Depois da polémica sobre onde depositar os restos mortais do grande Eça de Queirós, o destino dos mesmos será o Panteão Nacional. Fica por saber se realmente ele o teria desejado ou não.
Neste fim-de-semana decorre uma homenagem na Casa de Tormes, lugar onde escreveu "A Cidade e as Serras", que consta das minhas leituras entre outros livros da sua obra.
Sobre a "A Cidade e as Serras" lê-se (excerto):
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É uma obra das mais significativas de Eça de Queiroz. Nela o escritor relata a travessia de Jacinto de Tormes, um ferrenho adepto do progresso e da civilização - da cidade para as serras. Ele troca o mundo civilizado, repleto de comodidades provenientes do progresso tecnológico, pelo mundo natural, selvagem, primitivo e pouco confortável, no sentido dos bens que caracterizam a vida urbana moderna, mas onde encontra a felicidade, mudando radicalmente de opinião.
Por meio do personagem central, Jacinto de Tormes, que representa a elite portuguesa, a obra critica-lhe o estilo de vida afrancesado e desprovido de autenticidade, que enaltece o progresso urbano e industrial e se desenraíza do solo e da cultura do país.
(...)
No próximo dia 8 será a cerimónia da trasladação para o referido Panteão Nacional, cerimónia essa a cargo da Assembleia da República, como é referido neste artigo.
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imagem: net
Veja aqui, no Xaile de Seda, os vários funerais de Eça de Queirós, informação trazida de Tempo Contado

