Lobos? São muitos.
Mas tu podes ainda
A palavra na língua
Aquietá-los.
Mortos? O mundo.
Mas podes acordá-lo
Sortilégio de vida
Na palavra escrita.
Lúcidos? São poucos.
Mas se farão milhares
Se à lucidez dos poucos
Te juntares.
Raros? Teus preclaros amigos.
E tu mesmo, raro.
Se nas coisas que digo
Acreditares.
Hilda Hilst (Jaú, 21 de abril de 1930 — Campinas, 4 de fevereiro de 2004) foi uma poeta, ficcionista, cronista e dramaturga brasileira. É considerada pela crítica especializada como uma das maiores escritoras em língua portuguesa do século XX.
Assuntos tidos como socialmente controversos foram temas abordados pela autora em suas obras. No entanto, conforme a própria escritora confessou em sua entrevista ao Cadernos de Literatura Brasileira, seu trabalho sempre buscou, essencialmente, retratar a difícil relação entre Deus e o homem.
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Retomo aqui, com Hilda Hilst, o Meu Ano do Brasil em Portugal, a minha versão do Ano do Brasil em Portugal, como devem estar lembrados. O tempo urge, tendo em conta que o terminus do referido ano está perto ou já chegou ao fim, penso, a 10 de Junho. Mas, já se sabe, o tempo no Xaile de Seda é uma coisa bastante relativa, querendo dizer com isto que continuarei a trazer para o nosso convívio a excelência das letras brasileiras, em qualquer tempo, pelo prazer da leitura de autores que dignificam e enriquecem a língua portuguesa.
Desejo-vos uma óptima semana.
Abraços
Olinda
Poema: Fonte aqui