É a primeira vez que assinalo, aqui, o 1º de Maio. Nestes 50 anos da Revolução achei por bem mencioná-lo. Foi graças a esse acontecimento, que nos trouxe a liberdade de expressão e de estar, que se tem podido festejar o Dia do Trabalhador, como é designado.
Hoje há que festejar o Dia e relembrar uma vez mais o país que tínhamos. E nada melhor do que Ary dos Santos, com a sua verve poética e declamação inspiradora para nos transmitir todos os detalhes.
Era uma vez um País
....onde entre o mar e a guerra,
vivia o mais infeliz
dos povos à beira-terra...
Ary dos Santos
As Portas que Abril Abriu
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E Graça Pires, neste belo poema, fala na mudança operada nas gentes depois da Revolução de Abril de 1974:
O país não parecia o mesmo,
Antes tinha um povo tristonho,
cabisbaixo, desacertado com a esperança.
Agora dava gosto ver e ouvir as pessoas,
mais leves, mais jovens, com braçadas
de flores a intuir alegrias futuras.
Não havia mágoas neste dia prodigioso
em que tudo era novo outra vez.
Alta noite iriam todos para casa
porque a febre dos corpos lhes apetecia.
in: Era madrugada em Lisboa
pg 31
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Fernando Tordo
-Adeus Tristeza-
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Esta data tem origem na primeira manifestação de 500 mil trabalhadores nas ruas de Chicago, e numa greve geral em todos os Estados Unidos, em 1886.
Três anos depois, em 1891, o Congresso Operário Internacional convocou, em França, uma manifestação anual, em homenagem às lutas sindicais de Chicago. A primeira acabou com 10 mortos, em consequência da intervenção policial.
Foram os factos históricos que transformaram o 1 de maio no Dia do Trabalhador. Até 1886, os trabalhadores jamais pensaram exigir os seus direitos, apenas trabalhavam. (Veja mais aqui)
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Os meus agradecimentos a todos quantos me acompanharam durante o último mês, em que se versou, aqui, sobre a Liberdade.
Abraços
Olinda
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Teresa Almeidamaio 02, 2024
Querida Olinda,
Fica-me um sorriso nos lábios
Nem sei se sobe ou desce
Digo que me inunda
Somos povo liberto e libertário
Cravos rubros e abertos
Como abraços fraternos
E quando a inquietação nos dominar
Lembremos que somos "filhos da madrugada"
Felizes por vivermos uma revolução
Perfumada de sentimentos de união
E acreditarmos que viver é lutar
Por um poema maior
Feito de vida, sangue e lágrimas
Lágrimas que vertem a comoção
De dignificar o mundo do trabalho
E honrar o campo, a enxada, o arado
A caneta, o papel e o livro
Saído das mãos do trabalhador.
Um abraço imenso.
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Querida Teresa
Emocionada com o seu gesto tão lindo.
Um poema que nos toca o coração.
Uma homenagem ao 25 de Abril e ao
Dia do Trabalhador.
Uma surpresa muito muito agradável.
:)
Beijinhos
Olinda
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Graça Pires - Do seu Livro mais recente:
"Era madrugada em Lisboa - Louvor a um dia com tantos dias dentro"

