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segunda-feira, 20 de novembro de 2017

E a dessalinização da água do mar?









É meritório o que se tem visto: o transporte de água em camiões-cisternas para onde não há água nem para beber, como é o caso de Viseu. Contudo, a situação não é passível de se prolongar durante muito tempo. A água é um bem que pode acabar. 

Ouvi hoje o Ministro do Ambiente dizer a miúdos da escola que a água não se fabrica. Pois não. Mas é bom que comecemos a pensar em fabricá-la, aproveitando as técnicas que outros países carentes de água já estão a utilizar há muito tempo: dessalinizando a água* do mar. Falo do Médio-Oriente e aqui mais perto de nós de Cabo Verde, país com o qual temos muitas afinidades histórico-culturais. 

Pergunte-se aos cabo-verdianos como é que lidam com a seca, como fazem para que a água doce chegue às torneiras de forma sustentada e como fazem para que ali surjam verdadeiros oásis. É tempo de pormos todas as cabeças a trabalhar na resolução deste problema. Se não o atacarmos de frente, dele vão nascer muitos outros em catadupa, mas ao contrário. Aliás, não há que inventar. 

Bastará pôr em marcha o que já existe.

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Não querendo ser insistente nem aborrecida, mas sendo:
Li hoje, 22/11, uma notícia sobre as alterações climáticas, em que pessoas gradas ligadas ao Ambiente tecem considerações sobre o assunto numa mesa redonda, um Encontro Nacional de Entidades Gestoras de Agua e Saneamento, em Évora. Ora, leia-a também, aqui. 






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*Nota: Sei do que falo. :) 
É a água que eu bebo e utilizo, para tudo, quando vou a Cabo Verde.

Ver:
1ªImagem: Pixabay
2ª Imagem Notícias ao Minuto

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

As cinzas - pensar nelas é preciso

O facto de não ter chovido é bom. É bom??? Admirar-se-á, e com razão, quem tenha a gentileza de me ler. Mas eu explico-me. Depois dos incêndios devastadores de vidas humanas e das nossas florestas, este compasso de espera da mãe-natureza poderá significar uma oportunidade para reparar e reconstruir as casas destruídas e tudo o mais que está à vista de todos. Nas nossas preocupações tem de estar, antes de tudo, o acarinhamento das pessoas que perderam os seus filhos e outros familiares e tudo o que tinham e que por isso mesmo se vêem perdidas na vida.



Por outro lado, há também toda uma envolvência ambiental que merece atenção. Não chove, o que é muito mau. Contudo, sabemos que as alterações climáticas criam situações de grande desequilíbrio e, por isso, tanto dá para não chover como para chover demasiado, com chuvas que poderão ser torrenciais. Aqui coloca-se o problema das cinzas decorrentes dos incêndios. Com a chuva, elas resvalam e vão alterar a qualidade da água nas barragens o que afectará a vida de todos nós. Diz quem sabe que há soluções técnicas para enfrentar o problema das cinzas resultantes dos incêndios, mas "dá trabalho" e exige que todos os vizinhos também o façam. Segundo a mesma fonte, a água corre porque tem um declive direito, mas se se fizerem valas isso já não acontece, vai-se infiltrando no terreno.

Há muita coisa em que pensar e outras tantas para fazer, reconheço. Mas isto de que estamos a falar, as cinzas, é assunto a que urge atender porque poderá transformar-se numa daquelas situações incontroláveis se não for acautelado a tempo e horas. Não esperemos pelas ansiadas chuvas para o fazer.

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Recebi este comentário da Ruthia, d'O Berço do Mundo, que espelha a nossa realidade nua e crua:



Suponho que a reconstrução de muitas casas se vá prolongar por muitos meses, pelo que não se pode esperar que seja tudo concluído antes da "época das chuvas" se é que ainda se pode falar de uma época dessas, com o descontrolo climático que o mundo atravessa.
Por outro lado, a falta de água atrasa o trabalho de reflorestação, porque muitas das árvores vão secar sem água e regá-las a todas torna-se impossível no cenário de seca que vivemos.
Em resumo, com e sem chuva, o cenário não é animador...
Abraço
Ruthia d'O Berço do Mundo

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Posts recentes, no Xaile, relacionados com a chuva e com a seca:

Gota a gota
Ler nas estrelas
Isto é Verão ou quê?


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Ver:
Ambientalista Eugénio Sequeira:
Especialista alerta para "grande problema" das cinzas quando chover
DN


sábado, 11 de novembro de 2017

Gota a gota

O "São Martinho" já não é o que era. Aquele suspense que se vivia nos dias antecedentes já bastante chuvosos, já frios, com o cheiro a castanhas assadas, à espera do dia 11, cheio de Sol, não aconteceu este ano. O Verão, um Verão castigador, prolongou-se indefinidamente. E hoje comemos castanhas, sim, mas há qualquer coisa que falta.



A situação de seca extrema em alguns pontos do nosso país abala-nos e adivinhamos tempos bastante problemáticos, tanto para a agricultura como para o gado. A própria água para consumo já falta nas torneiras. Urge que tenhamos bem presente que é preciso poupar água, utilizando-a de forma racional. Para poupar água, já o tenho referido e toda a gente o sabe, há que começar a fazê-lo nas nossas casas, nos nossos quintais, nas pequenas propriedades de cultivo que circundem as nossas casas.



Não há dúvida que as alterações climáticas é um problema que temos de levar muito a sério. Nós os leigos não sabemos muito bem o que pode acontecer, mas deu para perceber que nada de bom virá dali. E de nada vale ficarmos à espera que os cataclismos aconteçam para depois tomarmos medidas. Enquanto as crises e as emergências não nos assoberbem, aproveitemos para pensar nas coisas e encontrar soluções. É sempre bom dizê-lo, repeti-lo e convencermo-nos disso.



Pensemos. Pensemos todos na melhor maneira de ir minorando esse grande problema. Ponhamos questões, conversemos uns com os outros. Não chovendo, ou não chovendo o suficiente, o que fazer? Será que a adopção de sistemas de rega gota-a-gota poderia ajudar, pelo menos, a produzir aquele mínimo necessário, quase uma agricultura de subsistência? Claro que o ideal será produzir em grande escala. Talvez mesmo para isso a ideia não seja descabida porque já experimentada. Mas, deixo isso para as grandes cabeças, capazes de vislumbrar grandes soluções. 



Já pude verificar in loco que o sistema de rega gota-a-gota dá resultados excelentes. Com a água direccionada para as raízes das plantas ela é toda aproveitada. Há quem refira que uma das desvantagens de tal sistema é que a  sua instalação é dispendiosa. Será. Mas, para grandes males, grandes remédios e aí as ajudas institucionais seriam bem-vindas.   

Desejo-vos um dia de São Martinho agradável.

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Comentário da amiga Odete Ferreira, um grande contributo para o tema deste post:


Muito importante esta postagem...
Sou, por natureza, uma poupadora dos recursos naturais e, com assertividade, vou captando adeptas; a senhora que me ajuda nas tarefas caseiras já se rendeu; no princípio , já me disse, não me entendia. Quanto à água, nenhuma é desaproveitada:enquanto não chega a água quente, encho um garrafão; a das lavagens é reutilizada no WC; rega, é conta-a-gota, eliminei a relva, etc. Um vez, num programa de rádio local, onde era comentadora residente, dei conta destas coisas; um dos colegas de programa, riu-se. Gostava de saber o que ele diria no caso desta seca extrema que a todos nos aflige. Incidi na questão da água, mas há muitos outros procedimentos de são gestos naturais em mim.

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Sistema de rega gota-a-gota

Imagem 1 - daqui
Imagem 2 - daqui
Imagem 3 - daqui
Imagem4 - daqui

domingo, 15 de outubro de 2017

Isto é Verão ou quê?



Completamente virado do avesso o tempo prodigaliza-nos temperaturas que convidam ao chinelo no pé, à blusinha de alças, ao uso de calções, ao biquini, ao fato de banho, estendendo-nos na areia molhada, passando bronzeador, dando uns bons mergulhos, sozinhos ou com a família e amigos, com uma boa merenda, enfim a tudo a que teríamos direito num clima tropical.

Mas, não é esse o caso e para que tudo funcione por cá é fundamental que as quatro estações do ano sigam o seu ciclo e em cada época a natureza colabore connosco para que não nos falte o necessário. A verdade é que o destempero do nosso clima temperado já há muito se nota com a falta de chuva: o chão cada dia mais crestado, as culturas fenecendo, os animais quase sem água para beber. Há locais onde a água nas torneiras já não apareceria se a edilidade não a mandasse buscar, bombeando-a depois para os depósitos.

A juntar a isso o fim da tal "época de fogos" que já tinha sido decretado, levando ao encolhimento de recursos, afinal reacendeu e então quem de direito, desavisado, foi apanhado desprevenido como se não existisse tecnologia que ajude a fazer previsões* a fim de se tomarem as devidas providências a tempo e horas. Ou talvez não haja.

Preocupemo-nos, queridos concidadãos. Não basta aproveitar o bom tempo e dizer e desejar: para mim era praia o ano todo, este calorzinho vem mesmo a calhar, deu para descontrair, e etc. Temos de fazer alguma coisa. E como não possuímos poderes sobrenaturais e já não se vê muita fé na dança da chuva ou nas procissões há que poupar a água em nossas casas. Quem não souber como fazer da melhor forma pesquise na internet. Há muita informação sobre isso. 

Lembremo-nos que de toda a água que existe no nosso planeta a água doce tem uma percentagem pequeníssima. E da água potável então nem se fala: há regiões no globo que não a têm.

Foi só um desabafo.

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NOTA EM 16/10/2017

Incêndios:

.800 246 246 - Protecçao civil (número de emergência)

Fonte: Rádio Renascença


.A Segurança Social está a disponibilizar apoio de emergência às populações afectadas pelos incêndios em vários postos dos distritos de Viana do Castelo, Guarda e Coimbra (...)


Fonte: Público online

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*climáticas
Imagem: Pixabay