Quinze anos é muito tempo, parafraseando Paulo de Carvalho que, na sua canção, refere que dez anos é muito tempo. Ou talvez não, no caso do Xaile de Seda. Comigo tive a vossa amável companhia, com palavras bonitas e generosas. Neste tempo que passou depressa, muito tenho a agradecer: as vossas visitas, os vossos comentários, que vieram completar com mais informações o que faltava.
Como sabeis, o Xaile de Seda é um blog que prestigia a palavra dos outros, o mesmo é dizer que procuro publicitar poemas e prosas que couberam na inspiração de pessoas que têm a infinita arte de escrever. Também se trata de publicar música de que gosto, esperando que também vos tenha agradado, o que fiz com imenso prazer.
Assim, cumpri um pouco o que Voltaire teria querido dizer no final de Candide: "Il faut cultiver notre jardin".
Claro que essa expressão não poderá ser interpretado à letra, tout court, visto que o livro seria escrito depois do terramoto de Lisboa, 1755, com muita ironia e em oposição ao fatalismo de Leibniz. Segundo este todas as desgraças que acontecem neste nosso mundo têm uma razão de ser. É o optimismo no seu cúmulo, na sua melhor ou pior versão.
Desta feita, ouve-se Monsieur Pangloss dizer: Tudo vai pelo melhor no melhor dos mundos possíveis.
E enquanto temos a ilusão de que estamos no melhor dos mundos, viajando pelo século XVIII, trago esta canção de Salvatore Cutugno - l'italiano vero, que nada tem a ver com os quinze anos deste blog,
mas sim com a CHICA e o MARIDO que fizeram anos de casados há poucos dias. Assim, dedico-lhes esta canção que, como diz a própria letra:
Lasciatemi Cantare:
Toto Cutugno
Lasciatemi Cantare
Envio-vos abraços apertados, ao mesmo tempo que vos anuncio que vou iniciar uma Pausa, pequenina ou longa ainda não sei.
Dias felizes vos desejo.
Olinda
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imagens - pixabay
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