Diz-nos Estrabão que a Lusitânia era a maior das nações ibéricas e que os seus rios continham poalha de ouro. Sabemos que desta, outrora, próspera terra faz parte o nosso território e a estremadura espanhola. Dos lusitanos ou hispânicos ele e Trogo Pompeu contam que eram povo aguerrido com o corpo preparado para a abstinência e fadiga e ânimo para a morte... e que faziam sacrifícios aos deuses assim a modos que arrepiantes, bem ao modo da época. Destes heróis sobressai o mítico Viriato que é abatido por três dos seus oficiais comprados por Roma.
Camões ao cantar o peito ilustre lusitano a quem Neptuno e Marte obedeceram, convocando os deuses do Olimpo e tendo como pano de fundo a nossa epopeia marítima leva-nos a acreditar que os lusos, se é que existem ou existiram, são capazes de grandes feitos acima da sua condição humana. Por isso mesmo, temos na nossa História ecos de heroísmos que nos consolam e nos levam a acreditar que, por mais desolador que seja o nosso presente, há-de aparecer quem nos livrará desta apagada e vil tristeza.
D. Sebastião, o Desejado, foi para Alcácer-Quibir numa de teimosia ou por mau aconselhamento e lá ficou, enterrando consigo a nata da sociedade portuguesa. Mas sempre subsistiu em nós a crença de que ele viria um dia, numa manhã de nevoeiro, para resolver os nossos problemas.
E não é que o nosso salvador, na sua auréola trágico-romântica, surge agora trazendo-nos esperanças nunca dantes apercebidas? Salvador de nome, de jure e de facto. Bem podem falar mal dele dizendo que foi golpe de marketing e coisas do género que não nos aquece nem arrefece. Cá por mim, podemos amar por todos e a todos. Eles que aprendam também a amar assim.
E mais. Doravante:
Cesse tudo o que a musa antiga canta que outro valor mais alto se alevanta.
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Imagens - Viriato e D.Sebastião, Rei de Portugal: Net
Em itálico: frases e expressões conhecidas da nossa literatura,
nomeadamente, d' "Os Lusíadas".
Ver aqui a Lusitânia de Estrabão.
Camões ao cantar o peito ilustre lusitano a quem Neptuno e Marte obedeceram, convocando os deuses do Olimpo e tendo como pano de fundo a nossa epopeia marítima leva-nos a acreditar que os lusos, se é que existem ou existiram, são capazes de grandes feitos acima da sua condição humana. Por isso mesmo, temos na nossa História ecos de heroísmos que nos consolam e nos levam a acreditar que, por mais desolador que seja o nosso presente, há-de aparecer quem nos livrará desta apagada e vil tristeza.
D. Sebastião, o Desejado, foi para Alcácer-Quibir numa de teimosia ou por mau aconselhamento e lá ficou, enterrando consigo a nata da sociedade portuguesa. Mas sempre subsistiu em nós a crença de que ele viria um dia, numa manhã de nevoeiro, para resolver os nossos problemas.
E não é que o nosso salvador, na sua auréola trágico-romântica, surge agora trazendo-nos esperanças nunca dantes apercebidas? Salvador de nome, de jure e de facto. Bem podem falar mal dele dizendo que foi golpe de marketing e coisas do género que não nos aquece nem arrefece. Cá por mim, podemos amar por todos e a todos. Eles que aprendam também a amar assim.
E mais. Doravante:
Cesse tudo o que a musa antiga canta que outro valor mais alto se alevanta.
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Imagens - Viriato e D.Sebastião, Rei de Portugal: Net
Em itálico: frases e expressões conhecidas da nossa literatura,
nomeadamente, d' "Os Lusíadas".
Ver aqui a Lusitânia de Estrabão.

