sábado, 12 de setembro de 2015

Júlio Dinis ou Diana de Aveleda ou ainda...

Joaquim Guilherme Gomes Coelho de seu nome. Escritor e médico, nascido em 1839. Morreu jovem, em 12 de Setembro de 1871, a dois meses de completar 32 anos, vítima da tuberculose. É o homem de quem Eça de Queirós disse, ao que consta:"Júlio Dinis viveu leve, escreveu de leve, morreu de leve". Não percebo o alcance destas palavras, assim arrancadas do seu contexto. Para mim como para qualquer pessoa que tenha lido os seus livros, Júlio Dinis é um autor de referência pelo seu humanismo e forma sadia como enfrentava a vida.



O primeiro livro que dele li foi A Morgadinha dos Canaviais, teria eu doze anos. Hoje convido-vos a lê-lo ou a relê-lo comigo. 
Aos poucos, fui tomando contacto com os outros títulos através da minha mãe que tinha o hábito de, muitas vezes, ler em voz alta. De vez em quando dou por mim a fazer o mesmo, quase inconscientemente.

Aproveito esta data para referir a suma importância da descoberta, em 1882, do bacilo da tuberculose por Robert Koch, doença infecto-contagiosa que causara tantas mortes. Ainda hoje chegam-nos notícias de casos que nos preocupam, por cá, em instituições hospitalares ou outras e ainda da falta da BCG, uma das vacinas da primeira infância. Todo o cuidado é pouco. Não facilitemos.

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Imagem: daqui


17 comentários:

  1. Pois mas o que ouvimos foi que agora deixa de ser obrigatória.
    E esta hein?
    Eles até decidem que deve morrer primeiro...
    Os desempregados, os velhos com fome e doentes e as crianças sem ninguém...
    Finalmente sobram políticos orgulhosos demais e de duvidosa competência

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  2. A minha mãe teve tuberculose, eu tinha 4 para 5 anos, ficou internada e não tinha cura falavam, dividiu a maioria dos filhos, eu fui a única que tive sorte.
    Sarou, mas veio o reumatismo nos ossos, ficou quase a beijar o chão e os dedos dos pés e das mão entortaram, as mãos voltaram.Minha avó jogou praga nela pois pulou a janela e foi se casar com um vagabundo. Se ela não estiver no céu não acredito em Deus.
    Beijos
    Dorli Ramos

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  3. Oi Olinda
    Não conheço o livro mas a olhar pela capa já me aguçou a curiosidade para lê-lo
    Doenças devem ser tratadas com seriedade mas infelizmente os que estão no poder não pensam dessa forma e muitas vidas são ceifadas pelo descaso
    Um belo domingo para você
    Beijos

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  4. Amei seu cantinho já estou seguindo, estou começando agora como blogueira gostaria que visitasse minha pagina e me seguisse, obrigada bjsss
    http://josianecavalli.blogspot.com.br

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  5. Muito obrigado por me acompanhar na homenagem à querida amiga Evanir.
    Te aguardo no próximo dia 24/09.
    Votos de excelente fim-de-semana.
    Um beijo
    MIGUEL / ÉS A MINHA DEUSA

    PS - Li (há muitos anos!!!) A morgadinha dos canaviais, Os fidalgos da casa mourisca, As pupilas do senhor reitor... que a minha mamma possuía e me incentivou a ler.
    Considero Júlio Dinis um grande escritor.

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  6. Lembro-me tão bem das tardes de verão, também por volta dos 12 anos, que passei a devorar os livros de Júlio Dinis. Que prazer! Eu comecei pela "Família Inglesa".

    Um beijinho e um bom domingo :)

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  7. Olinda,
    As palavras do Eça parecem-me óbvias, Júlio Dinis morreu tão cedo que foi poupado a todas as dúvidas. E estas pesam, não é verdade? E não é, através delas, que se seguem novos caminhos?

    Um beijinho :)

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  8. Eu também li esse livro.

    Isabel Sá
    http://brilhos-da-moda.blogspot.pt

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  9. Já li, mas vou aproveitar a sua sugestão e relê-lo de novo. Quanto à tuberculose, sim, todo o cuidado é pouco. Apesar de já não matar como antigamente, graças a Deus, de vez em quando ainda aparecem surtos.

    Mais uma excelente partilha, Olinda.

    Bjs

    Isabel Gomes

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  10. ~~~
    ~ Também li Júilo Dinis com 12 e 13 anos...

    ~ Júlio Dinis era de um romantismo nobre, respeitador da figura feminina...
    ~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

    ~ Já Eça, na perseguição do seu ideal realista, despersonaliza a mulher no
    .seu «Primo Basílio». Acabou por casar aos 40 anos...
    ~ Assim, E de Q classifica-se de «pesado»!

    ~ Lembrei-me dos refugiados...
    ~ Será que aceitam vacinar-se?

    ~ Uma semana feliz, Olinda, neste Outono antecipado...
    ~~~ Beijinho. ~~~
    ~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

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  11. Ainda jovem, li alguns livros do Júlio Dinis. E gostei.
    Mas é uma boa ideia reler algum livro dele para comparar...
    Olinda, tenha um boa semana.
    Um abraço.

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  12. Morreu no meu dia de anos! Só me lembro de ter lido dele A Morgadinha, mas os meus pais tinham muitos títulos, senão mesmo todos, e creio que herdei alguns :)
    Beijinhos, boa semana!

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  13. Li há muitos anos e recordo-me de ter gostado muito daquele mundo meio naïf :)
    Beijinhos

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  14. Cara Olinda, constato que não temos um, mas vários amigos em comum (o AC, o AG, o Jaime Portela, o Miguel, a querida M. das receitas que já conheço pessoalmente). Agradeço a sua amável presença no meu blog e já retribuí a gentileza, inscrevendo-me como seguidora.
    Já fui uma leitora compulsiva, (agora o tempo é escasso para ler tudo o que preciso por obrigação profissional), lembro-me de devorar os títulos do Eça e do Júlio Dinis todos os Verões, pois os livros novos não abundavam em casa. Perdi a conta às vezes que chorei com A Morgadinha.
    Beijinho, fico muito feliz por conhecer outra "esfomeada" de mundo
    Ruthia d'O Berço do Mundo

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  15. Sempre que venho aqui percebo quanto existe de riqueza na literatura, e que ainda não chegou aos meus olhos. Tenho lido pouco e preciso voltar ao hábito, pois me fazia muito bem. A tuberculose levou grandes homens. Mesmo tida como erradicada, ainda faz vítimas, mas por falta de cuidado dos pais. Bjs.

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  16. O primeiro livro que li do Júlio Dinis foi "A Família Inglesa", que era obrigatório na escola. Eu, ao contrário de muitos colegas meus, li todos os livros que se inseriam nos programas de Português (em vez de ler só os resumos).
    Em relação à "Morgadinha", apesar de já ter o livro desde a adolescência, só este ano o li todo. E gostei muito. Faz um retrato da vida daquela época e estranhamente (ou talvez não...) encontrei bastante actualidade naquelas palavras. Achei a parte do conselheiro, e de todos aqueles estratagemas políticos, bastante actual. Não é bom sinal, pois não?
    Foi uma pena que tivesse sido levado tão cedo, pela tuberculose. Deixou boa obra, embora escassa.
    Beijinhos e bom fim de semana!

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  17. Tenho de reler Júlio Dinis. Li "A Morgadinha dos Canaviais" e "Uma Família Inglesa" há tanto tempo, que já não me lembro dos enredos, nem do estilo do escritor. Uma falha a colmatar...

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