sábado, 9 de abril de 2022
Lembrar Jacques Brel
terça-feira, 5 de abril de 2022
Eu não quero ser velha sozinha
da casa; abrir a porta empenada de
tantos invernos e ver o frio soçobrar
no carvão das ruas; espreitar a horta
que o vizinho anda a tricotar e o vento
lhe desmancha de pirraça; deixar a
chaleira negra em redor do fogão para
um chá que nunca sabemos quando
será – porque a vida dos velhos é curta,
mas imensa; dizer as mesmas coisas
muitas vezes – por sermos velhos e por
serem verdade. Eu não quero ser velha
sozinha, mesmo ao sol, nem quero que
sejas velho com mais ninguém. Vamos
se a chaleira apitar, sossega, vou lá eu; não
atravesses a rua por uma sombra amiga,
trago-te o chá e um chapéu quando voltar.
Maria do Rosário Pedreira
domingo, 3 de abril de 2022
O Príncipe de Bel-air
É como me lembro dele. Um rapaz desempenado numa série de humor que acabou por lhe dar fama. Ainda que tenha vindo a desempenhar outros papéis, também de relevo, em filmes que também vi, a série denominada "Príncipe de Bel-air" sempre teve o seu lugar privilegiado.
A notícia da bofetada a um humorista na noite dos óscares veio manchar o seu currículo. Por pouco se pode ganhar o pódio dependendo das oportunidades e de momentos propícios, mas também por pouco se pode perder o brilho de uma carreira. Já tem acontecido. E voltará a acontecer. Infelizmente é assim o mundo. Com as notícias em directo o impacto é estrondoso.
E está mais do que visto que a violência nunca é opção nem solução para nada. Mormente quando se ocupa lugar de destaque na sociedade. As pessoas nesse patamar têm de fazer por continuar a merecer a admiração e o respeito que lhes são atribuídos.
Temos pena, Will Smith.
Já nos basta ver o mundo de pernas para o ar numa guerra, na Europa, que sacrifica inocentes, fazendo vítimas a toda a hora, esse conflito em que a Rússia quer fazer vergar a Ucrânia, um país soberano. Milhões de refugiados, com crianças e idosos, homens e mulheres a defenderem o seu rincão, vidas estragadas.
Esperamos ardentemente por uma solução. Enquanto isso, o que vemos é destruição e morte. Sem contar com outros povos que dependiam do fornecimento de cereais e que agora podem ver-se a braços com a sua falta, estando a fome à espreita. No Norde África, por exemplo...
Infelizmente, Will Smith, a alopécia é uma doença terrível. Lamento imenso. Mas as graças, as piadas, mesmo sem graça e até cruéis, resolvem-se de outra forma. Não à estalada.
Meus amigos, tenham um bom resto de domingo.
Abraços.
Olinda
