terça-feira, 21 de dezembro de 2021
Natal Africano
quarta-feira, 17 de novembro de 2021
migrantes ou refugiados?
De há uns anos a esta parte somos levados a reflectir sobre a realidade que as designações do título nos sugere. E hoje, com o que se passa entre a Polónia e a Bielorrússia, esta reflexão se torna mais premente.
Afinal o que são essas pessoas, as que abandonam as suas casas, as suas famílias, as suas raízes para se aventurarem por mar, por terra ou pelo meio de transporte que conseguirem? O que as move? Certamente não será a vontade de passar mal, de enfrentarem línguas desconhecidas, de serem concentradas em campos sem as menores condições de vida, com bebés de colo, criancinhas pequenas, velhos e novos, em climas adversos, numa salgalhada que só eles próprios poderão aquilatar.
São estrangeiros, disso não há a menor dúvida. Aliás, somos todos estrangeiros na terra de outrem, com maiores ou menores possibilidades de sobrevivência, de conformidade com as nossas posses e desejo de ali permanecer. Seremos emigrantes em relação ao nosso país de origem e imigrantes quanto ao de chegada. Seremos migrantes quando nos deslocamos dentro das nossas fronteiras, com a intenção de vivermos num outro local e fixarmos residência.
Contudo, a palavra migrante tem sofrido alterações, em termos de significação, ao longo do tempo. Tanto é vista como deslocações intra-muros como também com as que se fazem no plano internacional, identificando-a com as pessoas que referi acima, que abandonam tudo, sem documentos, apenas com a roupa que trazem no corpo, para enfrentarem sabem lá o quê. Pessoas que fogem de guerras, da violência, da miséria, perseguidas por causa das suas posições políticas.
Mas essas não seriam de inserir no estatuto de refugiados?
É que os refugiados têm direitos bem definidos, por convenções internacionais, nomeadamente a de Genebra. Direito ao acolhimento e a serem tratados como seres humanos que são. Direito a um tecto. Direito ao trabalho. E enquanto durarem as situações de perigo que originaram a sua fuga, as instituições devem prover ao seu bem-estar com o contributo dos próprios à sociedade que os acolhem.
Mas dir-me-ão, nem todos serão refugiados, no meio poderá haver elementos que aproveitam esse êxodo por motivos outros. De acordo. Para separar o trigo do joio é que existe um Alto Comissariado para os assuntos relacionados com migrações e refugiados, além de outras instituições, no sentido de avaliarem a situação de cada um. Não é tudo ao molho e fé em Deus como que à espera que as coisas se resolvam por si.
A 16 de Novembro de 1940, os nazis erigiam um muro cortando o acesso ao gueto de Varsóvia e segregando os judeus que ali foram metidos. Quererei com isso dizer que a Polónia deveria franquear, tout court, as portas do seu território às pessoas que se encontram na sua fronteira? Claro que não, porque os tempos são outros, as motivações outras e os meandros do poder também outros.
Isto é só para não esquecermos a História. Talvez se lhe prestarmos mais atenção consigamos fazer uma leitura melhor do que se passa no nosso tempo. E tomarmos as decisões devidas. E aplicarmos soluções que gostamos muito de propalar mas que chegado o momento ninguém apresenta.
Haverá negociações em cima da mesa, certamente, mas despachem-se.
As pessoas ali em evidente sofrimento, Senhores, até quando aguentarão essa morosidade e jogo de interesses?
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Queira ler, aqui,matéria de interesse.
2ª imagem daqui
sábado, 28 de abril de 2018
A mão que a seu amigo hesita em dar-se
como rompendo um demorado açude
na tua voz quis hausto que transmude
todo o cristal dos ímpetos consigo
Neste meu choro enevoado abrigo
pôs-me a palavra o peito em alaúde
que uma doce pergunta tua ajude
no sim furtivo que eu levei comigo
Mas a meu lábio lento em confessar-se
um mestre inda melhor o cunharia
A mão que a seu amigo hesita em dar-se
ele a tomou o que mais firme a guia
para que ao coração secreto amando
ao mundo todo em rimas o vá dando.
Walter Benjamin,
in "Sonetos"
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Marinha Portuguesa resgatou este mês mais de 100 migrantes no Mediterrâneo
Na madrugada de domingo, 22 de abril, a fragata da Marinha Portuguesa ‘D. Francisco de Almeida’, resgatou no mediterrâneo central uma embarcação com 79 migrantes tunisinos que tentavam alcançar a ilha Sicília, Itália.Os mesmos militares portugueses já haviam salvado na passada terça-feira, 17 de abril, 49 migrantes líbios junto à ilha de Lampedusa, informa a Marinha Portuguesa num comunicado.
“A embarcação, que se encontrava sobrelotada, afundou-se pouco tempo depois de todos os migrantes terem sido retirados para a fragata portuguesa”, lê-se no comunicado.
Os migrantes eram todos do sexo masculino, entre os quais 15 menores, e foram entregues às autoridades italianas no porto de Pozallo. Mais
Parece estar já esquecida a procissão dos sobreviventes pelos gelados campos de concentração ou acolhimento. E a Itália com o ónus de uma situação cuja responsabilidade caberia à União Europeia. Mas, talvez haja aí um acordo entre as partes (?). Não sei, quem sabe se não é ignorância minha e está tudo resolvido.
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Poema: Citador
Tradução: Vasco Graça Moura
Imagem: daqui
sexta-feira, 4 de setembro de 2015
Que linda falua que lá vem lá vem
Nesta actualidade repleta de horrores, precisamente quando julgávamos já ter alcançado um estádio de evolução significativo, teremos de parar e pensar, reflectir sobre o que deveremos fazer para que haja neste nosso planeta um lugar para todos. Que a Felicidade não seja uma palavra vã.
Tenhamos presente um lema a perseguir: Partilhar, repartir, seja em amor seja em bens materiais.
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Video: canções de embalar:youtube
domingo, 18 de dezembro de 2011
Viajantes no Tempo
Hoje, assinala-se o Dia Internacional dos Migrantes. clique
http://www.mariaalicecerqueira.com/


