O dinheiro governava o mundo. Sem ele, um homem não era nada. Por isso, quando um homem se elevava a uma posição onde pudesse deitar a mão a qualquer hipótese de enriquecer, não admirava que o fizesse sempre. Para se enriquecer através da política, tinha de se assegurar a eleição como pretor; a fortuna fazia-se nesse momento, os anos de grandes despesas acabavam por auferir dividendos. Porque o pretor iria governar uma província, e aí era um deus, podia servir-se à vontade do erário. Se possível, travava uma pequena guerra contra qualquer tribo bárbara confinante, levava o ouro e os tesouros sagrados, vendia os cativos como escravos e amealhava os lucros. Mas se as perspectivas de guerra fossem sombrias, existiam sempre outras vias: podia negociar cereais e outras mercadorias principais, podia emprestar dinheiro a taxas de juro exorbitantes (e usar um exército para cobrar os juros, se necessário), falsificar os livros de contas depois de recebidas as taxas, racionar a atribuição das cidadanias romanas subindo-lhes o preço, receber honorários ilícitos pelo que quer que fosse, desde a promulgação de contratos governamentais até à isenção do tributo de uma cidade em relação a Roma.
In"O Primeiro Homem de Roma", pg 42 - Colleen McCullough
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Dantes como agora, sempre, o dinheiro, qualquer que seja o tempo. Com ele se compra poder, armamento, influências, posições de destaque, e até consciências. Uma das formas venais mais tristes é quando a sociedade se deixa dominar pela corrupção. Desde o mais pequeno cargo até ao mais alto. Mas também se diz que quem detém a Informação é dono do poder. Mas por detrás de tudo isso, o vil metal.
Tendências que perduram, atravessam gerações, com alguns laivos de lucidez aqui e ali.
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Bom fim-de-semana, amigos.
Abraços.
Olinda
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Imagem Wiki:Denário - moeda de maior circulação na República Romana