Foi no Sul do meu olhar
que deste, aliviado
que deste, aliviado
a palavra sémen
com que fizeste a fecundação
do nosso poema.
Vieste acordar-me o silêncio
com letras adormecidas
há tanto tempo
nas minhas entranhas
e, embevecido
mesclaste de branco
as minhas mãos
repletas de ternura.
Foi no Sul dos meus sentidos
que fizeste a luta solta
dos meus cabelos
e, ternamente, proferiste
a cantiga das palavras
qual novelo de emoções!
Chegaste, entusiasmado
aconchegando a tua boca
aos meus ouvidos
como se a Sul
a felicidade me rondasse
em jeito de borboleta
e me estimulasse a magia
do pólen presente nas rimas
do tempo já perdido.
Foi no Sul, no meu Sul
que abriste de par em par
a janela emoldurada
no limbo do nosso amor
onde mostraste a diferença
quando fizeste do meu colo
o ninho do nosso querer.
Blogue: Ausente do Céu
Inteligente, doce, tocante. Deixo-me embalar no canto das suas metáforas. Muito obrigada, querida Céu.
Para si, Júlio Eglésias & Dalida:
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Quinzena do Amor
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