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sexta-feira, 28 de abril de 2023

Meu Caro Amigo

No ano em que foi atribuído o Prémio Camões a Chico Buarque de Hollanda, 2019, referi esse acontecimento cultural, aqui, no Xaile de Seda, com muito regozijo.

O facto desse prémio lhe ter sido entregue a 24/04/2023, na véspera das comemorações da Revolução de Abril de 1974, marcará indelevelmente, essa data, creio eu, e estreitará ainda mais os laços de amizade com o Brasil.

E o cheirinho a alecrim junta-se ao dos cravos vermelhos tornando o perfume mais intenso e o desideratum de que caminharemos na senda da tão amada Liberdade.

Hoje não trago a canção que deixo entrever acima, mas esta, Meu Caro Amigo, interpretada com muita espontaneidade e alegria.



 

Bom resto de semana, meus amigos.

Abraços

Olinda



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Veja a Notícia aqui

segunda-feira, 31 de maio de 2021

Tua Cantiga

 


CHICO BUARQUE, 
numa das suas mais belas interpretações.



Francisco Buarque de Hollanda, mais conhecido como Chico Buarque, é um músico, dramaturgo, escritor e ator brasileiro. É conhecido por ser um dos maiores nomes da música popular brasileira (MPB). Sua discografia conta com aproximadamente oitenta discos, entre eles discos-solo, em parceria com outros músicos e compactos. (...)Além da notabilidade como músico, desenvolveu ao longo dos anos uma carreira literária, sendo autor de peças teatrais e romances. Foi vencedor de três Prêmios Jabuti: o de melhor romance em 1992 com Estorvo e o de Livro do Ano, tanto pelo livro Budapeste, lançado em 2004, como por Leite Derramado, em 2010. Em 2019, foi distinguido com o Prémio Camões, o principal troféu literário da língua portuguesa, pelo conjunto da obra. Mais aqui




Boa segunda-feira, meus amigos.

Abraços.



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Imagem: pixabay

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2021

Eu te amo






Ah, se já perdemos a noção da hora
Se juntos já jogamos tudo fora
Me conta agora como hei de partir

Se ao te conhecer, dei pra sonhar, fiz tantos desvarios
Rompi com o mundo, queimei meus navios
Me diz pra onde é que inda posso ir

Se nós, nas travessuras das noites eternas
Já confundimos tanto as nossas pernas
Diz com que pernas eu devo seguir

Se entornaste a nossa sorte pelo chão
Se na bagunça do teu coração
Meu sangue errou de veia e se perdeu

Como, se na desordem do armário embutido
Meu paletó enlaça o teu vestido
E o meu sapato inda pisa no teu

Como, se nos amamos feito dois pagãos
Teus seios inda estão nas minhas mãos
Me explica com que cara eu vou sair

Não, acho que estás te fazendo de tonta
Te dei meus olhos pra tomares conta
Agora conta como hei de partir

Chico Buarque


Francisco Buarque de Hollanda mais conhecido como Chico Buarque (1944), é um músico, dramaturgo, escritor e ator brasileiro. É conhecido por ser um dos maiores nomes da música popular brasileira (MPB). Sua discografia conta com aproximadamente oitenta discos, entre eles discos-solo, em parceria com outros músicos e compactos.
Mais ... Aqui




terça-feira, 21 de maio de 2019

Sei que estás em festa, pá*





TANTO MAR

Foi bonita a festa, pá
Fiquei contente
E inda guardo, renitente
Um velho cravo para mim

Já murcharam tua festa, pá
Mas certamente
Esqueceram uma semente
Nalgum canto do jardim

Sei que há léguas a nos separar
Tanto mar, tanto mar
Sei também quanto é preciso, pá
Navegar, navegar

Canta a primavera, pá
Cá estou carente
Manda novamente
Algum cheirinho de alecrim




Prémio Camões 2019.aqui

Tantos anos a ouvir-te, com muito prazer, Chico Buarque.
Daqui vai um cheirinho de alecrim.

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*No título, o primeiro verso de:

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

SOBERBA E ALTIVA



No seu afã de defender a portuguesa língua de influências estranhas e incentivando a escrita em português, António Ferreira escreve uma carta apaixonada a Pêro Andrade de Caminha. E dessa carta, não há dúvida, este excerto é deveras empolgante. Mal sabia ele que ao longo dos tempos esta língua iria ter experiências jamais sonhadas. Acompanhara os navegadores, estabelecera-se além-mar e quando voltou vinha cheia de requebros, dengosa, macia, tropicalíssima. E agora, tal como a cantiga da rua, ela não é de ninguém é de toda a gente. Parafraseando Chico Buarque, ela ainda vai cumprir seu ideal.


Floreça, fale, cante, ouça-se e viva

A Portuguesa língua, e já onde for

Senhora vá de si soberba, e altiva.

Se téqui esteve baixa e sem louvor,

Culpa é dos que a mal exercitaram:

Esquecimento nosso, e desamor.

Mas tu farás, que os que a mal julgaram,

E inda as estranhas línguas mais desejam,

Confessem cedo ant'ela quanto erraram.

E os que depois de nós vierem, vejam

Quanto se trabalhou por seu proveito,

Porque eles para os outros assi seja.


                                                                                                                                 António Ferreira -Sec.XVI


Excerto da carta de António Fereira retirado de: