Que de fruta! E que fresca e temporã,
Nas duas boas quintas bem muradas,
“O Guardador de Rebanhos”. Poemas de Alberto Caeiro. Fernando Pessoa. (Nota explicativa e notas de João Gaspar Simões e Luís de Montalvor.) Lisboa: Ática, 1946.
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António Lobo Antunes, O Esplendor de Portugal, pgs 307 e 308
Seguindo as sugestões do "Horas extraordinárias", delas faço eco e transcrevo um pouco do que nos dizem:
Em Espanha, especialmente em Barcelona, esta data, conhecida por Sant Jordi (dia de S. Jorge), é uma verdadeira loucura, com as livrarias cheias de gente, bancas de autógrafos por todo o lado, as Ramblas cheias de tendas, flores oferecidas a quem comprar livros. É que, na Catalunha, 23 de Abril é também Dia dos Namorados, e faz parte da tradição oferecer-se um livro e uma rosa a quem se ama...
De Shakespeare e Cervantes vem-nos esta data para festejarmos o livro que, como bem sabemos, tem um percurso fantástico. Surgida na Antiguidade a escrita tem como suporte, inicialmente, tabuletas de argila ou de pedra em escrita cuneiforme encontradas na Mesopotâmia.
Mais tarde surge o papiro, depois o pergaminho... Na Idade Média temos os monges copistas, herdeiros dos escribas egípcios ou dos libraii romanos. A invenção da impressão (Sec.XIV) foi um marco muito importante na evolução do Livro.
Em 1455 Johannes Gutenberg inventa a imprensa com tipos móveis reutilizáveis e o primeiro livro impresso com essa técnica foi a Bíblia, com uma certa resistência dos monges copistas que, no silêncio dos conventos, desempenhavam a reprodução de livros destinados a uma elite.
Uma das individualidades do inicio da tipografia foi Aldus Manutius*, importante no processo de maturidade do projeto tipográfico, o que hoje chamaríamos de design gráfico ou editorial.
No passado e presentemente, sabemos muito bem a importância do Livro, não saímos de casa sem um debaixo do braço ou na mala. Ajudam-nos a passar o tempo nos consultórios, nas repartições publicas enquanto não nos atendem ao mesmo tempo que nos transmitem conhecimentos. Isto é um bocado redutor pois o papel do Livro abrange muitas áreas da Ciência, da Arte e de tudo o que na Vida interessa.
Sim, sei, agora há os telemóveis, os computadores e demais tecnologia, enfim, mas isso depende do gosto de cada um.
Aproveito para deixar aqui um poema de:
João Pedro Mésseder (Porto, 1957), nome literário de José António Gomes, é um escritor português..Professor Coordenador de Literatura da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico do Porto e investigador integrado do CIPEM / INET-md, é doutor em Literatura Portuguesa do século XX, pela Universidade Nova de Lisboa.
UM LIVRO
Levou-me um livro em viagem
não sei por onde é que andei
Corri o Alasca, o deserto
andei com o sultão no Brunei?
P’ra falar verdade, não sei
Com um livro cruzei o mar,
não sei com quem naveguei.
Com marinheiros, corsários,
tremendo de febres e medo?
P’ra falar verdade não sei.
Um livro levou-me p’ra longe
não sei por onde é que andei.
Por cidades devastadas
no meio da fome e da guerra?
P’ra falar verdade não sei.
Um livro levou-me com ele
até ao coração de alguém
E aí me enamorei –
de uns olhos ou de uns cabelos?
P’ra falar verdade não sei.
Um livro num passe de mágica
tocou-me com o seu feitiço:
Deu-me a paz e deu-me a guerra,
mostrou-me as faces do homem
– porque um livro é tudo isso.
Levou-me um livro com ele
pelo mundo a passear
Não me perdi nem me achei
– porque um livro é afinal…
um pouco da vida, bem sei.
João Pedro Mésseder
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Boas leituras, amigos.
Abraços
Olinda
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*Xaile de SedaSe te quiserem convencer de que é impossível, diz-lhes que impossível é ficares calado, impossível é não teres voz. Temos direito a viver. Acreditamos nessa certeza com todas as forças do nosso corpo e, mais ainda, com todas as forças da nossa vontade. Viver é um verbo enorme, longo. Acreditamos em todo o seu tamanho, não prescindimos de um único passo do seu/nosso caminho. (...)
José Luís Peixoto, in "Abraço"
Meus amigos,
Desejo-vos uma Páscoa Feliz com a família e que o desejo de renovação nos bafeje a todos.
Um poema de Teixeira de Pascoaes para festejarmos este dia:
Minha aldeia na Páscoa…Mas a celebração do Natal já vem dos tempos dos primeiros cristãos. Em 25 de Dezembro de 336, aconteceu a primeira celebração do Natal. Os cristãos já celebravam o Natal abertamente desde 313 possibilitada pelo Édito de Milão. O Papa Júlio I (pontificado de 337 a 352) viria a formalizar a data de 25 de Dezembro como sendo a data do nascimento de Jesus, tendo em conta que a data do seu nascimento é desconhecida.
Inicialmente restrito aos cristãos de Roma, com a oficialização do Cristianismo. Em 529 o imperador Justiniano, do Império Romano do Oriente, declarou a data feriado oficial do império. (Lembremo-nos que o Imperador Constantino converteu-se ao cristianismo em 312 d.C.).
A hipótese que subjaz à adopção do dia 25 de Dezembro como data do nascimento de Jesus apoiara-se em duas razões:
Ainda não acabei de ler o livro. Vou na página 91 das 136 que o compõem. Sempre tive curiosidade em saber mais pormenores sobre esse sismo, ocorrido a 1 de Novembro de 1755. E este autor deu-me essa oportunidade. O livro traz muitos termos técnicos que ficam para quem resolver a lê-lo. Da minha parte aqui vão mais uns apontamentos no que diz respeito ao sofrimento das pessoas, aumentado pelos incêndios que foram a principal causa dos danos materiais, já para não falar dos milhares de volumes perdidos nessa tragédia. A reconstrução de Lisboa, já com o espírito iluminista em evidência, foi de pronto levada a efeito.
Alguns lisboetas estavam em casa, outras nas igrejas, onde se festejava o Dia de todos os Santos. O caos torna difícil o retrato preciso dos fenómenos. Nos palácios, casas e igrejas, desabam paredes. As abóbadas cedem na simetria geométrica e abatem-se sobre as pessoas. O estrondo das derrocadas e dos gritos torna ainda mais difícil a precisão das observações. Os gritos, gemidos e lamentos constam de todos os relatos. O choro e o alarido das crianças causam ainda mais perturbação entre as testemunhas. (...)
A magnitude do colossal sismo acaba de provocar um efeito tremendo no fundo do oceano. A massa de água sobe numa gigantesca escala, cerca de 20 metros, provocando um tsunami transoceânico. A escala da deslocação de água na fonte do do sismo é praticamente inimaginável, um valor estimado em mil biliões de litros. As ondas propagam a energia, a caminho da costa de Portugal, Sul de Espanha e Marrocos. pg 53
Na verdade, o incêndio foi a principal causa dos danos materiais mais profundos e massivos. pg 59
Os historiadores nunca falham em referir a perda de 53 palácios, 60 capelas e 46 conventos. No entanto, nestas salas e corredores habitaram adolescentes angustiados por uma palavra severa do seu primeiro amor, criadas e lavadeiras extenuadas de trabalho alimentando sonhos de vida autónoma, mães inconsoláveis agarradas à almofada onde os filhos deixaram o último suspiro...p.67
Os 55 mil volumes do Conde de Ericeira, as livrarias de vários duques eruditos (tanto o Duque de Lafões como o Marquês de Valença eram cultíssimos leitores de obras clássicas), além das riquíssimas bibliotecas de numerosos conventos.
Recordar 1755 - André Canhoto Costa
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Na capa traz esta informação:
Nos 270 anos do Grande Terramoto de Lisboa
QUAKE - Museu do Terramoto de Lisboa
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Tenham um bom fim de semana, amigos.
Abraços
Olinda
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Terramoto de 1755 - 270 anos (1)
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