E o vírus que se faz de morto à espera de um
E encontrou-o...
É assim a vida.
Tenham um bom fim-de-semana, meus amigos.
Abraços
Olinda
Este é o título da reflexão que a Amiga Rosélia nos propôs tendo em vista a comemoração do 12º aniversário do seu blog "ESPIRITUAL-IDADE", amanhã dia 23 do corrente mês.
Neste ano e meio tanta coisa aconteceu e continua a acontecer que convocar tudo de modo a fazer-se uma análise objectiva torna-se tarefa hercúlea...porque dói. De vez em quando falamos sobre um aspecto ou outro, de modo a tentarmos exorcizar um pouco as dificuldades que temos experimentado.
Aqui, no Xaile de Seda, fui abordando essas dificuldades da forma como as interpretava, sendo de grande relevo para mim o trabalho e dedicação dos Profissionais da Saúde, todo o sacrifício a que foram sujeitos pelas terríveis circunstâncias que a doença apresentava; também os Voluntários, essas figuras quase invisíveis que só se dá por elas quando andamos desesperados, à toa num hospital, e nos levam pela mão; o trabalho relâmpago dos Cientistas na descoberta de uma vacina para debelar este flagelo, quando se pensava que isso levaria o tempo de estarmos já todos mortos; os confinamentos e restrições sucessivos levando muita gente com pequenos negócios para a miséria e muitos mais para o desemprego.
Todos temos bem presente a primeira fase da notícia do aparecimento do vírus, os tempos de dúvida em que a comunidade científica não sabia o que fazer, tentando apanhar aqui e ali um sintoma, que medicamentos prescrever, todos vestidos da cabeça aos pés, protegendo-se, e com motivos para isso... As imagens da desinfecção das ruas com pessoas que pareciam extra-terrestres, as notícias que nos chegavam dos milhares que sucumbiam à doença, as recomendações contraditórias de uso ou não uso de máscara... além da desinfecção das mãos, distanciamento social que impedia o toque tão necessário ao ser humano.
Parece que estamos a viver isto há uma eternidade. Conseguimos agora respirar um pouco mais à vontade. Contudo, sabemos que a vacina não resolve tudo. O vírus continua aí, tomando novas formas.
Tive Covid em Janeiro bem como os meus familiares mais chegados, inclusivamente o benjamim da família de oito meses. Foram dias de grande aflição. Levámos agora a vacina, a segunda dose, pois consideram que quem já teve a doença não precisa da primeira...
Muitos parabéns, minha amiga Rosélia, pelo seu blog e por congregar todos numa acção introspectiva, contando as suas experiências neste momento crítico da Humanidade.
Boa semana, meus amigos.
Abraços.
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"Ressonâncias"
O nda de carinho
L iberdade nas amizades
I nteligente
N ada esnobe
D ádiva no virtual
A miga muito leal
Grata pelas suas gentis palavras, querida amiga Rosélia.
Beijinhos
Olinda
Uma sombra esgueira-se na noite. Dobrada, pescoço enfiado no corpo, olha para todos os lados com ar comprometido. Nota-se-lhe um andar claudicante que a bengala não sustém. Pousa-a no solo ao de leve como que receando o ruído que pudesse fazer, ecoando na cidade fantasma. Das janelas, frinchas franqueiam a olhares pouco amistosos o avançar da figura vestida de escuro. Perscrutam a noite, perscrutam-na a ela, perscrutam os relógios, tudo o que possa dizer as horas. E tudo indica que alguém se encontra na rua, furando o recolher obrigatório. E mais. Sem o respectivo acessório de uso obrigatório que a salvaria de um mau encontro com o vírus. O que fazer? Liga-se para a Polícia? Se dantes andar de máscara era caso suspeito, agora andar sem ela denota falta de civismo e de amor a si próprio e aos outros. Mas, o que se passa? Mais uma sombra sai da esquina também ostentando rosto desnudado. E não mostra constrangimento algum, com um à vontade como se fosse tudo seu. Que descaramento! Muito afoita, a segunda sombra aproxima-se da primeira: Ah, Ah, afinal tu também não trazes máscara. Acho bem, isso é tudo treta. Qual Covid, qual carapuça! Alguns vão ficar ricos com isso. Estou mesmo a ver. Esse negócio das máscaras, dos kits de protecção, do álcool, do gel desinfectante...enfim, e tanto plástico, meu Deus! A primeira sombra responde baixinho: Ando escondida, escapulindo-me pela rua a horas mortas para não ser denunciada... É que não tenho dinheiro para comprar uma máscara sequer. E dizem que é obrigatório! E quem não pode comprá-las?
Boa semana, meus amigos.
Saúde!
