sexta-feira, 25 de abril de 2025
Diz
quinta-feira, 25 de abril de 2024
Dia da Liberdade
- Graça Pires - "Era madrugada em Lisboa - Um dia com muitos dias dentro" - Livro lançado recentemente. pg 30
domingo, 21 de abril de 2024
Diz
quinta-feira, 7 de março de 2024
Dia da Mulher
Todos os dias é a luta pela sobrevivência, a fuga aos maus tratos, à violência, às violações e, muitas vezes, à morte. Fuga nem sempre conseguida. Umas sem recursos, sem-abrigo, outras empregadas domésticas, empregadas fabris, empregadas de escritório, seja qual for a ocupação, o mesmo descaso, quase desprezo, o assédio, parece que ainda não encontrámos o nosso lugar no mundo. Em todo lado é a mesma coisa, com mais ou menos sofisticação, pois existe o tormento moral de mulheres que, mesmo com posses, continuam a ser vítimas.
Não desdenho deste dia 8 de Março, que nos é dedicado. Digamos que é um dia em que talvez tenhamos a oportunidade de todos falarmos do mesmo, embora saibamos que essa comemoração poderá ser vazia de conteúdo. Sabemos que a História da Mulher é prenhe em martírios e desconsiderações, mas também sabemos que muita coisa mudou com o passar dos tempos.
Mulher
aqui, aqui, aqui, no Xaile de Seda.
Talvez apareçam repetidos alguns
posts ou faltem alguns nesta
pesquisa.
Poema: daqui
sábado, 24 de abril de 2021
Mulheres do meu País
o gesto e a palavra
segunda-feira, 8 de março de 2021
Contra a Fome
terça-feira, 9 de fevereiro de 2021
Poeminha amoroso
sábado, 25 de abril de 2020
Pequena história - sem Abril
Deixo-vos aqui uma pequena história, real, que me foi contada por pessoa amiga. Sem pormenores ou atavios:
Maria era a mais velha de nove irmãos. Em casa, o braço direito da mãe. Por morte do pai ela teve direito a herança de alguma monta. Aos 18 anos casou. Nunca foi herdeira de coisa nenhuma. O marido intitulava-se e intitulou-se toda a vida como herdeiro de Timóteo Henriques,* gerindo e vendendo as terras como lhe aprazia. Toda a vida calada, aos oitenta e seis anos desatou-se-lhe o subconsciente e entre o alzheimer e momentos de consciência dizia: este homem roubou-me as minhas terras. Faleceu em 2003.
Para ela Abril nunca se cumpriu.
Casos que se desenrolam no tempo e que cerceiam à Mulher a liberdade de decidir da própria vida. Nem haverá lugar a perplexidades porque sabemos muito bem que a mentalidade não muda por decreto.
Desejo-vos um Dia vivido em pleno!
Que o 25 de Abril se manifeste em cada um dos nossos actos.
Abraços.
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Excerto do Poema, MÍTICAS AURORAS - 25 de Abril, Sempre!, de Manuel Veiga, no seu blog - Perdoe-me o Autor a ousadia - Obrigada
Leiam, se lhes interessar, para reavivar a memória - aqui (Dossier)
Imagem: daqui
* Nome fictício
quarta-feira, 25 de abril de 2018
Dos Direitos da Mulher e da Cidadã
Hoje, pretendo apenas referir a situação da Mulher neste mundo que consideramos livre. Há uma violência contra ela que não abranda, chegando a extremos irreversíveis. E enquanto não lançarmos campanhas de mudança de mentalidade não vamos lá com decretos. Há uma falha civilizacional que persiste e não tem sido por falta de referências e de entrega em relação a pessoas que até com a própria vida têm tentado ao longo da História fazer valer princípios que deveriam ser ingénitos.
Dito isto, chego ao que aqui me traz hoje. Neste dia de comemorações, Dia da Liberdade, assinalo uma voz que emerge do Sec. XVIII. Uma voz de mulher que em plena Revolução Francesa, 1789, pugna pelos direitos da Mulher. Nada de admirar, dir-se-á. Não se trata da revolução que nos conduz à divisa Liberté, Égalite, Fraternité? Com efeito, uma revolução que, logo nos primeiros dias, produzira a Declaração tida como das mais inspiradoras no que aos direitos do homem diz respeito. Mas é precisamente nesse aspecto que falha: deixa de fora a Mulher que continuava sem direito ao voto, de acesso a instituições públicas, liberdade profissional, sem direitos de propriedade, entre outros.
A Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, de 1789, tantas vezes citada e louvada, é, assim, posta em causa por Olympe de Gouges, nascida Marie Gouze. Sobre o modelo da referida Declaração produzira uma outra a que dera o nome de Declaração dos Direitos da Mulher e da Cidadã, de 1791, dirigida à Rainha, Maria Antonieta, com o objectivo de que fosse aceite e aprovada pela Convenção Nacional, com as alterações devidas, frisando que a "Mulher nasce livre e permanece igual ao homem em direitos".
Olympe de Gouges fora ostracizada, guilhotinada e esquecida pela gerações seguintes até que em 1986 a Declaração dos Direitos da Mulher e da Cidadã, 1791, foi publicada por Benoîte Groult e:
Em 6 de março de 2004, em Paris, uma praça foi denominada como Place Olympe de Gouges. (...)Em 2007, a candidata presidencial francesa, Ségolène Royal expressou o desejo de que os restos mortais de Gouges fossem movidos para o Panteão. No entanto, seus restos, como os das outras vítimas do regime de terror, foram perdidos através do sepultamento em covas comuns.
HOJE E SEMPRE, HONREMOS OS NOSSOS MORTOS E SEJAMOS DIGNOS DO SEU LEGADO.
ABRAÇO.
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*em grande parte.
Leia:
A declaração e contrato social
Declaração dos Direitos da Mulher e da Cidadã
Déclaration des droits de la femme et de la citoyenne
sexta-feira, 3 de novembro de 2017
A mulher em Portugal
Este é um documento que é uma ferramenta de trabalho inestimável. Quem quiser pegar num ou outro ponto poderá partir para grandes descobertas.
Boa leitura!
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*A mulher em Portugal - Alguns aspetos do evoluir da situação feminina na legislação nacional e comunitária. Volume I e Volume II
Imagens: Pixabay









