À minha Mãe
Ave Maria, tão pura,
Virgem nunca maculada
Ouvi a prece tirada
No meu peito de amargura!
Vós que sois cheia de graça,
Escutai minha oração,
Conduzi-me pela mão
Por esta vida que passa!
O Senhor, que é vosso filho
Que seja sempre connosco,
Assim como é convosco
Eternamente o seu brilho!
Bendita sois vós, Maria,
Entre as mulheres da terra;
A vossa alma só encerra
Doce imagem de alegria!
Mais radiante do que a luz
E bendito, oh Santa Mãe,
É o fruto que provém
Do vosso ventre, Jesus!
Gloriosa Santa Maria,
Vós que sois a Mãe de Deus
E que morais lá nos céus,
Velai por mim cada dia!
Rogai por nós, pecadores,
Ao vosso filho, Jesus,
Que por nós morreu na cruz
E que sofreu tantas dores!
Orai, agora, oh Mãe qu'rida
E (quando quiser a sorte)
Na hora da nossa morte,
Quando nos fugir a vida!
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Ave Maria, tão pura,
Virgem nunca maculada,
Ouvi a prece tirada
No meu peito de amargura.
7-4-1902
(Data provável em que este poema foi escrito)
in Poesia do Eu
pgs. 457 a 459
Estamos perante uma paráfrase de F. Pessoa
daquela oração que bem conhecemos:
Ave-Maria*,
e dedica-a à sua Mãe, como se lê acima.
AVE-MARIA
Schubert
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No dia 14/5 festeja-se o "Dia das Mães" no Brasil.
Associo-me, nesse dia, aos amigos
brasileiros que visitam este Xaile.
Abraços
Olinda
Da amiga Rosélia
Da amiga Fê
Da amiga Gracita
*Nota: Diz-se que, sendo Maria vocativo, a expressão devia ser escrita assim:
"Ave, Maria!", isto é, com uma virgula em vez de hífen.
