A apresentar mensagens correspondentes à consulta Língua Portuguesa ordenadas por relevância. Ordenar por data Mostrar todas as mensagens
A apresentar mensagens correspondentes à consulta Língua Portuguesa ordenadas por relevância. Ordenar por data Mostrar todas as mensagens

domingo, 18 de maio de 2014

Comemoração dos "8 Séculos da Língua Portuguesa"

Numa espécie de resposta às minhas questões inseridas no post de oito do corrente mês, encontrei na revista e-Cultura referências às comemorações dos "800 anos da Língua Portuguesa", que decorrem entre 5 de Maio e 10 de Junho.





Eis o texto:

Entre 5 de maio de 2014 (Dia da Língua Portuguesa instituído pela CPLP) e 10 de junho de 2015 decorre a celebração dos “8 Séculos da Língua Portuguesa”, evento organizado pela Associação com o mesmo nome, que visa a valorização e a visibilidade da Língua Portuguesa enquanto idioma oficial de oito países inseridos em múltiplas matrizes geopolíticas e culturais.

Esta iniciativa assinala os 800 anos da Língua Portuguesa, tendo por base os primeiros documentos escritos em português – Testamento de D. Afonso II (1214), Notícia dos Fiadores (1175) e outros documentos dessa época.

A Associação “8 Séculos de Língua Portuguesa” conta com algumas pessoas de reconhecido mérito entre fundadores e corpos dirigentes, tais como os escritores Alice Vieira e António Torrado, os jornalistas Laurinda Alves e Mário Figueiredo, as professoras universitárias Inês Sim-Sim, Helena Bárbara Marques Dias e Marta Martins e Vasco Alves, ex–dirigente do Ministério da Educação.

O Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, IP apoia a celebração dos “8 Séculos da Língua Portuguesa”.

O projeto apresenta, entre outros, os seguintes objetivos:

- Fazer uma grande comemoração da Língua Portuguesa em todo o mundo lusófono, em 2014/2015, por altura da comemoração dos seus 8 séculos;

- Contribuir para a aproximação dos países lusófonos, bem como de Macau, em torno de uma grande manifestação cultural;

- Contribuir para pensar a afirmação da Língua Portuguesa no mundo, a nível cultural, político e económico, bem como nas grandes instituições internacionais;

- Contribuir para dar a conhecer nacional e internacionalmente poetas, escritores e artistas do mundo lusófono;


- Contribuir para incentivar a produção poética em língua portuguesa no mundo lusófono.

O Programa encontra-se aqui

Num site do Ministério de Educação encontrei também esta referência:

A Direção-Geral da Educação participará neste evento através da divulgação das várias atividades a desenvolver pela Associação, tais como a conceção de um sítio na internet, o lançamento de livros de poesia ou a realização de colóquios, de exposições e de grandes acontecimentos culturais e económicos subordinados à temática da celebração da Língua Portuguesa.


A imagem é do Observatório da Língua Portuguesa que noticiava talvez em Janeiro ou Fevereiro: Conferência de apresentação pública das Comemorações dos 8 Séculos da Língua Portuguesa, no dia 17 de Fevereiro, às 18 horas, no auditório B203 do ISCTE, em Lisboa.


Pelos vistos só eu é que não sabia de nada. Talvez porque a notícia não me tenha chegado pela via mais óbvia que é a TV ou então estive desatenta...

Desejo-vos um óptimo domingo.


domingo, 9 de maio de 2021

A Língua Portuguesa - um idioma trajado de arco-íris

A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) estabeleceu, em 2009, o dia 5 de Maio como sendo o dia da Língua Portuguesa, reconhecido pela UNESCO, para ser falada, lida, escrita, homenageada, em suma. Que me tenha apercebido, não me parece que a data tenha sido assinalada, por cá, com a grandeza merecida.

O Brasil já antes designara, desde 2006, o dia 5 de Novembro para celebração desta nossa Língua comum. E mais, tem um Museu da Língua Portuguesa* o primeiro museu totalmente dedicado a um idioma. Celebra a língua como elemento fundador e fundamental da cultura de todos os países que adotam um idioma de forma oficial. Neste caso, experiências interativas, conteúdo audiovisual e ambientação conduzem os visitantes a um “mergulho” na história da língua portuguesa.


Museu da Língua Portuguesa - São Paulo

E que história! Língua sumamente viajada e quando regressa vem trajada de doces requebros e mágicas significações. Por África andou tempo suficiente para que depois nascesse uma disciplina nomeada Literaturas Africanas de Língua Portuguesa que engloba, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe, isto é, os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa - os PALOP. 

Pelo Xaile de Seda têm passado nomes de grandes vultos africanos que honram a Língua Portuguesa, que escrevem em prosa e em verso, contribuindo para o seu enriquecimento. De tantos e tão excelentes autores e estudiosos, quem trarei para ilustrar agora esta minha publicação? Muitos deles, mas ainda poucos, fazem parte dos cadilhos deste Xaile. 

Vejamos, então... 

Pois, poderia falar um pouco de Inocência Mata, mulher africana, de São Tomé e Príncipe, investigadora, autora de várias obras, definindo-se ela própria como fruto de várias culturas e, precisamente, Professora na Faculdade de Letras de Lisboa da disciplina que refiro acima: Literaturas Africanas de Língua Portuguesa.


Maquêquê - São Tomé e Principe

E não só. Vejamos um pouco do seu currículo:

Inocência Mata Doutora em Letras pela Universidade de Lisboa e pós-doutora em Estudos Pós-coloniais pela Universidade de Califórnia, Berkeley; é professora da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, na área de Literaturas, Artes e Culturas, e investigadora do Centro de Estudos Comparatistas (CEC). Foi, de 2014 a 2018, professora na Universidade de Macau, onde exerceu com uma licença especial do Reitor da ULisboa, tendo sido vice-diretora do Departamento de Português da Universidade de Macau, coordenadora do Programa de doutoramento, PhD in Literary and Intercultural Studies (Portuguese), e diretora do Centro de Investigação de Estudos Luso-Asiáticos (CIELA). 
Mais aqui 






Hoje festeja-se uma data importante - O Dia da Europa. 
Além disso, neste ano assinala-se o 36º aniversário da assinatura do Tratado de Adesão de Portugal ao projecto europeu, o qual entraria em vigor a 01 de Janeiro de 1986.

E porque o tema desta publicação é sobre a Língua Portuguesa, penso ser de referir o lugar que o nosso idioma ocupa no mundo: 

É uma das línguas oficiais da União Europeia, do Mercosul, da União de Nações Sul-Americanas, da Organização dos Estados Americanos, da União Africana e dos Países Lusófonos. Com aproximadamente 280 milhões de falantes, o português é a 5.ª língua mais falada no mundo, a 3.ª mais falada no hemisfério ocidental e a mais falada no hemisfério sul do planeta. aqui

Uma língua continua viva se for falada, escrita, amada e bem tratada.
Façamos por isso.


Bom fim de semana, meus amigos.

Abraços


====

*Fechado desde 2015 após incêndio de grandes proporções, a sua reabertura está prevista para a segunda metade deste ano de 2021.

Inocência Mata, especialista em Literatura da Lusofonia - aqui

Encontrará aqui e aqui, no Xaile de Seda, alguns posts sobre a "Lingua Portuguesa" e "Europa"

sexta-feira, 18 de outubro de 2019

A Portuguesa Língua

Já é por demais sabido: adoro estas palavras que António Ferreira, poeta, dramaturgo, Sec. XVI, dirigira ao amigo Pêro d'Andrade Caminha e elas fazem-se presentes aqui no Xaile de Seda sempre que sinto a necessidade de relembrar o legado que nos foi confiado:

Floreça, fale, cante, ouça-se e viva
A Portuguesa língua, e já onde for
Senhora vá de si soberba, e altiva.
Se téqui esteve baixa e sem louvor,
Culpa é dos que a mal exercitaram:
Esquecimento nosso, e desamor.

Mas tu farás, que os que a mal julgaram,

E inda as estranhas línguas mais desejam,
Confessem cedo ant'ela quanto erraram.
E os que depois de nós vierem, vejam
Quanto se trabalhou por seu proveito,
Porque eles para os outros assi seja.

António Ferreira



Hoje, o motivo é outro, que é o de registar o reconhecimento da importância do nosso idioma, como desejava o grande António Ferreira, agora a nível mundial.

Pois bem, acordei com a bela notícia de que a UNESCO aprovou o dia 5 de Maio como Dia Internacional da LÍNGUA PORTUGUESA, dia que já tinha sido instituído pela CPLP, a 20 de Julho de 2009, e mais:

“É a primeira vez que a UNESCO toma uma decisão destas em relação a uma língua que não é uma das línguas oficiais da UNESCO. Por unanimidade, as pessoas reverem-se na ideia de que é importante um dia mundial da língua portuguesa é muito importante”, afirmou António Sampaio da Nóvoa em declarações à agência Lusa. aqui

Mas lembremo-nos de um dado muito importante: o Brasil já comemora o Dia da Língua Portuguesa desde 2006, Dia 5 de Novembro, assim:

No Brasil, o Dia Nacional da Língua Portuguesa foi criado a partir do decreto de lei nº 11.310, de 12 de junho de 2006, estipulando a celebração para o dia 5 de novembro.

A escolha desta data é uma homenagem ao escritor e político brasileiro Ruy Barbosa, que nasceu em 5 de novembro de 1849, e é considerado um grande estudioso da língua portuguesa.



E agora, tempo para ouvir MARIZA e TITO PARIS

Beijo de Saudade
(Título original)
"Onda Sagrada di Tejo"
Morna de B.Léza

E também VITORINO, 
seduzido pela toada desta Morna 


NOTA:

"ONDA SAGRADA DI TEJO" - Morna de B. Léza , Francisco Xavier da Cruz.

A mesma Morna, duas versões:

1- Mariza canta-a, com Tito Paris, dando-lhe um toque de Fado e mudando-lhe o título para "Beijo de Saudade".
Segundo Carlos Saura, está tudo ligado. Veja SOLTE-SE A VOZ, aqui, no Xaile.

2- VITORINO com uma interpretação mais próxima do original. O título, de "Onda Sagrada di Tejo", passa para "Ondas Sagradas do Tejo".

Mas, ouso ainda acrescentar a interpretação de TITINA, talvez a que B. Léza teria gostado de ouvir, ou ouviu, e mais coincidente com a versão original.


E que eu prefiro.

sexta-feira, 28 de junho de 2019

Moçambicanidade - as línguas nacionais e a língua portuguesa

Que é isso de moçambicanidade, caboverdianidade, angolanidade, portugalidade ... ? Uma afirmação, uma vontade, uma necessidade, penso. Necessidade quase visceral, essa vontade de se afirmar a autodeterminação em relação ao outro. E no que diz respeito às ex-colónias creio que lhe estão subjacentes os conceitos/movimentos de negritude e pan-africanismo, que já aqui abordámos ainda que de forma breve. 

Mas acontece outro fenómeno, se é que se pode chamá-lo desse modo: ultrapassada a fase do colonialismo a premência coloca-se dentro dos próprios territórios independentes, uma espécie de tomada de consciência no quanto será possível chamar a si os parâmetros da sua cultura, da língua, história e nela a criação dos próprios mitos, numa busca da identidade nacional. Já antes, poetas como Rui de Noronha, Noémia de Sousa, José Craveirinha e outros desbravavam o caminho que viria a desembocar na proclamação dessa Pátria que tanto desejavam.

E quando não se tem apenas uma língua, mas dez, trinta, quarenta ou mais? Como fazer para nos entendermos? Essa multitude de idiomas verifica-se na Guiné-Bissau, em Moçambique, em Angola (onde já se conhecem acções no sentido de se ensinar nas escolas seis de maior expressividade): línguas de origem bantu, grupo etnolinguístico que abarca o continente africano, principalmente desde o sul do Sahara  e que engloba cerca de 400 subgrupos étnicos diferentes.

E é assim que:



Moçambique acorda no pós-independência com um problema entre mãos. E agora? Como falar a todos de modo a fazer passar a mensagem, do Rovuma ao Incomati, território preconizado e querido desde há muito? Esse território cujo berço é preenchido por mais de quarenta línguas e outros tantos usos e costumes, ainda que aparentados, necessitava de algo em comum e que facilitasse a vida aos políticos. Assim, Samora Machel vê na língua portuguesa o elo que lhe faltava. Proclama-a língua do Estado, estatuíndo-a como língua de unidade nacional e, naturalmente, com a obrigatoriedade de ser utilizada em todos os actos públicos, em todas as instituições, 
em todas as repartições, em todos os discursos, 
em todos os contactos.


Era precisamente o idioma que veículava as ideias dos intelectuais, a única ensinada nas escolas, e que aos poucos iam mesclando de palavras e expressões das respectivas línguas maternas. Língua viva que no quotidiano é enriquecida de novos vocábulos e também falada por poucos, cerca de metade da população ou apenas pelas elites da terra. Um paradoxo e factor de exclusão - diz-nos Ricardo Mudaukane. 

Exclusão essa que afecta todos os domínios do país: a nível político e económico, poucos são os moçambicanos que têm acesso ao teor do discurso político e a oportunidades de emprego e até de negócio que, infelizmente, é quase que exclusivamente veiculado e processado através da língua oficial. A nível social, e como se sabe, nalguns círculos de interesse, o não domínio da língua oficial, principalmente no contexto mais urbanizado, pode levar a que certos grupos de pessoas se vejam marginalizados.*



No que diz respeito ao ensino básico, os meninos falam as suas línguas maternas até irem para a escola, deparando-se depois com uma língua completamente estranha, na maior parte das vezes, com o ónus de terem de fazer nela a sua estrada, condicionando a sua vida profissional, no futuro. Por isso, já se discute seriamente a forma de se alterar esse estado de coisas e até há quem fale em se "livrarem" do português, não no sentido literal mas de modo a incluí-lo num sistema mais alargado onde as línguas maternas** também tenham o seu lugar, de direito.


====
E como adoro a Língua Portuguesa e admiro imensamente a carta escrita por António Ferreira, Sec. XVI, ao seu amigo Pêro de Andrade Caminha, defendendo o seu uso em vez do castelhano, pelo que penso: à chacun son Everest, aqui deixo um excerto da mesma:


Floreça, fale, cante, ouça-se, e viva
A Portuguesa língua, e já onde for
Senhora vá de si soberba, e altiva.
Se téqui esteve baixa, e sem louvor,
Culpa é dos que a mal exercitaram:
Esquecimento nosso, e desamor.

Mas tu farás, que os que a mal julgaram,
E inda as estranhas línguas mais desejam,

Confessem cedo ant´ela quanto erraram.
E os que despois de nós vierem, vejam
Quanto se trabalhou por seu proveito,
Porque eles para os outros assi sejam.


In: Carta III
aqui

====

Queiram ler, se lhes interessar:

Bantus
- Línguas de Moçambique aqui

*A língua portuguesa é factor de exclusão em Moçambique - 
27 de Julho de 2014, 3:31 aqui

- Mia Couto - A língua portuguesa em Moçambique - Ciberdúvidas aqui
Texto publicado na antologia galega "Do músculo da boca", Ed. Encontro Galego no Mundo, Santiago de Compostela, 2001.

- Ensino bilingue em Moçambique aqui - Ângela Filipe Lopes - Faculdade de Letras da Universidade do Porto Centro de Linguística da Universidade do Porto (Portugal) 
Maria da Graça L. Castro Pinto - Faculdade de Letras da Universidade do Porto Centro de Linguística da Universidade do Porto (Portugal)

-Em Moçambique, idioma Português se mistura com as línguas maternas - Folha de São Paulo - aqui

**  Línguas nacionais são receita de sucesso nas escolas moçambicanas: aqui


Imagem - daqui

sábado, 5 de maio de 2012

Quanto mais eu sinta como várias pessoas


Hoje, Dia da Língua Portuguesa e da Cultura da CPLP, transcrevo aqui esta passagem do poema Afinal, de Álvaro de Campos, em que celebra a multiplicidade, a pluralidade, qualidades intrínsecas do seu criador, Fernando Pessoa. Numa interpretação livre, poderia adaptar as suas palavras à diversidade cultural e, ao mesmo tempo, à desejada unidade destes países, transmitida através da mesma língua: 




Quanto mais eu sinta, quanto mais eu sinta como várias pessoas,
   
Quanto mais personalidade eu tiver,
   
Quanto mais intensamente, estridentemente as tiver,

   
Quanto mais simultaneamente sentir com todas elas,

  
Quanto mais unificadamente diverso, dispersadamente atento,

   
Estiver, sentir, viver, for,

   
Mais possuirei a existência total do universo,

   
Mais completo serei pelo espaço inteiro fora.

   
Mais análogo serei a Deus, seja ele quem for,

   
Porque, seja ele quem for, com certeza que é Tudo,

   
E fora d'Ele há só Ele, e Tudo para Ele é pouco.

Poderia também, citando Bernardo Soares, apossar-me da expressão, constante do seu Livro do Desassossego, 'a minha pátria é a língua portuguesa' tantas vezes arrancada do contexto do próprio livro e interpretada de conformidade com os nossos anseios, mas sempre carregada de grande simbolismo.

De um escritor e humanista do Sec. XVI que já citei, talvez por duas vezes, neste blog, António Ferreira, a carta ao amigo Pêro Andrade de Caminha, incitando-o a escrever em língua portuguesa; eis uma passagem que nos vem sempre ao pensamento quando se trata de nos orgulhamos do nosso idioma:


Floreça, fale, cante, ouça-se e viva
A Portuguesa língua, e já onde for

Senhora vá de si soberba, e altiva.

Se téqui esteve baixa e sem louvor,

Culpa é dos que a mal exercitaram:

Esquecimento nosso, e desamor.





Estarei aqui a esquecer-me do grande Luís de Camões? Impossível. Os Lusíadas na vertente épica e a sua Lírica são as expressões maiores da nossa língua. Quem é que se esqueceria deste dito do Gama: 'esta é a ditosa pátria  minha amada' ou, por exemplo, do início deste soneto 'naquela triste e leda madrugada'?



Mas não nos faltam exemplos de grandes autores nesta língua declarada  língua oficial em oito países (CPLP) e cujos vestígios se encontram nos quatro cantos do mundo.



Voltarei com algumas postagens, homenageando alguns dos autores dos países que compoem a CPLP.

Tenham um excelente sábado... :)




Imagens:Internet

sexta-feira, 15 de novembro de 2024

"Mãos que falam"





Poucas vezes nos lembramos que a Língua Gestual é uma das três línguas oficiais portuguesas, a par com o Mirandês e o Português.

Efectivamente: 

A 15 de Novembro de 1997 a Língua Gestual Portuguesa (LGP) foi reconhecida enquanto língua da comunidade surda portuguesa pela Constituição da República (Artigo 74, n.º 2, alínea h).

Foi também no dia 15 de Novembro de 1995 que foi criada a Comissão para o reconhecimento e proteção da Língua Gestual Portuguesa e a defesa dos direitos das pessoas surdas.

Não é uma Língua universal porquanto cada país tem os seus códigos. No entanto, no século XIX D.João VI chamou a Portugal o sueco Pär Aron Borg que tinha fundado no seu país um instituto para educação de surdos e logo em 1823 foi criada a primeira escola portuguesa com essa valência. Assim, embora os vocabulários das línguas gestuais portuguesa e sueca sejam diferentes, o alfabeto tem uma origem comum.

É usada por cerca de 30000 surdos bem como pela comunidade envolvente formada por familiares e técnicos da área.

Aprendamos, também, um pouco:



Gestinhos - 
Aprendo Língua Gestual Portuguesa



====
Leia:
aqui mãos que falam (artigo de 2023)
aqui Língua Gestual Portuguesa

Língua gestual

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Emigração - marcas no tempo

A mala de cartão e o trolley, marcas ou objectos que traduzem a mesma realidade: a emigração. Na mala de cartão seguiam as necessidades e o desespero de quem se aventurava a atravessar fronteiras clandestinamente, a salto, principalmente, para França, nos finais da década de 50 e durante a de 60. No trolley e no coração, os novos emigrantes, a geração mais qualificada de sempre, carregam as suas ilusões e desilusões mas também a esperança em dias melhores.




Se há quem refira que hoje em dia os emigrantes viajam com telemóveis, computadores e em melhores condições, como, por exemplo, em relação aos meios de transporte e documentação, o facto é que tanto num caso como noutro, deixam para trás a família, os amigos, o seu rincão. Mas, se quisermos recuar no tempo encontraremos aqueles que emigraram para o Brasil e África, muitos deles degredados, e outros na ânsia de encontrar, como agora, um estilo de vida compatível com as suas aspirações, nem sempre conseguido. Sobre esta época da nossa História, que condicionou em muito a de outros povos, muito haveria a dizer. Uma marca indelével.

Não vou alongar-me neste tema, pelo menos por agora. O que pretendo, hoje, é reproduzir aqui umas quantas ideias que alguns dos novos emigrantes gostariam de transpor para o nosso dia-a-dia. Li isto na revista Visão, em princípios de Outubro último. Quer dizer que vai fazer um mês, mas já sabem, as coisas neste Xaile andam um pouco au ralenti.




Telejornais curtos
As notícias na tele, em horário nobre, são concentradas em quinze minutos, muito factuais, sem intervalos nem intervalos a todas as pessoas mais as suas tias e o cão, e sem "diz-que-disse-e-que-parece".-Engenheiro aeroespacial, há onze anos em Darmstadt, Alemanha.

Despejar a arrecadação
Em cada fim de semana, um bairro diferente organiza uma venda para livrarmos de tudo o que temos a mais, a preços simbólicos. É também um pretexto para estarmos com os vizinhos, petiscar e comprar alguma coisa que nos faz falta. -Conservadora restauradora, há dois anos em Genève, Suíça.

Separar o lixo orgânico
Na minha primeira semana, não separei devidamente o lixo orgânico (restos de comida e cascas de legumes e de ovos) e recebi logo uma carta. No nosso prédiio, temos diferentes contentores, e há dias certos para as recolhas. O lixo orgânico é reciclado para a agricultura. - Arquiteto, há um ano em Lindau, Alemanha.

Garrafas com depósito
A maioria das cervejas vem em garrafas iguais, seja qual for a marca, e pode-se devolver uma grade com marcas misturas. As garrafas de plástico também têm depósito.-Avaliador de patentes em Haia, Holanda.

Apoio à natalidade a sério
A maternidade paga-se, mas o Estado dá logo mil euros. A nossa filha nasceu há um ano e o parto custou bem menos. Até aos cinco anos dela, a Segurança Social tem serviços de apoio pelos quais não pagamos um tostão. O sistema de apoio à natalidade funciona tão bem que, em 2012, a Bélgica subiu para o 6º lugar (na UE) em termos de taxa de natalidade. - Doutoranda em Engenharia Biocientífica e Jornalista freelancer, ambos, há cinco anos em Bruxelas, Bélgica.

Biblioteca da Língua
Aqui, existe um Museu da Língua Portuguesa. O meu sonho era construir em Lisboa uma grande biblioteca da língua portuguesa (à semelhança da antiga Biblioteca de Alexandria), que teria todos os livros publicados nos PALOP.- Realizador há um ano em São Paulo, Brasil.

Viva a autonomia
As escolas têm uma gestão autónoma. Não há concursos para a contratação de professores. A direcção recruta-os com base no mérito e experiência, empatia com o projeto, etc. Logo, as escolas competem entre si, o que eleva a qualidade do ensino. Acresce que a comunidade é muito participativa. Por exemplo, a escola da minha filha quis angariar fundos para os professores receberem formação para leccionarem, com maior qualidade, a língua inglesa. Cada miúdo teria de entrar numa corrida e recolher apostas. Os donativos correspondiam às voltas que cada um dava, vezes o montante apostado. Com esta ideia supersimples angariou-se 20 mil euros. - Gestora  de investigação e ciência, há cinco anos em Groningen, Holanda.





Muitas outras propostas poderia eu incluir, retiradas do referido artigo, mas não se coadunaria com o tamanho ideal de um post. E este já vai longo. As ideias apresentadas fariam uma diferença enorme na nossa sociedade, se postas em prática. Por cá, verifica-se muitas vezes que abundam ideias mas entre o pensar e o agir vai uma grande distância.

 =======

Nota:O artigo acima referido: "Reinventar Portugal" - Revista Visão- 9 a 15 de Outubro de 2014, pags.54 a 63As idades das pessoas constantes do inquérito variam entre os 30 e os 45 anos. Preferi não incluir os nomes.

1ª imagem - daqui
2ª imagem - daqui
3ª imagem - daqui - A referência de um dos inquiridos ao Museu da Língua Portuguesa no Brasil, lembrou-me a Biblioteca Nacional do Brasil ou Fundação Biblioteca Nacional que contém obras raras da cultura portuguesa, a maior parte levada para lá aquando da ida da Família Real, no sec. XIX. Note-se que não escrevi "Fuga". Segundo alguns historiadores havia um plano há muito elaborado que previa isso, no sentido de salvaguardar a coroa portuguesa. 


sexta-feira, 18 de fevereiro de 2022

Minha Língua materna é ...

Desafio de escrita de

VANESSA VIEIRA

Blog: Pensamentos valem ouro


Língua Materna, bilinguismo ou diglossia

Se a nossa língua materna nos advém do tempo em que ouvimos os primeiros sons e, aos poucos, fomos apreendendo as palavras e o seu significado, também não é menos certo que as influências nesse campo poderão tomar um aspecto dual. 

Refiro-me a duas línguas, dialectos ou outras formas de comunicar que nos são inculcados desde a nascença levando a que não tenhamos dificuldades na hora de nos exprimirmos através da fala ou da escrita.

Estaremos perante o que poderemos chamar de bilinguismo, domínio de duas línguas por parte de um falante, ou diglossia se os idiomas coexistem no mesmo espaço e são usados com objectivos diferentes. Estes temas, porque me interessam, foram tratados aqui, no "Xaile de Seda," em determinados momentos.



Tendo em conta que neste desafio se pretende abordar a nossa experiência pessoal, de uma forma directa, devo dizer, num primeiro momento, que a minha língua materna é o crioulo cabo-verdiano. Desde o primeiro vagido, ou antes até, no ventre da minha mãe, que o oiço; nasci e cresci a falá-lo, a cantá-lo, sendo o veículo privilegiado para expressar alegrias ou desencantos.

Mas, eis outro lado da equação. E se isso da língua materna não for assim tão linear? Desde sempre oiço, falo e canto a língua portuguesa. Meus pais, cultores da língua e cultura portuguesas transmitiram-me a mim e aos meus irmãos esses valores.

Assim, falo o crioulo cabo-verdiano e a língua portuguesa com o mesmo amor, com o mesmo sentimento de pertença. Em mim, a cultura cabo-verdiana e a cultura portuguesa tomam as mesmas dimensões, não se diferenciando em nada, nas minhas abordagens. 

Por vezes, uma e outra se interpenetram e vejo-me a mesclar, inconscientemente, as minhas construções frásicas com elementos pertencentes a essas duas realidades.



Portanto, meus amigos, aqui me têm: pairo entre duas culturas por nascimento e decisão histórica e em mais umas quantas por decisão própria :)

Em termos de língua materna, sou bilingue, sem dúvida.

Obrigada, Vanessa, por este desafio.

Abraços
Olinda


=====

sexta-feira, 5 de maio de 2023

Senhora vá de si, soberba e altiva*

 



Vozes-Mulheres

A voz de minha bisavó
ecoou criança
nos porões do navio.
ecoou lamentos
de uma infância perdida.

A voz de minha avó
ecoou obediência
aos brancos-donos de tudo.

A voz de minha mãe
ecoou baixinho revolta
no fundo das cozinhas alheias
debaixo das trouxas
roupagens sujas dos brancos
pelo caminho empoeirado
rumo à favela

A minha voz ainda
ecoa versos perplexos
com rimas de sangue
e
fome.

A voz de minha filha
recolhe todas as nossas vozes
recolhe em si
as vozes mudas caladas
engasgadas nas gargantas.

A voz de minha filha
recolhe em si
a fala e o ato.
O ontem – o hoje – o agora.
Na voz de minha filha
se fará ouvir a ressonância
O eco da vida-liberdade.



Hoje, dia de homenagem à Língua Portuguesa, trago uma representante da Literatura Brasileira tendo em conta que o Brasil é o pais que maior contributo dá à manutenção do idioma, pelo número de falantes que apresenta. 

O Português é ali Língua Oficial, o mesmo acontecendo nas cinco ex-colónias africanas - Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe. Não nos esqueçamos de Timor-Leste. E também da Guiné Equatorial, com as nuances que lhe conhecemos.

Sendo a Língua Portuguesa uma língua viva, desde a época dos Descobrimentos ela viajou pelos cinco continentes e, como resultado, foi adquirindo vários termos desses espaços podendo-se dizer que existem tantas variantes quantos os países que a têm como língua oficial.

Conceição Evaristo é uma linguista e escritora brasileira.
É uma das mais influentes literatas do movimento pós-modernista no Brasil, escrevendo nos gêneros da poesia, romance, conto e ensaio. Como pesquisadora-docente, seus trabalhos focavam na literatura comparada. daqui

Este poema não só foca um dos momentos mais tristes do passado esclavagista como também se centra no papel da Mulher, em especial a mulher escrava. E Vem até ao presente...



Velha Infância
Maria Monte_Os Tribalistas


*NOTA
O título - Um dos versos do poema-carta do poeta renascentista português António Ferreira, em defesa da Língua Portuguesa.


Tenham um dia agradável, meus amigos.

Abraços 
Olinda


====
Poema - daqui

segunda-feira, 20 de julho de 2026

CPLP - 30 ANOS



A 17 de Julho de 1996 foi criada a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa com o objectivo de promover a amizade mútua e a cooperação entre os seus membros.

Esta Organização foi composta, primeiramente, por sete países, Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe. Após conquistar a independência, em 2002, Timor Leste também passou a fazer parte da comunidade.

Em 2014 a Guiné Equatorial tornou-se o nono membro da comunidade, com muita polémica à mistura, não só porque não tinha a Língua Portuguesa como língua oficial, embora a tenha feito ascender a essa categoria em 2007. Além disso teria de abolir a pena de morte.

Em 2004 os Estados-Membros concordaram em aceitar observadores associados e ao longo destes trinta anos isso tem acontecido, contando presentemente com trinta observadores distribuídos pela Europa, Continente americano, África, Ásia, Oceania e dois transcontinentais (entre o continente europeu e asiático). 

Mais dez países já manifestaram o interesse em aderir à CPLP como membros observadores. Duas organizações internacionais também solicitaram o estatuto de observadores associados: Secretaria-Geral Ibero-Americana e a Conferência de Haia de Direito Internacional Privado.

O Secretário Executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa é o cargo que rege administrativamente a Comunidade e tem as funções de estudar, escolher e implementar planos políticos para a organização. Está sediado em Lisboa e tem o mandato de dois anos. Em julho de 2025, tomou posse a embaixadora angolana Maria de Fátima Jardim.

A CPLP instituiu o dia 5 de Maio como o Dia da Cultura Lusófona.


***


Boa semana, meus amigos.

Abraços.

Olinda





TIMOR

LUÍS REPRESAS
(1956-2026)

 

===

Veja s.f.f. aqui 

CPLP - aqui

terça-feira, 5 de maio de 2026

Se eu pudesse trincar a terra toda






Se eu pudesse trincar a terra toda
E sentir-lhe um paladar,
E se a terra fosse uma coisa para trincar
Seria mais feliz um momento...
Mas eu nem sempre quero ser feliz.
É preciso ser de vez em quando infeliz
Para se poder ser natural...

Nem tudo é dias de sol,
E a chuva, quando falta muito, pede-se.
Por isso tomo a infelicidade com a felicidade
Naturalmente, como quem não estranha
Que haja montanhas e planícies
E que haja rochedos e erva...

O que é preciso é ser-se natural e calmo
Na felicidade ou na infelicidade,
Sentir como quem olha,
Pensar como quem anda,
E quando se vai morrer, lembrar-se de que o dia morre,
E que o poente é belo e é bela a noite que fica...
Assim é e assim seja...



Planeta Terra ou terra terra? Sempre me intrigou a interpretação deste Poema de Alberto Caeiro. Sendo um heterónimo criado por Fernando Pessoa, com as características próprias de Guardador de Rebanhos deduzo que seja terra terra. Mas nem sempre pensei assim...tendia mais a ver a Terra na sua globalidade.

Contudo, lá volto eu aos pensamentos antigos e hoje Dia Mundial da Língua Portuguesa, publico de novo este poema do nosso homem das sensações.

No Brasil, muito antes deste dia ser estabelecido para todos os países lusófonos, já o Dia Nacional da Língua Portuguesa vigorava desde 5 de Novembro de 2006.  Não nos esqueçamos que a maior parte dos falantes da Língua Portuguesa provém do Brasil.


***

Embora não seja feriado por cá, aproveitemos para fazer boas e proveitosas leituras.

Abraços
Olinda


====
7-3-1914

“O Guardador de Rebanhos”. Poemas de Alberto Caeiro. Fernando Pessoa. (Nota explicativa e notas de João Gaspar Simões e Luís de Montalvor.) Lisboa: Ática, 1946.

  - 45.
In: Arquivo Pessoa
Publicado aqui no Xaile de Seda

sábado, 30 de setembro de 2023

"Terra nhanhida, senhor! infeliz, desgraçada... - disse nha Venância

A Orlanda:
a quem, ao longo destes últimos anos,
no trato diário, fui surripiando,
às vezes traiçoeiramente,
muita da matéria desta narrativa,
quem sabe se impossibilitando-a
de um dia torná-lo sua...





   Empurrados do interior, os povos buscavam o litoral na esperança de um mandioquinha, de um caldinho de peixe, de um cana para chupar, ou de folhas verdes para mastigar. Qualquer coisa que lhes desse, ao menos, a ilusão de alimento. Mas nas povoações da beira-mar, mesmo nas terras maiores, os haveres tinham sido também arrasados pelos ventos da miséria. Nem a sopa da Assistência evitava que no alvor da madrugada a carroça da Câmara levasse os que haviam tombado, de noite, na rua, inteiriçados, frios. Nem a sopa da Assistência o evitava, bem se pode dizer: as bocas famintas, senhor eram às dezenas de milhar.

   De ponta a ponta, um pesadelo perpassava pelas aldeias e casalejos galgando pela amarelidão da terra nua e requeimada.

   Dondê quelas bananeiras verdinhas de cachos pendidos em arco ao rés do chão? Dondê queles pés de papaia carregadinhos, e quelas batatas-doces e quele feijão, e quele mandioca, quele nhame, e quele milho crescendo na achada, dando a fartura da gente e dos animais? Ervas, rebentos, raízes, tudo sumido na voragem da sede e do calor.

   Lá no interior, casas intactas só as de gente rica ou remediada, e nem sempre. Tantas sem janelas, sem tecto, sem portas, ficaram abandonadas na paisagem descarnada.

   A maldição varrera a ilha. A maldição da estiagem. Da fome. Os sobreviventes dessa fúria ciclónica, quem eram? Restos da vida absurda e degradada na luta impiedosa pela sobrevivência.

   E nesse tempo da fome a ilha de São Vicente era o porto de salvamento...

HORA DI BAI - pgs 7/8 - Manuel Ferreira 

***

Assim começa o Autor o romance Hora di Bai, o qual retrata o drama do povo cabo-verdiano nas fomes dos anos 40 do século XX. A trama do livro inicia-se em 1943 com uma viagem de S. Nicolau para S. Vicente, a bordo do navio Senhor das Areias onde se encontram refugiados que tentam escapar à situação de fome e miséria. A narrativa conclui-se com uma leva para S. Tomé, pois a fome, afinal, também assolava S. Vicente.




Manuel Ferreira (Gândara dos OlivaisLeiria18 de julho de 1917 — Linda-a-VelhaOeiras17 de março de 1992) foi um escritor português que se tornou conhecido por divulgar a literatura e a cultura africanas de língua portuguesa.

Licenciou-se em Ciências Sociais e Políticas pela Universidade Técnica de Lisboa. Durante o serviço militar, foi mobilizado como expedicionário para Cabo Verde, em 1941, tendo lá permanecido seis anos, até 1947. Na cidade do Mindelo, na Ilha de São Vicente, conviveu com os grupos intelectuais cabo-verdianos ligados às revistas Claridade e Certeza.

Casou com a escritora cabo-verdiana Orlanda Amarílis, 

Continue a ler aqui


Tenho falado, no Xaile de Seda, desse grande divulgador cultural nomeadamente em relação à Antologia de três volumes, em que compila a Poesia dos cinco países africanos conhecidos por PALOP: Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe, e que ele intitulou, "No Reino de Caliban".

Através do percurso literário de Manuel Ferreira, que dedica a sua vida à Cultura dos Países Africanos de Língua Portuguesa, procurando dar-lhe visibilidade através das suas obras, além de criar a disciplina: Literaturas Africanas de Língua Portuguesa, na Faculdade de Letras de Lisboa, aprendi a conhecer e a compreender a Literatura desses países. Hoje, se tento divulgar alguns aspectos dessa realidade, devo-o a ele. Sem esquecer, claro, Isabel Castro Henriques, de quem já falei algures neste blog. 

No meu post "Por onde andei..." Rosa dos Ventos fez este comentário:

Acabei de ler há dias "Hora di Bai" e S. Vicente não era assim e ainda bem!

E com razão.


Fiquem bem, amigos.

Abraços.

Olinda


====

Título do post - na pag 62 

Post "Por onde andei..." aqui

Imagem - da Ilha de São Nicolau