curva do tempo na concha do olhar.

Graça Pires
in: Uma vara de medir o sol
pg.48

Querida Graça

Mais uma vez na sua seara, onde gosto de descansar a vista e alimentar o espírito. Obrigada.

Bj

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Título do post - retirado do primeiro verso
Ortografia do olhar - Blogue da autora
Imagem - daqui

sexta-feira, 3 de maio de 2019

A minha cunhada Gê

Ela veio passar a Páscoa connosco e resolveu ficar mais uns dias dizendo-me: Como amanhã é feriado vou na sexta-feira à tarde, descanso no fim-de-semana e na segunda-feira vou ao hospital saber dos meus exames. Assim foi. Nesses dias demos pequenos passeios, devagar, conversando e chegou a dizer-me: Ultimamente tenho-me cansado ao fazer pequenas caminhadas. Mas aqui não me tem acontecido. Nas nossas conversas íamos recordando o seu/nosso percurso e dizia-me: Acompanhaste-me toda a vida. E eu a ela: Ou foste tu que me acompanhaste toda a vida. Lembras-te de quando mudámos de casa e vieste connosco? Claro, como havia de me esquecer? Sempre tomaste conta de mim. Tenho marido (o teu irmão), tenho filhos, tenho muitos irmãos, mas tu é que carregaste comigo ao colo, passaste horas e horas nos hospitais enquanto eu era submetida a inúmeras intervenções cirúrgicas, enfim, estiveste sempre presente. Ela expressava a dor quando a sentia, mas tinha um espírito alegre que quem a visse não diria que padecia de uma doença auto-imune, altamente incapacitante em termos vasculares. Há oito dias não me passaria pela cabeça estar a fazer este post, embora já o pudesse ter feito, para falar um pouco da Arterite de Takayasu. Mas a vida é tão frágil, não sabemos o momento em que ela se escoa, deixando-nos impotentes. E isso aconteceu. Assim, sem mais.

Teve dois filhos quando lhe diziam que não podia tê-los. 
Dedico-lhe o poema que se segue, homenageando a mãe incansável e amorosa que foi:

Mãe

Conheço a tua força, mãe, e a tua fragilidade.
Uma e outra têm a tua coragem, o teu alento vital.
Estou contigo mãe, no teu sonho permanente na tua esperança incerta
Estou contigo na tua simplicidade e nos teus gestos generosos.
Vejo-te menina e noiva, vejo-te mãe mulher de trabalho
Sempre frágil e forte. Quantos problemas enfrentaste,
Quantas aflições! Sempre uma força te erguia vertical,
sempre o alento da tua fé, o prodigioso alento
a que se chama Deus. Que existe porque tu o amas,
tu o desejas. Deus alimenta-te e inunda a tua fragilidade.
E assim estás no meio do amor como o centro da rosa.
Essa ânsia de amor de toda a tua vida é uma onda incandescente.
Com o teu amor humano e divino
quero fundir o diamante do fogo universal. 

sábado, 27 de abril de 2019

ESTIAGEM

Com o peito em estiagem
chove choro materno .

Na boca ciosa do nado
minhoca o seio murcho.

Nem suor nem ar
lhe salgam a fome.

Amamentar-se só na doçura
das lágrimas da mãe


HELDER FAIFE


HÉLDER RAFAEL FAIFE nasceu em setembro de 1974, em Maputo, atual capital de Moçambique. Publicitário por formação desde 1994, estudou Arquitetura e Planejamento Físico na Universidade Eduardo Mondlane, também em Maputo, Moçambique. É artista plástico e membro da Associação dos Escritores Moçambicanos. aqui


Corneille - Le bon Dieu est une femme





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MEUS AMIGOS

SURGIU UM IMPREVISTO QUE ME OBRIGA A ESTAR AUSENTE POR ALGUM TEMPO.

ABRAÇO


OLINDA

terça-feira, 23 de abril de 2019

Vinte e zinco

20 de Abril

Ninguém nasce desta ou daquela raça. Só 
depois nos tornamos pretos, brancos ou
de outra qualquer raça

Extracto do diário de Irene, parafraseando
Simone de Beauvoir
...

23 de Abril

Deus fez a árvore para que o Homem não 
sentisse medo do tempo.

Dito do cego Andaré


24 de Abril

Já não carecemos da igreja: o mundo inteiro
se converteu numa imensa igreja.
De joelhos, arrebanhados até ao sonho, 
aceitamos a qualquer preço isso a que 
chamam de  redenção.

Dos cadernos de Irene


25 de Abril

"Toda a terra ficará branca com a luz das
estrelas e o céu será engolido pelas
andorinhas"

Shaka Zulu a Dingane, seu assassino


26 de Abril

Até que o leão aprenda a escrever, o
caçador será o único herói.

Nozipo Maraire, em Carta a Minha Filha

...
Vinte e Zinco é o título do livro que Mia Couto escreveu a convite da Editorial Caminho aquando do 25º aniversário da Revolução de Abril de 1974. É escrito em forma de diário, de 19 a 30 de Abril, e cada dia é iniciado com a citação de um dito dos personagens, exceptuando-se um ou outro.

Antes do primeiro dia, há uma página onde vem gravada esta fala da adivinhadora Jerussima, justificando-se o título do livro:

"Vinte e cinco é para vocês que vivem nos
bairros de cimento.
Para nós, negros pobres que vivemos na madeira 
e zinco, o nosso dia ainda está por vir"

A referida Editora convidou, na altura, outros escritores constituindo assim uma colecção fechada, Colecção Caminho de Abril. Passo a indicá-los:

Alexandre Pinheiro Torres - Amor, só Amor, Tudo Amor
Alice Vieira - Vinte e Cinco a Sete Vozes
Almeida Faria - A Reviravolta
Carlos Brito - Vale a Pena Ter Esperança
Germano Almeida - Dona Pura e os Camaradas de Abril
Manuel Alegre - Uma Carga de Cavalaria
Maria Isabel Barreno - As Vésperas Esquecidas
Mário de Carvalho - Apuros de Um Pessimista em Fuga
Mia Couto - Vinte e Zinco (citado acima)
Sebastião Salgado - Um Fotógrafo em Abril
Urbano Tavares Rodrigues - O Dia Último e o Primeiro

De referir que a indicação da Editora, destes autores e das suas obras é apenas por amor à arte, não obedecendo assim a nenhuma espécie de publicidade de que o Xaile de Seda se distancia sempre.

Neste Dia do Livro, proponho a leitura do livro de Mia Couto, que é o autor aqui homenageado, seguindo o meu propósito de, por estes dias, assinalar  escritores moçambicanos, mas também poderá ser de um dos autores acima mencionados ou então um autor e um livro à vossa escolha.

O importante é ler e, também, respeitar os direitos autorais.


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Mia Couto, Vinte e Zinco - citações páginas: 11, 24, 59, 73, 90, 98
Leia, se interessar:
Uma análise: Mia Couto e a reescrita da história: o 25 de Abril em Vinte e Zinco
Flavia Renata Machado Paiani

sábado, 20 de abril de 2019

Sábado de Aleluia!

Era assim que se chamava o sábado que antecedia o Domingo de Páscoa, uma espécie de ante-celebração. Em casa da minha avó os preceitos da Semana Santa eram observados a sério. Já a tarde da Quinta-Feira Santa, a da Última Ceia, era de muita contenção. Na Sexta-Feira Santa, o dia da Paixão propriamente dito, não se comia carne e convidava a que houvesse pouco barulho e algumas rezas. Sabíamos que ali não podíamos andar na brincadeira, portanto, fazíamo-nos desentendidos para não ter de lá ir. Mas, nada feito, havia quase sempre recados da nossa mãe para a dela, o que coincidia com a hora de rezar o terço. Isso obrigava-nos a muita concentração e a estarmos quietos. As coisas abrandavam no sábado o que, para nós, meninada, era uma bênção.



Estas lembranças surgiram-me agora de manhã e, confesso, tive muita saudade desses tempos e da minha querida avó. Fui ver se haveria por aí nesse mundo virtual algo sobre o Sábado de Aleluia. Realmente há e é conhecido também como Sábado Santo, Sábado Negro e Véspera da Páscoa, o último dia da Semana Santa, na qual os cristãos se preparam para a celebração da Páscoa. Nele se celebra o dia em que o corpo de Jesus Cristo permaneceu sepultado no túmulo. 

Assim, aos crentes desejo uma boa preparação para o dia de amanhã e aos não-crentes um excelente dia com a família.


FELIZ PÁSCOA A TODOS!


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Sábado de Aleluia - aqui e aqui
imagem - daqui
  

quinta-feira, 11 de abril de 2019

...agora somos sete...


PAULINA CHIZIANE, escritora moçambicana, diz-se contadora de histórias e não romancista: Escrevo livros com muitas estórias, estórias grandes e pequenas. Inspiro-me nos contos à volta da fogueira, minha primeira escola de arte.Essas suas palavras fazem-me lembrar a arte de contar a vida passada, os mitos e as lendas, que os mais velhos (os griots) transmitiam ou transmitem, ainda, aos jovens. A oratura - outra designação que tem vindo a fazer escola.

Balada de amor ao Vento é o primeiro livro de Paulina Chiziane, publicado em 1990 e, tal como o nome indica, trata-se de uma história de amor, antes de mais. O primeiro capítulo começa já numa toada lírica envolvente, em que a saudade, as recordações num tom sofrido nos dão a medida do valor sentimental desta narrativa. Ali, toda a natureza é chamada: as árvores, as ervas, as plantas, as flores, os bichos e, especificamente, o SaveEste atravessa o livro, quase testemunhando as ilusões e desilusões de Sarnau no seu amor por Mwando.

Tenho saudades do meu Save, das águas azul-esverdeadas do seu rio. Tenho saudades do verde canavial balançando ao vento, dos campos de mil cores em harmonia, das mangueiras, dos cajueiros e palmares sem fim. Quem me dera voltar aos matagais da minha infância, galgar as árvores centenárias como os gala-galas e comer frutas silvestres na frescura e na liberdade da planície verde. Estou envelhecida e sinto a aproximação do fim da minha jornada,(...)

Essa caminhada inicia-se quando Sarnau avista Mwando e sente-se presa àquele amor, irremediavelmente. Dá-se o encontro: as mãos encontram-se, veio o abraço tímido. Trocámos odores, trocámos sabores, empreendemos a primeira viagem celestial nas asas das borboletas. Mas cedo, vem a desilusão. Mwando casa-se com outra mulher por imposição familiar, diz ele.

E ela, Sarnau, descoroçoada, aceita casar com o filho do rei, recebendo a família o lobolo de 36 vacas. Depressa constata que existem mais seis mulheres além dela: agora somos sete...

Abri com violência a porta do meu quarto. Meu marido está ao lado de outra mulher mesmo na minha cama, sorriem, suspiram envoltos nas minhas capulanas novas, meu Deus, eu sou cadáver, abre-te terra, engole-me num só trago. Caminhei vencida para a fogueira e aqueci o banho deles...

Paulina Chiziane, denuncia, neste seu primeiro romance, a poligamia e a condição de subalternidade e humilhação da mulher. Fá-lo-á também em "Niketche - uma história de poligamia", publicado em 2002.

Queira ler, aqui, fazendo download, o seu Testemunho - EU, MULHER...POR UMA NOVA VISÃO DO MUNDO.

Um texto inspirador.

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Acabo de saber do falecimento da Dina. As suas canções fazem parte do nosso imaginário. As suas composições, a sua voz, o seu talento, dão-nos a certeza de que haverá sempre música entre nós. Para além da morte.

Há sempre música entre nós



2019-04-12


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No meu texto: 
Excertos e expressões retirados de "Balada de amor ao vento", dos capítulos 1, 6, 8 
*Uma voz feminina em África - aqui
Paulina Chiziane, primeira romancista moçambicana - com video

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Dina - "há sempre música entre nós" - Youtube