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quinta-feira, 4 de agosto de 2022

ÁGUA - esse bem precioso e... finito

Quando temos água, água para beber, para cozinhar, para a nossa higiene, para a agricultura, para os jardins, gastamo-la com naturalidade, quiçá, esbanjando-a, sem pensar na sua escassez e que pode vir a faltar.

O ciclo hidrológico, como sabemos, tem uma constância precisa - trata-se de uma troca contínua de água na hidrosfera, entre a atmosfera, a água do solo, águas superficiais, subterrâneas e das plantas. E nesse processo entra a evaporação dos oceanos e outros corpos de água, a precipitação por condensação do vapor de água do ar, o escoamento superficial, fluxo de água que ocorre na superfície do solo quando este se encontra saturado de humidade. 




A Natureza congrega todos os elementos para esse funcionamento, em que o Sol desempenha um papel fundamental. E assim seria sempre se a nossa incúria, em muitos casos, não viesse perturbar esse concerto maravilhoso. E não é de agora. Assim a formação de desertos que acontece, principalmente, a partir do processo de desertificação do solo, que consiste na perda de vegetação através da ação do homem, por meio de técnicas de cultivo inadequadas e desmatamento descontrolado.

Há lugares onde a água, para os mais diversos fins, rareia e em especial a água potável. Há que percorrer grandes distâncias a pé para aceder a um vasilhame de água que depois é colocado na cabeça em cima de uma rodilha e transportado. A agricultura ressente-se com a falta de chuva, sendo, na realidade, de subsistência e na maior parte dos casos nem isso. 

Há países que procuram obviar a situação de falta de água através da dessalinização da água do mar, sendo esta utilizada em todas as necessidades. Para irrigação alguns recorrem à técnica de rega gota-a-gota. Dessas situações já dei conta aqui no Xaile de Seda, em outros anos. Temos tido experiências aflitivas quando o calor aperta, a temperatura aumenta e a chuva foge para outras paragens. Já houve por cá municípios a fornecer água através de camiões cisternas.

Mas temos uma certa tendência para o esquecimento enquanto não nos vemos em apertos. Existe legislação produzida (há que tempos!) sobre o regime da utilização dos recursos hídricos tanto no que respeita ao consumo humano, como ao sistema de rega, actividade industrial, produção de energia hidroeléctrica, actividades recreativas e de lazer.





Há notícias de que o governo pretende proceder ao racionamento de água, ou já é um facto, em empreendimentos turísticos, quanto a espaços verdes e campos de golfe. Mas afiança que Portugal tem condições para garantir água para o consumo humano nos próximos dois anos. Esse limite no tempo não nos descansa. Antes pelo contrário. Tenhamos presente que as alterações climáticas são persistentes e que a seca não é uma miragem.

A poupança de água tem de ser preocupação nossa. Sabemos todos o que é preciso fazer nas nossas casas. Toda a água deve ser utilizada com respeito e reutilizada se for caso disso. O facto de termos torneiras em casa donde sai o precioso líquido não nos dá o direito de o gastar a nosso bel-prazer. 


Desejo-vos um óptimo dia, meus amigos.

Abraços
Olinda


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Queira ler aqui - 3 posts meus sobre a Água.

Ciclo hidrológico - aqui

Veja aqui, Poupe água com os hábitos e os dispositivos certos

Imagem - pixabay

 

terça-feira, 3 de abril de 2018

Água - esse bem precioso






Ouvi nas notícias que já saímos da situação de seca. Temos água nas barragens a um muito bom nível. O meu contentamento é enorme. Mas, continuemos a poupá-la. Ponhamos os olhos mais longe, sempre preparados para adoptar outras formas de nos dessedentarmos a nós próprios, aos outros animais e às plantas se a chuva não vier, em devido tempo.

Não fiquemos à sombra da bananeira, como diria uma amiga minha, já esquecidos da nossa aflição de há pouco tempo. Lembremo-nos da fábula da formiga e da cigarra.

Boa semana.

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P.S.

Não consigo aceder à moderação de comentários. Assim, havendo comentários, não os consigo publicar. Espero resolver o problema em breve.

Abraço.

Problema resolvido :)

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Imagem: Pixabay

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

E a dessalinização da água do mar?









É meritório o que se tem visto: o transporte de água em camiões-cisternas para onde não há água nem para beber, como é o caso de Viseu. Contudo, a situação não é passível de se prolongar durante muito tempo. A água é um bem que pode acabar. 

Ouvi hoje o Ministro do Ambiente dizer a miúdos da escola que a água não se fabrica. Pois não. Mas é bom que comecemos a pensar em fabricá-la, aproveitando as técnicas que outros países carentes de água já estão a utilizar há muito tempo: dessalinizando a água* do mar. Falo do Médio-Oriente e aqui mais perto de nós de Cabo Verde, país com o qual temos muitas afinidades histórico-culturais. 

Pergunte-se aos cabo-verdianos como é que lidam com a seca, como fazem para que a água doce chegue às torneiras de forma sustentada e como fazem para que ali surjam verdadeiros oásis. É tempo de pormos todas as cabeças a trabalhar na resolução deste problema. Se não o atacarmos de frente, dele vão nascer muitos outros em catadupa, mas ao contrário. Aliás, não há que inventar. 

Bastará pôr em marcha o que já existe.

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Não querendo ser insistente nem aborrecida, mas sendo:
Li hoje, 22/11, uma notícia sobre as alterações climáticas, em que pessoas gradas ligadas ao Ambiente tecem considerações sobre o assunto numa mesa redonda, um Encontro Nacional de Entidades Gestoras de Agua e Saneamento, em Évora. Ora, leia-a também, aqui. 






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*Nota: Sei do que falo. :) 
É a água que eu bebo e utilizo, para tudo, quando vou a Cabo Verde.

Ver:
1ªImagem: Pixabay
2ª Imagem Notícias ao Minuto