POSTAL
deste lado da ilha
o cais e a cidade velha
datam de muito tempo,
mas a cidade é um poema
não cresceu. é sempre a mesma.
todos os dias igual:
o mesmo outeiro da cruz
desterro, fontes e fortes
igrejas, lendas, sobrados
estreitas ruas, mirantes
portões, sacadas de ferro
poetas, becos, telhados
serestas, maledicência
saveiros, pregões de rua
cantaria, mal-amados
rios (chão, templo e canteiros)
de peixe e palafitados)
ladeiras, moças bonitas
recato e amor nas janelas
casarões azulejados.
cidade em traje a rigor
vestida à colonial
meu mundo, meu porta-jóias
meu bem, meu cartão postal.
brisa de maré vazante
sem similar no país.
quietude pousada na água
caminhos feitos de história.
gente vem ver São Luís!
Manuel dos Santos Lopes (1907-2005) foi um ficcionista, poeta e ensaísta e um dos fundadores da moderna literatura cabo-verdiana que, com Baltasar Lopes da Silva e Jorge Barbosa, foi responsável pela criação da revista Claridade.
ver mais aqui
Assol Garcia -
Rapsódia de Mornas
Bom fim de semana, amigos.
Abraços
Olinda
===
Cidade Velha - aqui
imagem - pixabay
Ver aqui - Manuel Lopes
Maravilhosa poesia de Manuel Lopes e postal!
ResponderEliminarGostei de ler!
beijos, ótimo fim de semana, chica
Oh ! 'gente vem ver São Luís' _ que convite bom nessa manhã de um sábado de verão _ ir ver de perto os casarões azulejados , os lençóis maranhenses, a areia branca e lagoas de água doce . E , essa brisa que no momento procuramos por cá...um 'Postal' onde o poeta oferece história e a natureza que tanto amo _ Obrigada Olinda pela entrega perfeita para a minha manhã quente. E, embarcando no nome dessa revista digo que tudo que queremos é algo que nos traga 'Claridade' para os dias de hoje.
ResponderEliminarCom carinho, te abraço.
Mais um poema onde o poeta deixa vazar toda sua admiração e amor por uma cidade. E como não? Olha a cor desse mar!!!
ResponderEliminarabraços, bom final de semana.
Magnífica Ode a festejar S. Luiz, Olinda. Nesta presença apenas está ausente o doce odor da atmosfera Cabo Verdeana. No demais, saudades que não mais se apagam.
ResponderEliminarBeijo,
SOL da Esteva
Olá, amiga Olinda.
ResponderEliminarDesconhecia por completo este autor e este belíssimo poema! Gostei muito desta visita guiada da ilha cabo verdeana, através deste belo poema.
Igualmente belíssimo este vídeo!
Excelente partilha, estimada amiga.
Beijinhos, e bom fim de semana!
Mário Margaride
http://poesiaaquiesta.blogspot.com
https://soltaastuaspalavras.blogspot.com
Qué bonita. Gracias por compartirla. Un abrazo y feliz fin de semana
ResponderEliminarQue beleza!
ResponderEliminarQue bela a ilha e o poema!
Um abraço, minha amiga
Profundo poema. Te mando un beso.
ResponderEliminarAssim como um canto à terra amada, com descrição que faz amar o lugar pela paz e conservação de sua cultura e arquitetura. Gosto deste tipo de canto como já o fez Manuel Bandeira, Drummond. Uma bela partilha e apresentação deste poeta com sua ilha.
ResponderEliminarGrato Olinda por trazer esta peça rara.
Carinhoso abraço e bom domingo de feliz semana.
Oi
ResponderEliminarBelo poema e bela morna!
ResponderEliminarAbraço
Amiga Olinda, boa noite de domingo!
ResponderEliminarDesculpe-me a demora, tenho andado com muitos compromissos.
Vir aqui é acalmar a noitinha feliz.
Só a imagem já nos ajidar a entrar no clima de serenidade.
O poema do Manuel está belo.
Tenha dias novos abençoados"
O video você sabe que eu gosto.
Beijinhos fraternos
Olinda uma excelente escolha de poesia, gostei demais, desejo uma feliz segunda-feira bjs.
ResponderEliminarNão conhecia o poeta, mas o poema é magnífico.
ResponderEliminarObrigado pela partilha.
Boa semana.
Um abraço.
Belos versos.
ResponderEliminarBoa semana!
O JOVEM JORNALISTA está no ar cheio de posts novos e novidades! Não deixe de conferir!
Jovem Jornalista
Instagram
Até mais, Emerson Garcia
Magnífico e descritivo poema de Manuel Lopes. É como se estivesse a ver o que ele descreveu. Adorei a morna. Que o ano de 2026 lhe traga tudo o que deseja.
ResponderEliminarUm beijo.
Olá, amiga Olinda.
ResponderEliminarPassando por aqui, para desejar uma boa semana, com tudo de bom.
Beijinhos, com carinho e amizade.
Mário Margaride
http://poesiaaquiesta.blogspot.com
https://soltaastuaspalavras.blogspot.com
Amiga Olinda,
ResponderEliminarConfesso me seduziu a morna e a harmonia do grupo, voz e músicos. Também achei sintomático a escolha do título da revista Claridade.
Pelo histórico se compreende a importância da revista para a mudança de mentalidade do povo caboverdiano em relação ao colonizador. E o poema é um canto de amor a S. Luís.
Não pode passar despercebida a tradução perfeita do poema no seu título: Postal. Sem uma daguerre, sem pincéis, sem tintas, Manuel Lopes nos dá a conhecer S. Luís pictoricamente por uma enumeração poética.
Parece que nenhum detalhe na transfiguração feita escapa do seu passeio pela Ilha. E, como se bastasse, completa a circularidade do poema com o verso final “gente vem ver S. Luís”; é para não se dar por satisfeito com estas breves pinceladas. O poeta está a dizer-nos: S. Luís merece ser vista com os seus próprios. Simbolicamente.
Maravilha de postagem, Olinda.
Aqui se aprende história, história da literatura de Cabo Verde e se descobre a sua literatura.
Beijinhos, amiga Olinda!
José Carlos
Leia-se E, como se não bastasse
EliminarBoa noite Olinda,
ResponderEliminarMais um poema de outro Grande escritor cabo-verdiano, Manuel Lopes, que infelizmente também não conhecia.
Gostei imenso do poema.
Revejo-me um pouco no modo como descreve poeticamente a sua cidade...
Muito belo!
Obrigada, Olinda, por mais esta pérola.
Beijinhos,
Emília