sábado, 9 de maio de 2026

Quem é que cuida da mãe?

Carolina Deslandes fez uma canção para o Dia da Mãe. Ainda não tem título. Aceitam-se sugestões.

Ora, oiçam:



 Se atentarmos nas palavras veremos que grandes verdades são ditas nesta canção, na voz maviosa da autora. O mistério da maternidade na sua imensa magnitude. Quem que é que cuida da mãe depois da parto, do aleitamento, das noites mal dormidas, de toda a infância com as quedas, as birras, as idas ao medico. 

E há uma outra circunstância: é que a mãe quase nunca aparece nas fotos, pois é ela que guarda os momentos para a posteridade.

E hoje é Dia da Europa, a velha Europa, fraca e pusilânime na sua postura a precisar de homens e mulheres com acções felizes, funcionais e operacionais, de modo a despachar umas quantas ideias feitas e a recuperar a sua antiga glória. Não aquela glória de explorações, de escravatura de má memória, mas aquela que Jean Monet preconizou e que chegou a concretizar-se. 

Temos vinte e sete estados-membros a compôr a União Europeia, é hora de fazerem alguma coisa no sentido de cuidarem desta mãe que já deu mostras de cuidar de todos.

Oiçamos de novo as belas palavras e a música de Carolina Deslandes.

Cuidemos de todos sem excepção e tenhamos a esperança de que num dia qualquer, de um ano qualquer possamos festejar com pompa e circunstância, com foguetes e alegria este Dia da Europa.

Bom fim-de-semana, amigos.

Abraços
Olinda


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Europa, aqui, no Xaile de Seda

18 comentários:

  1. Muito linda essa canção! Gostei muito!
    Ótimo fim de semana! beijos, chica

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  2. Olá, Olinda
    Linda canção. Ser mãe é um presente de Deus! Feliz Dia das Mães! Um forte abraço.

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  3. A Mãe Invisível, é o título que lhe dou.
    Já a Europa está bem visível na sua vulnerabilidade.

    Abraço

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  4. Dia da Europa e dia das Mães no Brasil, querida Olinda e esta canção é uma bela homenagem a essa Mulher que, sendo Mãe, cuida dos filhos, esquecendo-se de que também precisa de cuidados. É um amor para a vida um amor que nem sempre é retribuído, principalmente, quando envelhece e é considerada um estorvo. Abandonam-na como se de um trapo velho se tratasse e, infelizmente, vemos tantos casos destes...
    Não sabia que hoje é o dia da nossa Europa também ela abandonada e a precisar com urgência de grandes reformas. Quem terá coragem de cuidar dela, de fazer as mudanças de que precisa para que a União Europeia cumpra aquilo que se pretendia quando foi criada.
    Como sempre, aprendo muito aqui, querida Amiga.
    Um beijinho e votos de saúde e serenidade perante este nosso mundo tão perigoso
    Emília
    🌻🌻

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  5. Amiga Olinda, boa tardinha de domingo!
    Uma música suave como o tema sugere.
    Sim, a Mãe registration tudo para a posteridade...
    Que tenha uma.nova semana abençoada!
    Beijinhos fraternos

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  6. Boa tarde,Olinda. Realmente,a mãe é sempre a última a se sentir as necessidades. Sua posição de mãe a coloca como prioridade cuidar. Quantas vezes a mãe precisa de colo,mas ao contrário oferece o su colo.
    Linda canção com bela reflexão.
    Feliz dia das mães
    https://kantinhodasmensagens.blogspot.com

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  7. Querida Olinda,
    Seu texto é de uma lucidez tocante. Você começa com o microcosmo da maternidade — essa entrega silenciosa da mãe que, como bem notou, 'quase nunca aparece nas fotos' porque está ocupada demais eternizando a vida dos outros — e nos leva ao macrocosmo da nossa velha Europa.
    É um paralelo belíssimo e, ao mesmo tempo, um chamado à responsabilidade. Assim como a mãe que cuida de todos precisa, em algum momento, ser cuidada, você nos lembra que a União Europeia atravessa um momento de fragilidade que exige ações 'felizes e operacionais'.
    Sua referência a Jean Monnet é precisa: resgatar a glória não pelo poder de domínio, mas pela cooperação e pelo cuidado mútuo entre os vinte e sete estados-membros. Que possamos, de fato, honrar essa 'mãe' que nos acolhe, despachando as ideias feitas e recuperando a dignidade que o projeto europeu merece.
    E quanto à Carolina Deslandes, não haveria trilha sonora mais adequada. A voz dela realmente carrega essa magnitude que você descreveu, transformando palavras em verdades que vibram na alma.
    Obrigado por mais essa reflexão no seu Xaile de Seda. Que o seu fim de semana seja tão inspirador quanto suas palavras.
    Um grande abraço! se puder volte a seguir o blog Vozes de Minha Alma, pois o outro foi deletado por um acidente.

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  8. Sugiro Mãe Maviosa para essa linda canção
    Feito aberto coração materno que ama e goza
    De amor e atenção, mas dosa seu afetos e seus ralhos
    Aponta rumo e atalhos ao caminhar neste mundo,
    Dado seu amor profundo entre lutas e trabalhos.

    Abraço fraterno, querida Olinda. Laerte.

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  9. Uma chamada de atenção feita muito a propósito.
    Votos de uma semana muito feliz.
    Abraço de amizade.
    Juvenal Nunes

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  10. O Dia das Mães é sempre quando estamos em harmonia em casa , minha experiência foi assim _ ser mãe sem super poderes. E, querer que mesmo longe estejam sempre ao seu alcance. Lembrar com carinho da mãe que não pode ter-me no colo e aguardar o momento de conhecê-la em outra dimensão. Muito oportuno seu texto, independente do que quer que seja festejemos o Dia da Europa !
    Um abraço, Olinda

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    1. _ corrigindo : 'estejam sempre ao meu alcance' ...

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  11. A canção é muito bonita, gostei de ouvir.
    Boa semana.
    Um abraço.

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  12. A Europa pariu belos filhos e uma cultura incrivelmente rica. A história é a história. Não podemos julgar a história, apenas contá-la e aprender com ela. Vejo que hoje a Europa passa por perigos que podem abalar sua cultura judaico-cristã. O avanço do Islã radical já é um problema. A baixa natalidade europeia e o desprezo dos mais jovens por esses valores que fizeram da Europa ser o que ela já foi e ainda (até quando?) é.

    A música e a cantora são maravilhosas.

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  13. Amém. Que assim seja.

    Boa semana!

    O JOVEM JORNALISTA está no ar cheio de posts novos e novidades! Não deixe de conferir!

    Jovem Jornalista
    Instagram

    Até mais, Emerson Garcia

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  14. Olá, amiga Olinda.
    É uma excelente pergunta que fica no ar.
    Infelizmente, há muitas mães e pais, diga-se em boa verdade, que são abandonados pelos filhos. Principalmente quando estão debilitadas. É uma realidade que nos choca a todos. Mas acontece com frequência.
    As mães merecem todo o respeito, amor e carinho.

    Deixo os votos de uma excelente semana, com tudo de bom.
    Beijinhos, com carinho e amizade.

    Mário Margaride

    http://poesiaaquiesta.blogspot.com
    https://soltaastuaspalavras.blogspot.com

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  15. Que perfeito retrato-falado em música e poesia... "a Mãe cuida de tudo, mas quem é que cuida da Mãe?"
    Verdades que a rotina esconde, o tempo abafa, a memória segrega quase automaticamente, mas "ela"continua vívida na existência de cada ser humano.

    Eu lastimo esses tempos tão confusos pra a Europa e, não só...
    Feliz semana pra ti, Olinda.
    Bjsssss

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  16. Olá, amiga Olinda, gostei muito desta bela postagem, tanto em homenagem ao Dia das Mães, como o Dia da Europa.
    O vídeo é muito bonito.
    Gostei muito, amiga.
    Um beijo.

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  17. Pois, Olinda, Carolina sabe bem o que significa ser mãe. E chama pelo nome: a invisibilidade do cuidado. Ela sabe: a mãe é a base que sustenta o crescimento, ameniza as dores, guarda memórias.
    E quantas vezes ela não passa de uma figura de bastidor?
    Belo saque, melhor que um atleta profissional: comparar a figura da mãe à Europa atual. Significativa e oportuna esta reflexão.
    A ideia de uma União Europeia que precisa redescobrir o pragmatismo e a visão de Jean Monnet é fundamental. Monnet não focava em abstrações, mas em "ações concretas que criam uma solidariedade de fato". E, para tanto, duas coisas são imprescindíveis: cuidado e empatia ("o cuidar de todos sem exceção”. Assim, certamente, o Dia da Europa deixará de ser uma data protocolar e passará a ser a celebração de uma casa onde todos se sintam protegidos e representados.
    Assim como a mãe da sua analogia, as ações que sustentam o dia a dia dos cidadãos precisam aparecer e ser valorizadas. Que essa esperança de celebrar "com pompa e circunstância" se transforme em vontade política.
    Gostei demais desta sua postagem do paralelo entre a mãe e a Europa. E as demais postagens que permitem o mergulho do leitor mais carente.
    Beijinhos, querida amiga!
    Carlos

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