"A massambala cresce a olhos nus"
Vieram muitos
à procura de pasto
traziam olhos rasos da poeira e da sede
e o gado perdido.
Vieram muitos
à promessa de pasto
de capim gordo
das tranqüilas águas do lago.
Vieram de mãos vazias
mas olhos de sede
e sandálias gastas
da procura de pasto.
Ficaram pouco tempo
mas todo o pasto se gastou na sede
enquanto a massambala crescia
a olhos nus.
Partiram com olhos rasos de pasto
limpos de poeira
levaram o gado gordo e as raparigas.
Vieram muitos
à procura de pasto
traziam olhos rasos da poeira e da sede
e o gado perdido.
Vieram muitos
à promessa de pasto
de capim gordo
das tranqüilas águas do lago.
Vieram de mãos vazias
mas olhos de sede
e sandálias gastas
da procura de pasto.
Ficaram pouco tempo
mas todo o pasto se gastou na sede
enquanto a massambala crescia
a olhos nus.
Partiram com olhos rasos de pasto
limpos de poeira
levaram o gado gordo e as raparigas.
O lago da lua - 1999
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Querido Humberto, há quanto tempo!
Coloco-te, aqui, com esta tua rapsódia
de mornas a embelezar, ainda mais, o poema
de Ana Paula Tavares, que conta uma história
de sobrevivência. Beijo
de sobrevivência. Beijo
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E outras vozes se alevantam - Ana Paula Tavares responde a Luís Vaz de Camões - Margarida Calafate Ribeiro - Centro de Estudos Sociais - Universidade de Coimbra aqui
Imagem: Povo do Sul de Angola - Da Etnicidade ao Simbolismo: Três olhares sobre a etnia KUVALE
Poema - daqui
Humbertona - aqui
Poema - daqui
Humbertona - aqui
