Tudo está no seu sítio. As aparências apagaram-se.
As coisas vacilam tão próximas de si mesmas.
Concentram-se, dilatam-se as ondas silenciosas.
É o vazio ou o cimo? É um pomar de espuma.
Uma criança brinca nas dunas, o tempo acaricia,
o ar prolonga. A brancura é o caminho.
Surpresa e não surpresa: a simples respiração.
Relações, variações, nada mais. Nada se cria.
Vamos e vimos. Algo inunda, incendeia, recomeça.
Nada é inacessível no silêncio ou no poema.
É aqui a abóbada transparente, o vento principia.
No centro do dia há uma fonte de água clara.
Se digo árvore a árvore em mim respira.
Vivo na delícia nua da inocência aberta.
António Ramos Rosa,
in "Volante Verde"
Mas a celebração do Natal já vem dos tempos dos primeiros cristãos. Em 25 de Dezembro de 336, aconteceu a primeira celebração do Natal. Os cristãos já celebravam o Natal abertamente desde 313 possibilitada pelo Édito de Milão. O Papa Júlio I (pontificado de 337 a 352) viria a formalizar a data de 25 de Dezembro como sendo a data do nascimento de Jesus, tendo em conta que a data do seu nascimento é desconhecida.
Inicialmente restrito aos cristãos de Roma, com a oficialização do Cristianismo. Em 529 o imperador Justiniano, do Império Romano do Oriente, declarou a data feriado oficial do império. (Lembremo-nos que o Imperador Constantino converteu-se ao cristianismo em 312 d.C.).
A hipótese que subjaz à adopção do dia 25 de Dezembro como data do nascimento de Jesus apoiara-se em duas razões:






