No Verão costumo aparecer com apontamentos sobre vida saudável. Já falei sobre ginástica, iodo e não sei que mais. Se já estivéssemos nessa estação falaria da vitamina D, a tal que é conhecida como a Vitamina do Sol. Mas, hoje, mais do que nunca devemos ter presente essa vitamina que recebemos através dos raios solares. E dizem os especialistas que bastará todos os dias, durante 10 ou 15 minutos, recebê-los no rosto, no peito, nas mãos, por volta do meio-dia ou um pouco mais tarde, para termos as nossas reservas garantidas.
Agora que estamos impossibilitados, pelo isolamento social ou quarentena, de apanhar sol na praia, parques ou jardins, como fazer? É aqui que as nossas varandas têm uma utilidade que nem sempre lhe reconhecemos. Sabemos que somos um povo virado sobre si próprio (mais nas cidades) que se isola voluntariamente com cortinas nas janelas, gradeamento nas portas, e, mais ainda, varandas fechadas dando-lhes um uso diferente daquele para que foram construídas.
Por força das circunstâncias elas agora estão a ter o seu momento áureo, como veículo de comunicação, lembrando-nos que somos mais do que seres virtuais. Na Itália, serviram para lançar uma voz uníssona de rebeldia contra o vírus. Cá em Portugal, num acto espontâneo para com os profissionais da saúde serviram de plateia (ou palco?) donde soaram palmas de solidariedade e incentivo.
Também nós deveríamos livrá-las do seu isolamento e aproveitá-las para receber o astro rei em toda a sua glória, trazendo-nos a energia de que carecemos. Durante os nossos exercícios, alongamentos, passos para aqui, passos para lá...
E, meus amigos, sirvamo-nos delas como esplanadas. Se fizerem um cafezinho, um chá, uma limonada fresca, desfrutem desses momentos com alguma música, ali na varanda, recebendo a aragem que passa.
Tal como a amiga Teresa Subtil, momento para ouvirmos Pedro Barroso, falecido há dois dias:
Boa quarta-feira.
Abraços.
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Imagens: daqui




