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sábado, 31 de março de 2018

Os caminhos da Felicidade, segundo Max Ehrmann

Pessoa amiga enviou-me este video em que Ruy de Carvalho empresta a sua voz a este prose poem intitulado Desiderata, de um autor norte-americano de nome Max Ehrmann. Nele são apontados alguns caminhos na procura da Felicidade. Aqui vo-lo deixo, com votos de uma Boa Páscoa.




The Desiderata of Happiness no idioma original - aqui


E também neste video:






Façam o favor de ser felizes, como diria o nosso Raúl Solnado.

Abraço.

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sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Do Inquieto Oceano da Multidão




Do inquieto oceano da multidão 
veio a mim uma gota gentilmente 
suspirando: 

— Eu te amo, há longo tempo 
fiz uma extensa caminhada apenas 
para te olhar, tocar-te, 
pois não podia morrer 
sem te olhar uma vez antes, 
com o meu temor de perder-te depois. 

— Agora nos encontramos e olhamos, 
estamos salvos, 
retorna em paz ao oceano, meu amor, 
também sou parte do oceano, meu amor, 
não estamos assim tão separados, 
olha a imensa curvatura, 
a coesão de tudo tão perfeito! 
Quanto a mim e a ti, 
separa-nos o mar irresistível 
levando-nos algum tempo afastados, 
embora não possa afastar-nos sempre: 
não fiques impaciente — um breve espaço 
e fica certa de que eu saúdo o ar, 
a terra e o oceano, 
todos os dias ao pôr-do-sol 
por tua amada causa, meu amor. 


(...)

Walt Whitman
In: Leaves of Grass


Até onde Walt Whitman nos quererá levar com a menção a essa gota e à amada causa? É Amor. Disso não duvido. Mas, a quê ou a quem? Convido-vos a descobri-lo ou a intuí-lo. Quanto a mim, há um poema seu do qual não me canso: Milagres. O milagre de cada dia e em todas as coisas que habitualmente nos acompanham e que por isso mesmo nem damos por elas. Não o trouxe hoje porque já o publiquei duas vezes.




Walt Whitman foi um poeta, ensaísta e jornalista norte-americano, considerado por muitos como o "pai do verso livre". Paulo Leminski o considerava o grande poeta da Revolução americana, como Maiakovsky seria o grande poeta da Revolução russa. Sua obra Folhas de Relva é considerada um marco na literatura universal, principalmente dentro do gênero poético. Mais...

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Quinzena do Amor - De 31/01 a 14/02

Post 6 - Amar teus olhos

Posta 5 - Conheço esse sentimento
Post 4 - Éramos tu e eu
Post 3 - Saudades não as quero
Post 2 -Não é por acaso
Post 1 - É daqui a pouco



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Poema: Citador
1ªImagem: daqui
2ªImagem: daqui

terça-feira, 28 de novembro de 2017

Esta refrega




JOSEPH CONRAD


Esta refrega, igual à dos marinheiros contra a tempestade
Que avança para sotavento - enquanto eles, unidos
Nesse caos, se voltam, cada um no seu nocturno
Beliche para sonharem outra vez com o caos, ou com a casa -
O poeta, ele próprio, que luta com a forma
Do seu tortuoso trabalho, sabe, e tendo intencionalmente
Pago com a mesma moeda a fadiga do mar, convidou
Os guindastes da alma que trabalham no seu quarto.
O fermento de marinheiro no seu sangue
- Embora o indolente coração escute a azáfama do ferro
E a canção dos barcos que navegam para Este -
Ajuda-o a vencer ou a ser vencido.
Adormecido, ele luta toda a noite com uma vela!
Mas continua a sonhar palavras para além da vida dos barcos.

Malcolm Lowry
(1909-1957)


Para o título deste post fui buscar "Esta refrega" ao primeiro verso deste poema. Quanto ao seu título, propriamente dito, penso que é "JOSEPH CONRAD" pois este nome aparece a encabeçá-lo. Fui ver quem seria.

Joseph Conrad é um escritor britânico e muitas das suas obras se centram em marinheiros e no mar. Mas qual a relação entre ele e Malcolm Lowry? Encontrei uma tese de doutoramento que analisa obras suas: JOSEPH CONRAD E MALCOLM LOWRY: "LA MUSIQUE SOMBRE DU CHAOS", HEART OF DARKNESS (1902), NOSTROMO (1904) ET UNDER THE VOLCANO (1947).

Se tiver interesse em saber em que consiste, leia-a aqui.


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Poema retirado do Poemário 2012, Assírio & Alvim
Imagem: Pixabay